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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

"O FMI não manda aqui!"

por Kruzes Kanhoto, em 05.05.11
Não andarei muito longe da verdade quando penso que, por esta altura, a esmagadora maioria – para não ser peremptório e dizer a totalidade – dos que detém cargos públicos, com poder de decisão, já estarão a engendrar um qualquer esquema manhoso para contornar as medidas anunciadas pelo triunvirato e continuar com a vidinha que sempre fizeram atá agora. “Como é que vamos dar a volta a isto?!” será, tão certo como eu estar a escrever, a pergunta mais repetida perante o conjunto de intenções que nos foi imposto. Para a qual, não duvido, depressa surgirão respostas cada uma mais imaginativa do que a outra. 
Já escrevi noutra ocasião que o pessoal do FMI e respectivos comparsas, não sabe com quem se meteu. Atrevem-se, coitados, a pensar que nos metem na ordem com um cardápio de regras que, supostamente, devemos seguir na sua ausência. Assim uma espécie de trabalho de casa. Um rol de ideias, espalhado por trinta e quatro longas páginas, que o mais atento dos nossos responsáveis políticos lerá na diagonal. Após o que, não me devo enganar muito, arrotará, convicto, um sonoro “tá bem abelha, mas quem manda aqui sou eu”. Isto enquanto manda todos esses alarves para uns quantos sítios pouco recomendáveis. 
Excepção feita ao aumento de impostos, meia-dúzia de cortes que dependam apenas da aprovação de umas quantas leis mal-amanhadas e deverá ficar por aí o cumprimento do plano que nos tentam impor. Extinguir municípios é coisa que, aposto, não vai acontecer. Muito menos fundações, governos civis, institutos e outros albergues. Com sorte serão extintas uma ou duas dezenas de freguesias, despovoadas e no meio de nenhures. Reforma da justiça, essa, tá-se mesmo a ver que sim...e, finalmente, trazer o endividamento do Estado, regiões autónomas e autarquias locais, para níveis próximos daquilo que recomenda o bom senso e a razoável gestão, é algo mais improvável do que o Sporting ser campeão.
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"O FMI não manda aqui!"

por Kruzes Kanhoto, em 05.05.11
"O FMI não manda aqui!"
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As não medidas

por Kruzes Kanhoto, em 04.05.11
É indisfarçável na maioria dos desabafos deixados nas caixas de comentários dos blogues, fóruns e sites onde estas coisas se discutem, uma certa frustração por entre as não medidas ontem anunciadas pelo alegado não constar o despedimento em massa, a redução de vencimento dos funcionários públicos ou, no mínimo, o anúncio que ficariam sem o subsídio de férias e de natal. O argumento para defender esta posição era tão simples quanto básico: “São os meus impostos que pagam o ordenado deles”. A isto pode contrapor-se algo igualmente simples e não menos básico: “É o meu ordenado que mantém o emprego deles”. Ou seja, todos precisamos uns dos outros.
Apesar da azia que possa provocar, num lado, ou da injustificada satisfação que pode causar no outro, não me parece que ninguém saia a ganhar. A inexistência de mais cortes nos vencimentos não se deverá, como sustentam alguns, ao facto do FMI ter aprendido com a Grécia e a Irlanda. As causas mais prováveis talvez se encontrem entre a proximidade das eleições, os baixos salários que por cá se praticam e as alternativas encontradas a obter o mesmo resultado mediante ao recurso a uma forma mais maquilhada. 
Seja como for, a comunicação ao país feita ontem à noite pelo alegado tratou-se de mais uma encenação ridícula, despropositada e que dá mais uma vez um sinal completamente errado. Afinal, ficámos a saber, estamos no melhor dos mundos. Perto do paraíso, quase. Por mim fiquei tão optimista e confiante num futuro radioso que senti vontade de agarrar no cartão de crédito e desatar a endividar-me.
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As não medidas

por Kruzes Kanhoto, em 04.05.11
As não medidas
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"Tablets"

por Kruzes Kanhoto, em 02.05.11
Segundo as previsões dos especialistas na matéria, as vendas de tablets em Portugal deverão crescer oitocentos por cento. Por saber que os especialistas revelam uma estranha tendência para não acertar quando fazem palpites acerca das matérias nas quais são especialistas, confesso que fiquei de pé atrás com tão elevadas expectativas. Céptico, digamos. É que, mesmo não conhecendo os números, pareceu-me que isso daria muitos quilos de chocolate por habitante. 
Percebi depois que, lamentavelmente, afinal os tablets – ou as tablets, não sei se aquilo é gaja – não são coisa que se coma. Embora, ao que se me afigura, muita gente se coma por ter uma gigajoga daquelas nas unhas. Sei agora, houve quem tivesse a paciência de me explicar, que se trata de uma categoria de objectos muito úteis para fazer coisas. Algumas, até, importantes. Mas que justificam cada um dos muitos euros pelos quais são postos à venda. 
Apreciadores, como somos, dos prazeres da vida - ter um tablet entre mãos diz que dá muito prazer – é natural que procuremos investir o dinheiro que temos e o que pedimos emprestado em algo que nos dê gozo. Daí que o mercado destas traquitanas em Portugal vá crescer quase três vezes mais do que no resto do mundo. Não admira. Um aparelho destes é mesmo, mesmo, mesmo, o que nos está a fazer mais falta. Face a estes números arrisco-me a concluir que muitos estarão à rasca para ter um. Embora, mas isso sou eu a especular, alguns vão ficar à rasca por o terem.
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"Tablets"

por Kruzes Kanhoto, em 02.05.11
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Perguntas parvas

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.11
Na inauguração da escola secundária de Vila Viçosa o ainda primeiro-ministro, referindo-se ao líder do PSD, dizia mais ou menos isto: “Se não gostam do investimento do Estado na educação, então que digam onde é que devemos investir”. Significa isto que José Sócrates ainda não percebeu a alhada em que nos meteu. Nem ele, nem os que o rodeiam e que abanam servilmente a cabeça a cada tonteria do chefe. 
A resposta à questão suscitada pelo alegado engenheiro é, obviamente, não dispomos de recursos para investir em coisa nenhuma. Qualquer bom pai de família – coisa que os nossos dirigentes políticos não aparentam ser – sabe que nos momentos de aperto, em que o dinheiro escasseia, as prioridades não podem ser gastar o que não se tem à custa de endividar ainda mais o país. Isso é o que fará qualquer vigarista.
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Perguntas parvas

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.11
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Espertos, aldrabões e outros manhosos

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.11
Quando, já lá vão uns anos, a Drª Maria José Nogueira Pinto manifestou a sua discordância relativamente à maneira como estavam a ser distribuídos alguns apoios sociais a idosos, não faltou quem se indignasse. Argumentava a senhora que o dinheiro devia ser usado de outra forma porque, assim, seria mal gasto pelos velhotes que, segundo ela, o gastariam em cervejas e doces ou, pior, seriam as famílias a esbanjar desregradamente esses subsídios estatais. 
Também a opinião do Dr. Leite Campos, do PSD, recentemente emitida acerca dos beneficiários de certas prestações sociais, que terá afirmado serem recebidas pelos mais espertos e aldrabões e não pelos que verdadeiramente precisam, suscitaram a fúria de muita gente com voz activa na comunicação social e na blogosfera mais esquerdista. 
Eu, que não sou de me indignar facilmente, repúdio veementemente qualquer uma destas posições. Quer a das personagens em questão, quer a dos indignados, ofendidos e furiosos com o teor das declarações. Isto porque os cinquenta e poucos euros do abono de família que me está a ser roubado – e sublinho roubado – não só não era gasto em cervejas nem bolos como, garanto, o dinheiro que deixou de vir para o meu bolso não está a contribuir para o equilíbrio das contas nacionais.
Não tenho dúvidas que muitos dos que continuam a receber prestações sociais são bêbados, drogados e gastam o dinheiro que lhes é dado de forma leviana. Basta, para comprovar isso, ir a qualquer café, pastelaria ou ao Continente cá do sitio. Igual certeza manifesto quanto ao facto de alguns espertos – aldrabões, talvez – continuarem a receber os apoios que a outros são retirados. Provavelmente até no meu local de trabalho.

Reprovo, no entanto, as generalizações. São perigosas. É em circunstâncias como as actuais que o Estado não se pode demitir de apoiar quem realmente necessita de apoio. Mas de forma criteriosa. O que, duvido, esteja a acontecer. Daí apetecer-me salientar a espantosa  coincidência de ser o Porto o distrito do país onde existem mais beneficiários do Rendimento Social de Inserção e, simultaneamente, onde a venda de bolas de golfe mais subiu no último ano. Ele há coisas...
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Espertos, aldrabões e outros manhosos

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.11
Espertos, aldrabões e outros manhosos
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Opinião irrelevante (ou nem por isso) do dia

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.11
Portugal é um caso de policia, de incúria e mau uso dos dinheiros públicos! (Autor desconhecido)
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Opinião irrelevante (ou nem por isso) do dia

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.11
Opinião irrelevante (ou nem por isso) do dia
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