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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

As cinzas dos dias que passam

Kruzes Kanhoto, 19.06.10
Desde ontem que nas televisões nacionais apenas dá Saramago. E, ainda, Mundial de futebol. Dois temas que me causam um aborrecimento desmedido e que contribuem por dar por bem empregue cada euro da factura da televisão por cabo. Não fora a calosidade que se começa a formar no polegar da mão direita – a que movimenta o comando – e nem lamentava que apenas dois temas tão desinteressantes ocupassem tanto tempo da antena televisiva nacional. 
Apesar de não apreciar a escrita do ex-director do Diário de Noticias, admito que alguma qualidade terá. Se assim não fosse a criatura não teria obtido o reconhecimento à escala mundial que obteve. Mas não gosto e, quanto a isso, nada há a fazer. Não vou, ao contrário de muito boa gente, dizer que aprecio apenas para dar ares de possuidor de um intelecto superior. 
Apreciava ainda menos o homem que o escritor. Arrogante e mal educado eram algumas das características que, a julgar pelas aparições televisivas, o fulano demonstrava possuir e que o seu desaparecimento não apaga. 
Manifestamente exagerado me parece também o envolvimento do Estado nas exéquias fúnebres deste senhor. Pagar um avião, só para ir buscar o corpo e levar parte das cinza de volta, quando se coloca a hipótese de encerrar serviços do INEM – que, habitualmente, cuidam dos vivos - por falta de dinheiro é de um descaramento inqualificável. Até porque lá por Lanzarote deve haver quem saiba fazer fogueiras. 
Há, em alturas como esta, quem se sinta na obrigação de vir fazer o elogio do falecido. Não eu. O senhor viveu a sua vida, longa por sinal, e partiu no tempo adequado. Como, dadas as circunstâncias, a expressão não é apropriada não vou desejar que a terra lhe seja leve. Faço apenas votos para que ninguém snife as suas cinzas.

Dúvidas

Kruzes Kanhoto, 17.06.10
Quatro jogadores de futebol da selecção norte coreana que está na África do Sul estão, segundo as últimas noticias, desaparecidos. As razões para esse alegado desaparecimento poderão ser muitas mas, vamos ser positivos, nada de mal lhes terá acontecido. Provavelmente estarão apenas com as mesmas dúvidas que já foram manifestadas por um relativamente jovem – mas já com idade para ter juízo - deputado comunista e resolveram tirar a coisa a limpo.

Remate kruzado

Kruzes Kanhoto, 17.06.10
Diz que lá para a Somália, um território vagamente parecido com um país e onde uns quantos bandos de grunhos, barbudos e malucos – daqueles que rezam de cú para o ar enquanto, furiosamente, dão marradas no chão – vão na ausência de um governo normal, ou mesmo anormal como o nosso, impondo aquilo a que chamam lei islâmica. A ira desses alucinados abateu-se agora sobre o futebol. Mais concretamente o Mundial que se disputa por estes dias. Ao que consta a milícia islâmica proibiu a transmissão dos jogos e não hesita em matar os que ousam contrariar tão sábia determinação dos seguidores da religião da paz. 
Por serem suficientemente conhecidos os problemas mentais dessa rapaziada não me espanta tal procedimento. O que me surpreende são alguma reacções, ainda que tímidas, de alguns combatentes da internet vulgarmente conotados com a esquerda e a multiculturalidade, que apesar de estarem sempre prontos a defender todo o tipo de parvoíce, desde que praticada por aquela malta, ousam agora pôr em causa o costume, provavelmente ancestral, de matar gente que assiste a jogos de futebol pela televisão na Somália. 
Sinceramente não me parece bem esta ingerência grosseira nos assuntos internos de um Estado – soberano ou ingovernável, não interessa nada – nem tão pouco colocar em causa as sãs tradições de um povo que, acredito, queira manter vivos os seus costumes e resistir à invasão da decadente cultura ocidental. De resto não sei porque razão o nosso hábito de nos posicionarmos perto de um televisor a emborcar cerveja e a berrar em direcção ao aparelho, há-de ser mais valorizável do que o deles. 
Anacleto Louçã tratará de, espero, colocar na ordem estes críticos intolerantes. Ou então meter uma cunha a um desses mullah's desvariados para que lhes seja lançada uma fatwa. É que estão mesmo a pedi-las.

Publicidade enganosa

Kruzes Kanhoto, 15.06.10
Esta gente é lixada. Sempre a deixarem-nos na expectativa da revelação de um qualquer segredo, do desvendar de um mistério ou do anúncio de um qualquer esquema mirabolante e, vai-se a ver, nada. Tá mal. O melhor é alguém colar no vaso um daqueles auto colantes a avisar que ali não se deve deixar publicidade. Especialmente enganosa.