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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Estabilidade? Crescimento? Duvido!

por Kruzes Kanhoto, em 18.02.10
Como estarão recordados os que visitam com regularidade este blogue, desde há muitos meses - ainda muito antes das eleições - vinha escrevendo que fosse qual fosse o resultado da escolha dos portugueses, no ano que agora decorre assistiríamos ao congelamento de salários da função pública.
Tem sido anunciado que o novo Plano de Estabilidade e Crescimento deverá prever situação idêntica até dois mil e treze. Embora nada esteja confirmado acredito que assim irá acontecer. Tal como creio firmemente que essa medida só por si em nada contribuirá para o equilíbrio das contas públicas e que, antes pelo contrário, apenas servirá para agravar ainda mais a periclitante situação em que o país se encontra. O que, ou muito me engano, acabará por servir de pretexto a reduções salariais numa primeira fase e, posteriormente, a despedimentos de milhares de funcionários públicos. Até porque essa é uma exigência que começa as ser repetida demasiadas vezes por aqueles a quem interessa sacar recursos ao Estado.
Se, num primeiro momento, a opção pelo corte na despesa com salários parece razoável, uma observação mais atenta demonstrar-nos-á exactamente o contrário. Assistiremos a quebras no consumo, que conduzirão inevitavelmente a encerramento de empresas, eventualmente a um aumento da procura dos mercados paralelos e da chamada economia subterrânea – aquela que não paga impostos - e a uma baixa significativa nas receitas fiscais. Principalmente a resultante da cobrança de impostos sobre o trabalho e o consumo.
Se tenho ou não razão naquilo que escrevo – provavelmente a esmagadora maioria acha que não tenho e que os meus argumentos são facilmente rebatíveis – o futuro se encarregará de demonstrar. E, no caso, nem será um futuro muito distante. Basta esperar pelos próximos boletins informativos da execução orçamental, emitidos pela Direcção Geral do Orçamento.
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Estabilidade? Crescimento? Duvido!

por Kruzes Kanhoto, em 18.02.10
Estabilidade? Crescimento? Duvido!
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A sondagem mal-cheirosa

por Kruzes Kanhoto, em 17.02.10
Terminou o período de votação/resposta ao inquérito/sondagem que esteve disponível cerca de quinze dias na barra lateral aqui do blogue. Como seria de esperar o nível de participação foi extremamente baixo. À pergunta colocada apenas os leitores que frequentam o espaço internet local estariam em condições de escolher cabalmente uma resposta ao que era perguntado.
Foi o que fizeram vinte e um leitores. Dos quais onze, ou seja cinquenta e três por cento, acharam que o pivete – mau cheiro, ar nauseabundo, cheirete, pestilência ou o que lhe queiram chamar – se trata de uma fragrância muito em moda para os lados do resort das Quintinhas. Como se sabe muitos dos habituais frequentadores do Espaço Internet possuem habitação para aquelas bandas. Graças ao choque tecnológico promovido pelo Engenheiro (eheheheh) José Sócrates, um número significativo daqueles habitantes passaram a ter acesso às novas tecnologias e, principalmente, a interessarem-se por elas. O que, na minha modesta opinião, é óptimo e certamente contribuirá para a sua integração plena na sociedade. Embora tomar banho também possa, eventualmente, ajudar.
Faz-me, no entanto, alguma confusão é que esta súbita e inesperada paixão pela tecnologia e a vontade de conhecer novos mundos, mesmo que virtuais, apenas tenham afectado os rapazes/homens e não seja extensível às meninas/senhoras que residem no citado resort. Acredito que os sete leitores, trinta e três por cento, que escolheram a opção “O multiculturalismo é uma coisa muito linda” tenham uma boa explicação para o facto.
Há ainda três visitantes que não sabem ao que cheira naquele espaço. São os que escolheram a opção “não sei…levo sempre uma mola no nariz”. Representam apenas catorze por cento dos votantes e, para além de padecerem de elevada sensibilidade olfactiva, são pessoas precavidas porque, sou eu que vos digo, o pivete é realmente insuportável. Há, no entanto, alguns cuidados a ter em conta por quem opta por esta solução. Um espirro mais inesperado pode projectar a mola e causar graves danos físicos – até talvez a morte - a outros frequentadores. Ou, pior ainda, estragar o equipamento. É que este foi financiado pela União Europeia enquanto os outros, os frequentadores, são financiados por nós.
Por falar em espirro resta-me referir que a última opção, “não me cheira a nada…estou constipado!” não foi escolhida por nenhum dos votantes, o que quer dizer que não temos por aqui gente constipada. O que, sem dúvida, são boas noticias.
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A sondagem mal-cheirosa

por Kruzes Kanhoto, em 17.02.10
A sondagem mal-cheirosa
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Carnaval 2010

por Kruzes Kanhoto, em 16.02.10
Não acho grande piada ao Carnaval. Tenho, no entanto, um enorme respeito e admiração por todos quantos dão o seu tempo e dedicação a organizar, trabalhar ou participar nas diversas manifestações carnavalescas que vão tendo lugar um pouco por todo o lado. É, essencialmente, devido a eles, à sua boa vontade e entusiasmo, que é possível pôr na rua largos milhares de pessoas, mesmo em localidades de pequena dimensão e quase despovoadas como é o caso de Estremoz.
Apesar do apreço que merecem todos os que contribuíram para a sua realização não posso, com toda a frontalidade, deixar de manifestar a minha opinião. Que, assumo-o também, nem sequer chega a ser uma critica. Porque para criticar seria necessário saber alguma coisa do assunto e de carnavais não percebo grande coisa. Nem, diga-se, tenho grande vontade de perceber. Mas a verdade é que não gostei. Não consigo deixar de pensar – erradamente, talvez – que o Carnaval é sátira, brincadeira e gajas nuas. Ora, não tendo visto nada disso, tenho alguma dificuldade em classificar o desfile como um corso carnavalesco. Vi, em contrapartida, carros e figurantes com mensagens publicitárias a empresas e produtos, o que me faz desviar o pensamento para outras designações que podiam ser atribuídas ao evento.
Motivos para satirizar obviamente que não faltam. Falta, quando muito, imaginação ou vontade de o fazer. Vá lá saber-se porquê. Podia avançar com a explicação que somos todos uns macambúzios ou que não gostamos de “dizer mal”. Mas tenho alguma dificuldade em o fazer. Especialmente quanto a esta última parte. Quando, ao longo do ano, se vão lendo e ouvindo as mais ferozes críticas a tudo e a todos, é no mínimo de estranhar que ninguém tenha coragem de, na rua e na altura apropriada, fazer uma sátira ou uma critica. Por mais suave que seja. Afinal seria tudo na brincadeira e nesta quadra ninguém levaria a mal.
Por fim as gajas nuas. Este ano até se compreendem as hesitações em tirar a roupa. As temperaturas não ajudaram e, pelo contrário, é de enaltecer a ousadia de alguns alegados foliões em desfilar de pernas ao léu. Não me venham é falar de “tabus” ou que as pessoas em Estremoz são “assim” ou “assado”. Não me lixem. Isso é conversa de quem se julga dono de uma superioridade intelectual que é quase sempre sinónimo de estupidez.
Assim sendo, a fotografia que ilustra este post mostra o que havia de mais parecido com “gaijas” desnudadas. É mau, mas é o que se pode arranjar.
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Carnaval 2010

por Kruzes Kanhoto, em 16.02.10
Carnaval 2010
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DEUS NÃO EXISTE. NENHUM DELES!

por Kruzes Kanhoto, em 15.02.10
Alguém me diga que estou louco e isto é mentira…
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DEUS NÃO EXISTE. NENHUM DELES!

por Kruzes Kanhoto, em 15.02.10
DEUS NÃO EXISTE. NENHUM DELES!
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A frase irrelevante - ou nem por isso - do dia

por Kruzes Kanhoto, em 15.02.10
Detesto plagiadores e não é meu hábito andar a copiar o que encontro noutros blogues, mas a esta tirada, que encontrei num comentário a um post publicado no Mais Évora, foi-me impossível resistir.
“A Câmara está a pagar a dois boys para fazer a programação da praça de toiros.”
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A frase irrelevante - ou nem por isso - do dia

por Kruzes Kanhoto, em 15.02.10
A frase irrelevante - ou nem por isso - do dia
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 15.02.10
Apesar de uma ou outra voz dissonante, acredito que a generalidade dos estremocenses, e seguramente a maioria dos que nos visitam, consideram uma inequívoca vantagem para a cidade a possibilidade de estacionar no Rossio Marquês de Pombal. Por mais “desenhos” que me façam ou me digam que em Barcelona, Praga ou Milão é que é bom, por não se poder estacionar no centro da cidade, não me convencem do contrário. Até porque dar essas cidades como exemplo relativamente a Estremoz é, mais do que parvoíce, perfeitamente ridículo.
Não significa isto que aprecie a maneira como por cá utilizamos o automóvel. Antes pelo contrário. Defendo, desde há muito, que o trânsito e principalmente o estacionamento nas artérias circundantes do Rossio devia ser severamente condicionado. Como em imensas ocasiões escrevi aqui no KK não se justifica que numa pequena cidade como a nossa, onde estamos sempre perto do lugar para onde nos pretendemos dirigir, se utilize o carro de forma completamente irracional.
Mesmo apesar de o homem me ter autuado em circunstâncias absolutamente surreais, exemplos como o que a foto demonstra fazem-me sentir saudades do “Sandokan”. Para aqueles que não sabem, ou já não se lembram, era um chefe da Policia com um comportamento bastante sui generis. Chamemos-lhe, simpaticamente, assim. Não acredito que os condutores dos cinco veículos estacionados à esquerda, em cima do passeio, não pudessem ter deixado o carrinho no Rossio para ir comprar pão. Afinal não serão mais do que cinquenta metros. Bastante menos do que, provavelmente, alguns deles percorrem ao final do dia quando caminham sem destino pelas ruas da cidade para, alegadamente, manter a forma.
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Estacionamento tuga

por Kruzes Kanhoto, em 15.02.10
Estacionamento tuga
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Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 14.02.10
Como tive ocasião de escrever neste post, se as arbitragens não fossem manifestamente tendenciosas, no sentido de prejudicar o clube de futebol do Porto e favorecer descaradamente o Benfica, a equipa das riscas seria todos os anos campeã nacional, com vinte cinco ou mais pontos de avanço, enquanto as águias andariam a amargar pelos últimos lugares da terceira divisão distrital de Lisboa.
O que se passou na jornada deste fim-de-semana vem inequivocamente dar-me razão. Os auto intitulados dragões – coisa que toda a gente sabe nem sequer existe, mas enfim cada um arranja as mascotes que quiser por mais parvas que sejam – foram claramente prejudicados pelo senhor do apito, no jogo em que empataram com o Leixões e onde confirmaram o modesto terceiro lugar que ocupam no presente campeonato. Que, recorde-se, só não estará em risco devido à época miserável com que outro clube também às riscas, no caso na horizontal, nos está a presentear.
Bruno Paixão, assim se chama o senhor que despudoradamente evitou que o Porto vencesse o jogo de ontem, cometeu uma série infindável de erros, sempre a favor da equipa de Matosinhos, com o evidente propósito de afastar os ainda campeões nacionais da luta pela renovação do título. Como muitíssimo bem salientaram, no final do encontro, o treinador adjunto Jesualdo Ferreira e o capitão Bruto “Cotovelo” Alves. Tendo este, inclusivamente, ido mais longe ao lamentar que este ano os árbitros não estejam a favorecer o Porto.
É, de facto, verdade. Bruno Paixão, em pelo menos duas ocasiões, praticamente isolado não rematou à baliza leixonense quando se encontrava em excelentes condições para desfeitear o guarda-redes adversário. Ainda pior do que isso foi, perto do final, não ter assinalado uma grande penalidade a favor do Porto a castigar um defesa da equipa da casa que não se desviou para o Micael (raio de nome!) passar, à semelhança do que fizera na jornada passada o árbitro do jogo com o Nacional da Madeira. Para culminar tão desastrada actuação o juiz da partida teve ainda a ousadia de terminar a contenda apenas oito minutos depois dos noventa. Como é evidente a coisa só devia acabar quando o Falcão marcasse mais um golo com a asa.
Por seu turno na Luz foi a roubalheira do costume. Mais um roubo de catedral, portanto. A arbitragem começou logo aos dez minutos por validar um golo obtido em claro fora de jogo e marcado com a mão após notória carga sobre o guarda-redes do Belenenses. Depois, em duas ocasiões, não expulsou os defesas centrais do Benfica por estes, noutros tantos remates da equipa forasteira, terem ostensivamente desviado a bola com os olhos quando esta se dirigia para a baliza e encarnada. Finalmente, de forma completamente anedótica e que revela bem a intenção de ajudar o clube da segunda circular a chegar ao título, expulsou o guarda-redes da equipa visitante por este, pasme-se, jogar a bola com a mão!
Não admira por isso que, segundo alegam alguns relatos, o árbitro tenha sido visto, na garagem do Estádio da Luz, a introduzir à socapa uma caixa de fruta na bagageira do carro. Nem que outros aleguem terem avistado o trio de arbitragem, resguardados no calor da noite, a beberricar um café com leite ou, segundo outras versões, a comer um chocolatinho. Mas isso são outros “quinhentinhos” que agora não vêm ao caso.
O Benfica está, toda a gente vê, a ser levado ao colo. Têm razão os adeptos portistas em se lamentarem dos árbitros, do sistema, da Liga, dos túneis e de tudo o mais que lhes vier à cabeça. A continuar assim o Porto dificilmente chegará ao segundo lugar.
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Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 14.02.10
Remate kruzado
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Não o gramo!

por Kruzes Kanhoto, em 13.02.10
O fulano que há mais de cinco anos chefia o governo nunca me enganou. Não gosto do tipo, tem qualquer coisa que me leva a desconfiar dele – não estou só em matéria de desconfianças – e, apesar de já ter passado todo este tempo, por vezes ainda tenho dificuldade em acreditar que aquele senhor é mesmo o primeiro-ministro do meu país. Desde há muito que, como podem atestar alguns leitores deste blogue com quem já tive esta conversa em diversas ocasiões, tenho afirmado a minha convicção que o actual líder do PS conduzirá o seu partido a uma crise de identidade igual à que tem atravessado o PSD. Por isso mais que um problema do país, José Sócrates é, cada vez mais, um enorme problema para o Partido Socialista. Tal como Santana Lopes o foi para os sociais-democratas.
Embora nunca tenha presenciado um naufrágio e não possa, portanto, garantir a veracidade do dito popular, costuma dizer-se que os ratos são sempre os primeiros a abandonar o navio. Não será, assim, de estranhar que as primeiras ratazanas comecem a nadar em direcção a algo que lhes pareça mais seguro, ou que pelo menos flutue, na esperança de se manterem à tona. É pois natural que, pelos próximos dias, surjam as primeiras vozes a demarcarem-se das posições do ainda primeiro-ministro, a garantir que, afinal, o homem é mau como as cobras e que andaram todos estes anos a viver enganados por aquilo que pareciam ser as virtudes políticas da criatura.
Seja como for espera-se que o Presidente da República tenha uma atitude mais sensata que o seu antecessor, quando este convocou eleições antecipadas apesar da existência de uma maioria capaz de assegurar a estabilidade governativa. O Partido Socialista tem todas as condições para continuar a dirigir os destinos do país e deverá fazê-lo. Assim se livre do “chefe”.
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Não o gramo!

por Kruzes Kanhoto, em 13.02.10
Não o gramo!
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Invejosos

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.10
Uma espécie de sondagem, hoje dada a conhecer por uma estação de televisão, mostra que a maioria dos portugueses concorda com o congelamento dos salários da função pública até 2013. Pelo menos. Porque se o período temporal fosse alargado até 2100 concordariam na mesma.
Nem seria, no entanto, necessário nenhum estudo de opinião para ficarmos a saber que os portugueses não gostam de funcionários públicos, deliram com todas as penalizações que ao longo dos últimos anos tem sido impostas a esta classe profissional e que manifestam um incompreensível espírito de inveja pelos “elevadíssimos” vencimentos que são pagos pelo Estado aos seus empregados.
Provavelmente muitos deles são os mesmos que em altura de eleições integram as listas de candidatos, ou de apoiantes de candidatos, com o objectivo de verem a sua participação recompensada com um emprego público para si ou algum dos seus. É que, como diz quem comenta estas coisas, não se agarraram ao pau de borla. Referindo-se, naturalmente, ao sustentáculo da bandeira que agitaram ao vento.
Podia escrever isto de outra forma, mas não quero. Nutro pelos portugueses que assim pensam um profundo desprezo. Desejo-lhes mesmo, a todos os níveis, o pior dos males. É por isso natural que nos próximos posts, ou enquanto for lendo e ouvindo opiniões deste género, manifeste por aqui algumas opiniões mais azedas relativamente a alguns problemas que afectam grande parte da população e acerca das quais as sondagens dão conta do elevado grau de preocupação com que os portugueses as encaram.
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Invejosos

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.10
Invejosos
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Piadola de oportunidade

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.10
- O que faz um engenheiro ao Sol?
- Providencia.
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Piadola de oportunidade

por Kruzes Kanhoto, em 12.02.10
Piadola de oportunidade
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