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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A promoção dada não se olha o desconto

Kruzes Kanhoto, 05.07.22

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O que eu gosto de uma boa promoção...até daquelas onde a poupança ronda, assim mais coisa menos coisa, os zero euros. Gosto tanto que quase me apetece, apesar de ser ali ao passar da curva, usufruir deste fantástico desconto na ordem dos zero por cento. Bom, se calhar e vendo o anúncio por outro prisma, ao menos o preço não aumentou, o que nestes tempos de regresso da inflação já não será mau de todo.

Os tomates da crise

Kruzes Kanhoto, 04.07.22

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Entretanto na outra agricultura da crise – aquela mais à séria – as coisas vão correndo melhor. Apesar de ser no campo não há tanto passarão, as toupeiras mantêm-se afastadas graças a umas cenas que emitem um som que lhes desagrada e até os gatos têm escolhido o espaço que não está cultivado para arrear o calhau. O pior são as pragas, mas isso também faz parte.

Hoje o destaque vai para o tomate. Quase capaz de salada, um ou outro. Ou de sopa. Depende da paciência.

Pior que o futuro lembrar o passado é o presente fazer temer o futuro...

Kruzes Kanhoto, 03.07.22

Aquele cromo do PS - cujo nome agora não me ocorre mas, dizem, é extremamente proactivo a arranjar empregos na administração pública para familiares e correligionários – lembrar o que foram as políticas da troika e a sugerir que é isso que espera os portugueses caso, um dia, escolham o agora eleito presidente do PSD é, para ser simpático, próprio de um indigente mental.

O homem fez parte da camarilha que faliu o país. Sabe – ou se não sabe ainda é mais grave – que caso o Passos Coelho não tivesse feito o favor ao PS de chumbar o PEC IV, teria sido o seu partido a aplicar as mesmíssimas medidas e, mesmo assim, ainda tem o topete de atacar quem limpou a merda feita pela tropa fandanga onde se inclui.

Acenar com o papão dos cortes e associar o futuro do PSD ao período de intervenção da Troika é intelectualmente desonesto e apenas pode assustar os intelectos mais débeis. Nomeadamente aqueles que não se lembram de quem estava no governo nem das medidas que, em 1983, Mário Soares teve de adoptar. Mas, numa coisa, o homem tem razão. Em futuras eleições é de evitar o voto no PSD. Na próxima bancarrota – não é uma questão de se, é de quando - o PS que limpe a porcaria. Fazer a limpeza em democracia, como fez Passos Coelho, é uma chatice. Em ditadura é facílimo e o PS tem lá um gajo bom para isso. Pedro Nuno Santos.

Pássaros estúpidos a escarafunchar...

Kruzes Kanhoto, 02.07.22

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Impossível ter morangos cá no quintal. Melros, pardais e outras aves que tais não permitem. Escarafuncham tudo. De tal maneira que chegam a arrancar os morangueiros. Este, que mostro na foto, vai pelo mesmo caminho. Para além dos estragos na agricultura da crise, ainda lhes sobra tempo e vontade para cagarem os carros, as paredes, o chão e mais o que calha. Uma javardice, é o que é.

Tudo porque uns idiotas, sentados num gabinete lá em Lisboa, decidiram que a passarada de todas as marcas e modelos deve ser protegida e que tirar-lhes o pio constitui uma espécie de crime. A parvoíce é de tal ordem que até para adquirir uma armadilha banal, daquelas que se vendiam em qualquer feira, é preciso conhecer as pessoas certas. Diz que vendê-las ou usá-las dá direito a uma coima de, no mínimo, duzentos paus. O que dá para comprar muitos morangos no supermercado, que é o sitio onde os totós que defendem estas medidas julgam que a comida é produzida.

Lamentavelmente a passarada não vai nas modernices da cambada de urbano-depressivos que manda nisto tudo. Podiam, por exemplo, praticar o acasalamento gay. Mas não. Insistem no modelo tradicional de família, os antiquados. Para mal do meu quintal, não só não alinham em paneleirices como, pior, reproduzem-se que nem uns malucos. Se calhar o melhor será dar a pílula às pássaras. Isso, ao menos, deve ser legal.

Ide, ide para a vossa casota

Kruzes Kanhoto, 30.06.22

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Merda, merda e mais merda de cão é o cenário que encontro todos os dias nas minhas deslocações pedestres. Sim, que eu ando a pé. Não sou como esses alarves que passam o tempo a lamentar-se do preço dos combustíveis, mas não largam o carrinho. Desses tratarei de desancar noutro dia. Hoje fico-me pelos javardos que vivem na casa dos cães. Que isto um gajo – ou uma gaja, que elas são igualmente umas porcazinhas – se sai de casa pela manhã e deixa um animal fechado em casa até à noite, então, a casa é do cão, não é dele. Ou dela. Certo é o asseio que deve ir lá por pela maison. Ainda assim seria preferível que mantivessem o bicho trancado as vinte e quatro horas do dia. Poupavam-nos a esta triste imagem. Uma cidade toda cagada por causa de gente porca, que gosta de viver no meio da porcaria e que acha que os outros têm obrigação dos aturar. Vão mas é bardamerda!

As "iludências aparudem"...

Kruzes Kanhoto, 29.06.22

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Há quem lhe chame linguagem inclusiva. O cidadão comum chama-lhe parvoíce. Para a malta do politicamente correcto vale tudo e mais um par de botas para não chamar às coisas aquilo que elas são. Ou às pessoas, no caso. Se o cidadão é cigano – ou aparenta – chamar-lhe outro nome parece-me, isso sim, ofensivo. Até porque, toda a gente sabe, qualquer cigano tem orgulho de o ser. E faz, naturalmente, muito bem em orgulhar-se disso. Andar à procura de sinónimos ou expressões que substituam a referência às características do cidadão é que, para além de ridículo, se afigura discriminatório.

Percebo, no caso em apreço, a opção de quem elaborou a noticia. Outros nem sequer teriam mencionado a "aparência". Quem tem cú tem medo e a PIDE da linguagem está cada vez mais vigilante. 

 

Tropa não, taxa sim.

Kruzes Kanhoto, 27.06.22

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A “taxa militar” foi uma das muitas taxas e taxinhas inventadas pelo Estado Novo e era paga até uma determinada idade - que julgo andar pelos quarenta e cinco anos - por quem, por um ou outro motivo, tinha sido dispensado de cumprir o serviço militar obrigatório. Resistiu à Abrilada, ao PREC e só deixou de ser cobrada em 1987 por decisão do governo de Cavaco Silva. Se calhar, digo eu, era capaz de ser boa ideia trazê-la de volta. Só para contrariar o Cavaco e isso.

Espiral murcha

Kruzes Kanhoto, 23.06.22

Ainda me lembro daquela ideia de distribuir dinheiro à população, com o intuito de estimular o consumo e fazer crescer a economia, arrancar sorrisos trocistas a quase toda a gente. Não passava de uma teoria de académicos e a ninguém ocorria que alguma vez fosse posta em prática. Era, o que se podia chamar, uma ideia parva. Contudo, como para provar que a realidade ultrapassa sempre a ficção, está a acontecer. É o que o governo, através da segurança social, está a fazer ao distribuir dinheiro aos fiscalmente mais pobres. Diz, pelo menos é a justificação oficial, que serve para apoiar as famílias mais vulneráveis a fazer face à carestia de vida. Explicação que, confesso, me deixa com os queixos à beira das unhas dos pés. Verdade que não percebo nada de economia, mas recordo-me de, ainda não há assim tanto tempo, ter ouvido o “Ronaldo das finanças” alertar para a necessidade de evitar aumentos salariais que compensem a inflação. Garantia a ilustre criatura que isso provocaria uma espiral inflacionista, ou lá o que era. Afinal parece que não. Ou, então, essa coisa da inflação só cresce se o dinheiro gasto for resultante do trabalho. Caso for proveniente de um qualquer subsiodiozinho, se calhar, até murcha. 

É o socialismo, estúpido!

Kruzes Kanhoto, 21.06.22

Ao que garante o primeiro-ministro, o salário médio em Portugal terá crescido mais de vinte por cento nos últimos seis anos. Isto, toda a gente sabe, os números quando torturados dizem o que nos quisermos que eles digam. Quando esses desgraçados – os números – caem na mão de um político, então, a coisa só tende a piorar. E se esse político for o António Costa está, como diria a minha avó, a barraca armada.

Lamento, mas obviamente o salário médio, ao contrário do que foi propalado, não cresceu naquela percentagem. Até um socialista consegue percecionar isso. A média dos salários, aferida pelas contribuições para a segurança social é que terá aumentado percentualmente naquele valor graças aos sucessivos e desproporcionados aumentos do salário mínimo. Comparar uma coisa com a outra equivale a comparar a beira da estrada com a estrada da beira.

Por esta ordem de ideias estaremos todos dentro de pouco tempo a auferir o vencimento mínimo. Depois, se continuar a haver aumentos, o salário médio aumentará todos os anos. Apesar de continuarmos a ganhar o mínimo. Confuso? Não, é o socialismo.

Pergunta irrelevante do dia

Kruzes Kanhoto, 18.06.22

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Desde as televisões às redes sociais multiplicam-se os especialistas na especialidade a comparar os salários mínimos de cada país da União Europeia com os preços dos bens nos respetivos países. Agora são os combustíveis, antes foi outra coisa qualquer e no futuro será o que calhar. O objetivo é, invariavelmente, demonstrar que ganhamos menos e pagamos mais. Provavelmente terão razão. 

Cada vez que vejo estas contas ocorre-me sempre um episódio relacionado com o pagamento do seguro do meu primeiro carro. Um Fiat 128 que valia menos do que a seguradora me cobrava por cada anuidade. Perante a minha irritação pela exorbitância que me era exigida, o gajo da companhia de seguros respondeu com uma inusitada insolência, dizendo: “Não é o seguro que é caro. O senhor é que não tem dinheiro para andar de carro”. Hoje, trinta e cinco anos depois, reconheço a razão do insolente funcionário. É o que pergunto quando vejo estas comparações. Com os combustíveis a este preço quem, ganhando o SMN em Portugal, pensa, sequer, em andar de carro?!