Eu também sou muito mentiroso...
Kruzes Kanhoto, 29.12.09
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Ainda que todos, eu não!
Ainda que todos, eu não!
publicado às 23:34
publicado às 23:34
publicado às 22:57
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publicado às 22:49
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Quando alguém toma uma atitude mais corajosa ou manifesta de forma desassombrada o seu ponto de vista, nomeadamente quando em causa estão questões melindrosas ou polémicas, é usual dizer-se que teve, ou tem, “tomates”. Metaforicamente, claro. Porque os “tomates” em causa são os testículos e não o fruto do tomateiro.Ora é contra o uso dessa expressão que hoje me insurjo. Acho até que - em nome da igualdade do género, da não discriminação e de outras coisas que agora não me ocorrem - tal dichote devia ser erradicado da linguagem corrente. Mais. O seu uso, por claramente discriminatório, poderia ser considerado como um insulto para com aqueles que não os têm ou, mesmo tendo-os, é como se não os tivessem.Esta expressão parece limitar a um grupo restrito de elementos da sociedade o exclusivo da coragem e da frontalidade. Enquanto se enaltece a masculinidade esquecem-se valores essenciais como a feminilidade e outros menos comuns resultantes de opções esquisitas agora tão em voga. Podíamos, por exemplo, começar a introduzir – ou vulgarizar para não ferir susceptibilidades - no léxico nacional ditos como “teve ovários…” se nos quiséssemos referir à coragem de uma mulher, ou “teve recto…” se pretendêssemos elogiar a frontalidade de um panasca. Poder, podíamos e se calhar até era a mesma coisa.publicado às 15:53
publicado às 15:53
publicado às 19:25
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