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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O tempo, esse malandro.

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.13
Está tudo explicado. Afinal a retoma só não acontece por causa do tempo. É o que garante o sábio Gaspar e, se ele o diz, tem de certeza toda a razão. Por mim, devo dizer, já andava desconfiado que a culpa era disso do tempo. Faz, até, algum tempo que o ando a escrever. O tempo que esta gente – e a outra que lá esteve antes – perdeu a tomar as opções que tomou e que, estava-se mesmo a ver à muito tempo, iam dar nisto. 
Apetece-me também incriminar o tempo em que se construíram estádios, auto-estradas, multiusos, piscinas, centros culturais, escolas onde não há crianças, parques desportivos onde só moram velhos, distribuiu subsídios, arregimentou gente para a função pública e, em resumo, se esturrou dinheiro como se não houvesse amanhã. Nem, tão pouco, um tempo em que teríamos de pagar a conta. 
Sobra-me, igualmente, vontade de responsabilizar o tempo que ninguém teve para se manifestar estridentemente, como fazem agora, contra o rumo que o país estava a seguir. O tempo que agora lhes sobra para protestar contra os tempos que vivemos. Mas o pior - e que verdadeiramente me atormenta -  é que, a esmagadora maioria, ainda não tiveram tempo de perceber que vivemos noutro tempo.  



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O tempo, esse malandro.

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.13
O tempo, esse malandro.
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Vendam essa a outro!

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.13
“A divida dos países não se paga, gere-se”. Ainda que pareça desculpa de mau pagador, esta frase é absolutamente verdadeira. Mas, lamento discordar de muitos que a estão a usar na tentativa de justificar erros do passado e do presente, não se aplica no caso português. A divida do Estado – onde, naturalmente, se incluem o estado central, regional, local e as empresas públicas – é impossível de gerir se continuarmos a viver pelos mesmos padrões de há meia dúzia de anos atrás. Essa história do “isto não pode parar”, “os nossos filhos pagam as nossas dividas tal como nós pagamos as dos nossos pais e estes já pagaram as dos nossos avós” ou “quem vier que pague as dividas que eu deixar porque eu já paguei as que encontrei”, é conversa de tolinho. Por mais escola que ainda faça entre gestores tão aptos a gerir a coisa pública como eu a dizer missa. 
Este, estou em crer, será um debate que não vai acontecer na próxima campanha autárquica nem na que, provavelmente, se seguirá para eleger o novo parlamento. Até porque não interessa a ninguém. Nem, sequer, aos que são esmifrados para pagar todas as tropelias que, em nome de uma alegada melhoria da sua qualidade de vida, se vão fazendo de lés a lés. É deprimente, mas é o que temos.
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Vendam essa a outro!

por Kruzes Kanhoto, em 08.06.13
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Menos uma hora para consumir

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.13
Notáveis algumas ideias que tenho lido cerca do aumento do horário de trabalho na função pública. Que é para aproximar do que se pratica no sector privado, diz quem acredita na versão oficial. O que, acrescenta, se trata de uma questão  da mais elementar justiça relativamente aos restantes trabalhadores. Talvez seja. Ainda que, mas isso deve ser defeito meu, me pareça que esta posição evidencia mais um sentimento de vingança do que de qualquer outra coisa.   
Que assim, há quem defenda esta tese, graças ao prolongamento de horário dos funcionários públicos – esses malandros, convém acrescentar – o cidadão comum, que se farta de trabalhar para manter essa cambada de gabirús, tem mais tempo tratar dos seus assuntos nas repartições públicas. Embora, saliente-se, hoje em dia quase tudo se possa fazer a partir de casa. Ou de qualquer outro local, com um desses aparelhos ultra modernos que os tugas compram mal são lançados no mercado. É que essas traquitanas, não sei se a generalidade do pessoal sabe, dão para fazer mais coisas do que estar ligado ao facebook. 
Por mim, já escrevi em diversos posts, não me aquece nem arrefece. É-me indiferente. O mesmo não sei se poderão dizer muitos dos que agora se regozijam por ver aplicado mais um “castigo” aos vizinhos, conterrâneos ou compatriotas. É que ainda estamos para ver o impacto que este prolongamento de horário vai ter nos sectores privados da economia. Desconfio, mas isso sou eu que tenho a mania de fazer contas, que é capaz de não ser lá muito positivo. Que o Estado vai gastar mais, disso não tenho dúvidas. Que os funcionários ficam com menos uma hora para gastar dinheiro, também não...
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Menos uma hora para consumir

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.13
Menos uma hora para consumir
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Quem tem medo da transparência?

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.13
Acho piada ao conceito de privacidade, bom nome ou seja lá o que for, actualmente em vigor. Qualquer boa mãe de família – ou mesmo que não seja assim tão boa – expõe à vista de todos, livre e espontaneamente, em qualquer rede social fotografias suas, da sua família ou do último pitéu que acabou de cozinhar. Todos – bom, pelo menos muitos – compartilham imagens das férias em Cuba, Porto Galinhas ou outro  destino exótico. Não falta quem exiba de forma ostensiva, pelos mais diversos meios, sinais exteriores de riqueza que, por muito legítimos que sejam, não tinham necessidade de ser exibidos. Tudo coisas que, na sua maioria, não necessitávamos de ver nem de saber.
A coisa muda radicalmente de figura quando se trata de dinheiro. Do que têm ou, principalmente, do que não têm e deviam ter para pagar aquilo que exibem ou de que desfrutam. Muitas vezes de forma legitima, diga-se. A ideia de privacidade parece ganhar outros contornos quando em causa estão o cumprimento de obrigações. Ou seja, apenas se defende intransigentemente quanto aos deveres. Nunca ou raramente do lado dos direitos.
Vem isto a propósito da intenção do governo de tornar obrigatória a divulgação dos beneficiários dos apoios sociais. O que faz todo o sentido. A sociedade tem o direito a saber quem beneficia do dinheiro dos seus impostos. Mas, como era de esperar, não pode ser. A oposição, CDS incluído, não quer e a comissão de protecção de dados também não. Seria uma medida da mais elementar justiça. Nomeadamente para com aqueles que realmente necessitam desses apoios. 
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Quem tem medo da transparência?

por Kruzes Kanhoto, em 06.06.13
Quem tem medo da transparência?
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A piada negra

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.13


É, também,por coisas destas que gosto do meu bairro. Convenhamos que ir a pépara o trabalho e pelo caminho deparar com uma cena bucólica deovelhas a pastar num recanto da cidade é algo pouco comum. Pena ovizinho chato, mais as suas piadas secas. “Olha, olha”,dizia o gajo, “o Passos Coelho já começou a despedirfuncionários públicos”. Não percebi. “E os primeirosforam os jardineiros”. Ah, estou a começar a ver o sentido dacoisa...”substituiu-os por ovelhas!”. Pois. Tá bem, tá.Tens piada,tu. 
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A piada negra

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.13
A piada negra
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Os piratas do Capitão Obvious

por Kruzes Kanhoto, em 02.06.13
O líder do Partido Socialista disse, finalmente, o óbvio. Mas é importante que o tenha dito. Considerou – e muitíssimo bem – que um dos maiores problemas das empresas e da economia são os mais de 3,2 mil milhões de euros de pagamentos em atraso – as dividas por pagar a mais de noventa dias – que o Estado deve às empresas. Coisa com que muito pouca gente, se exceptuarmos os que estão a “arder”, se tem preocupado. Mesmo assim, salvo um ou outro caso, são poucos os que têm a coragem de afrontar as instituições públicas devedoras e exigir aos seus responsáveis o pagamento atempado do que lhes é devido. Nem uma manifestação, uma grandolada ou, sei lá, ondas de indignação no facebook, contra uma situação capaz de provocar em qualquer empresa sérios problemas de tesouraria e, até, o seu encerramento e consequente desemprego dos seus trabalhadores. Enfim, prioridadezinhas.
O pior, para António José Seguro e principalmente para os portugueses, é que até mesmo entre os seus correlegionários há quem não ligue peva a isso de pagar a tempo e horas. Presumo que tenham como lema de vida “o dever acima de tudo”. Coisa que, a julgar pelo que se vai vendo, o eleitorado parece apreciar.

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Os piratas do Capitão Obvious

por Kruzes Kanhoto, em 02.06.13
Os piratas do Capitão Obvious
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São uns "amourosos" é o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.13
Aenternecedora história daquela comunidade islâmica que ofereceu cháe bolos aos manifestantes que demonstravam o seu desagrado pela mortede um soldado britânico, às mãos de um criminoso seguidor da ditareligião, está a comover os corações mais sensíveis. E, como erade esperar, a servir de exemplo aos militantes do multi-culturalismopara nos fazerem crer que aquela malta barbuda e que reza de cú parao ar são uns fofinhos.
Amim não me convencem. Não gosto deles. Pelo menos até que, os queestão cá, adoptem os nossos hábitos e acatem as nossas leis ou,nos países islâmicos, permitam que os ocidentais mantenham os seususos e costumes. Se as gajas deles podem andar, no ocidente, todasenroladas em panos pretos e só com os olhos de fora, porque raio nãohão-de poder as ocidentais andar de mini-saia na terra da mourama?!
Esteepisódio do chazinho e dos bolinhos é,por mais que queiram demonstrar o contrário, mais uma evidência daintolerância religiosa daquela malta. Se queriam ser amiguinhos, emostrar a sua vontade de se integrarem na sociedade que os acolheu, oque deviam ter feito era convidar os manifestantes para beber umasbejecas no bar mais próximo. Acompanhadasde uns coiratos, de preferência.
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São uns "amourosos" é o que é...

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.13
São uns "amourosos" é o que é...
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