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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Enganar-nos uns aos outros vai deixar de ter tanta piada...

por Kruzes Kanhoto, em 04.07.10
A anunciada alteração na formula de cálculo da atribuição das chamadas prestações sociais se, por um lado, se impõe face a inúmeras situações de abuso e, por outro, a alguma necessidade de sustentabilidade do próprio sistema vai, na minha modesta opinião, potenciar situações de conflito, que até agora tem estado apenas latente, entre beneficiários e não beneficiários. Nomeadamente entre aqueles que deixarão de ter acesso aos apoios do Estado, ou os verão reduzidos, e aqueles que continuarão a beneficiar como até aqui, ainda que menos necessitados dessa ajuda estatal que os primeiros. 
Se até agora quase toda a gente - uns mais outros menos, uns por uma via outros por outra – vai obtendo algum tipo de rendimento vindo directamente dos cofres do Estado sob a forma de prestação social, de ora em diante isso ficará apenas reservado para os fiscalmente pobres. O que, como se sabe, não significa ser pobre. E, nessas circunstâncias, acredito que o desempregado, que fica sem subsidio de desemprego, não continue a achar que o vizinho do restaurante faz muito bem em enganar as finanças e, por consequência, o filho tenha bolsa de estudo. Ou que os conhecidos ladrões ou traficantes cá do burgo – ciganos ou não – continuem a ter rendimento mínimo, apesar de manterem um estilo de vida dificilmente compatível com os setenta euros que – querem-nos fazer crer os seus responsáveis – a segurança social lhes atribui.
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Enganar-nos uns aos outros vai deixar de ter tanta piada...

por Kruzes Kanhoto, em 04.07.10
Enganar-nos uns aos outros vai deixar de ter tanta piada...
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Eles falam, falam...e fazem o mesmo!

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.10
Os autarcas das regiões servidas pelas scuts onde o governo pretende passar a cobrar portagens tem sido praticamente unânimes na contestação desta intenção e, alguns deles, são de entre os que protestam, aqueles que mais tem verberado esta medida governativa. Há até quem chegue a apelar à revolta e, em casos mais drásticos, ao vandalismo. Como chegou a ser proposto numa Assembleia Municipal e defendido perante as câmaras de televisão sem que, pelo menos que se saiba, o badameco tenha sido preso ou, no mínimo, declarada perda de mandado por evidente incapacidade intelectual para o exercício do cargo. 
Se há gente que devia estar calado nestas circunstâncias são, precisamente, os autarcas. É bom não esquecer que apesar de sérios e honestos – embora nem sempre as duas condições estejam reunidas na mesma pessoa – eles dispõem de uma capacidade inventiva, nomeadamente quando o assunto é angariar receitas, muito superior à de qualquer mortal. Justiça lhes seja feita que quando toca a gastar também não há quem se lhes igual, mas isso não vem agora ao caso. 
Podia dar uns quantos exemplos que comprovam o que acabo de escrever. Mas não me apetece. Fico-me apenas por trazer à memória de quem me lê o que fizeram inúmeras autarquias do país quando o governo resolveu extinguir a cobrança de taxas pelo aluguer, entre outras coisas, do contador da água. Suas excelências, os autarcas, resolveram inventar algo a que chamam “taxa de disponibilidade” que passou a ser cobrada desde então. Nessa altura não lamentaram o fraco poder de compra dos seus munícipes e estiveram-se nas tintas para a competitividade das empresas da sua região. As mesmas a quem, recorde-se, quase todos cobram derrama. Apreciável a coerência desta malta!
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Eles falam, falam...e fazem o mesmo!

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.10
Eles falam, falam...e fazem o mesmo!
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