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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 15.10.19

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A principal actividade - quiçá única - desta criatura de Deus e de outras como ela, é comer as minhas couves. Longe de mim pretender incomodá-la ou impedir de se alimentar. Era o que mais faltava. Afinal ela tem tanto direito a viver nesta planeta quanto eu. A solução a contento de todos talvez passe por a mandar para o quintal do vizinho. Com jeitinho, não vá ela aleijar-se. A coitadinha. Ou então, não. Era na galhofa. Esborrachei-a. Ela e mais dez.

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Cama, mesa e roupa lavada

por Kruzes Kanhoto, em 12.10.19

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O cenário está quase completo. Cama já há e, se preciso for, roupa lavada também. Em dose dupla. Falta a mesa mas, por este andar e atendendo ao tempo a que os outros itens ali estão, não deve tardar.

o será coisa de nenhum sem abrigo. Que por cá não há disso. É má educação, falta de civismo e javardice. Tudo misturado.

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É muita experiência no âmbito da falência...

por Kruzes Kanhoto, em 10.10.19

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As Nações Unidas estão com um problemazito qualquer que envolve falta de guito. Algo que não constituiria grande aborrecimento para quem, como o secretário-geral António Guterres, é pouco dado a essa coisa das problemáticas financeiras não fora os principais financiadores não estarem muito inclinados a meter dinheiro naquilo.

Deve ser sina. Ou habilidade, talvez. Quiçá mera coincidência. Mas, depois de os socialistas terem rebentado três vezes com as finanças do país, um ex-primeiro ministro socialista português ser o manda-chuva da ONU, precisamente quando aquilo está nas lonas, não deixa de ter a sua piada. Ontem o país, hoje o mundo. Com os socialistas no poder vai tudo ao fundo.

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Não queriam o Ventura?! Tivessem ido votar...noutro!

por Kruzes Kanhoto, em 09.10.19

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Anda por aí muita gente em alvoroço por causa do “Chega” ter entrado no parlamento. Como se aquilo fosse, até agora, um lugar bem frequentado. Ou, de ora em diante, não existisse por lá outra mistela igualmente repulsiva. É que ninguém, minimamente ajuizado e que pretenda ser intelectualmente sério, pode colocar os deputados do PAN, BE, PCP ou aquela lady gaga do Livre num patamar diferente do André Ventura. Para não falar de outros que por lá se pavoneiam.

Depois há também os que se horrorizam com os resultados obtidos pelo “Chega” aqui no Alentejo. Em Estremoz, por exemplo, teve 3,32%. Mas se olharmos para a única freguesia urbana do concelho e onde estão mais de 60% dos eleitores, o resultado vai aos 4,01%. E o que tem a cidade que as freguesias rurais não têm? Ciganos, claro. Tal como acontece em Alvito, Moura, Elvas e Monforte. Ciganos que, na sua esmagadora maioria, não votam. Mas o melhor é nem falar nesses abstencionistas. Criticá-los por não cumprirem esse dever ainda é capaz de ser considerado racismo, xenofobia ou isso.

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Andam a endrominar os trabalhadores e o povo, camaradas!

por Kruzes Kanhoto, em 08.10.19

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No dizer de um porta-voz do PCP, nada falhou na campanha comunista que justifique a miserável votação obtida. Do alto da sua imensa clarividência revolucionária, proclamou o camarada que a mensagem que pretenderam transmitir era mesmo aquela e que a votação apenas foi a que foi porque os trabalhadores e povo são burros. Têm o cérebro atrofiado, os patetas. E têm-no, os trabalhadores e o povo que não votaram na CDU, por causa da televisão. Essa coisa, que anda para aí a endrominar os trabalhadores e o povo.

Está coberto de razão, o camarada. De facto os trabalhadores e o povo votavam muito mais no PCP quando os camaradas andavam pelos povoados a fazer sessões de esclarecimento e nem os trabalhadores nem o povo tinham televisão. Ou – saudosos tempos, camarada – ainda que alguns trabalhadores e algum povo tivessem, só existia um canal que, liberto das garras da censura fascista, era controlado pela camaradagem. As saudades que eu tenho dos desenhos animados checo-eslovacos apresentados pelo Vasco Granja. Isso é que era programação de qualidade. Daquela capaz de educar os trabalhadores e o povo logo desde pequeninos.

Estas declarações fizeram-me recordar um episódio ocorrido quase quarenta anos numa tasca cá da terra, onde um conhecido comunista local olhava descorçoado para a televisão que dava a noticia de mais uma valente coça eleitoral do “partido”. Daquelas que, ao serão, o camarada secretário-geral transformaria em vitória. Disse-lhe, então, um amigo também conhecido militante social democrata: “ A culpa é daquilo”, enquanto apontava para a televisão. “Nunca mais vais conseguir enganar ninguém”.

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As eleições do "poucochinho"

por Kruzes Kanhoto, em 07.10.19

Todos os resultados eleitorais se prestam às mais variadas interpretações. Como toda a gente também faço a minha mas, nem outra coisa seria de esperar, discordo da maioria das análises que, até agora, tenho lido ou ouvido.

Logo, a começar, pela vitória do PS. Foi por poucochinho. Teve, inclusivamente, uma votação menor – quer em termos percentuais quer em número de votos expressos - do que a da “PAF” em 2015. O que, convenhamos não abona muito a favor de um governo que, garantem, traz contente tanta gente.

O PSD, apesar das previsões catastróficas e de ter tido uma das piores votações da sua história, não teve a hecatombe que se anunciava. De recordar, por exemplo, que o PS teve 20,77% em 1985 e 22,24% em 1987. Ridicula foi a prestação do lider. Ontem, por momentos, pareceu-me estar a ouvir um qualquer dirigente do PCP quando ao Rio só faltou dizer que tinha ganho.

Mesmo a ser levado ao colo pela comunicação social o Bloco de Esquerda perdeu quase sessenta mil votos, caiu percentualmente e não ganhou um único deputado. Assim de repente não vislumbro motivo nenhum para ser considerado um dos vencedores nem, ainda menos, vejo razão para os guinchos das esganiçadas e companhia.

O PCP, esse, prossegue a sua gloriosa marcha em direcção à extinção. Um dia destes é ultrapassado pelo PAN. A menos que, quando menos se espere, os cientistas descubram uma maneira de prolongar a esperança média de vida em muito para lá dos cem anos.

O mesmo acontecerá ao CDS. Só que mais cedo.

Quanto ao PAN nem vale a pena massacrar o teclado. Aquilo é gente perigosa que nem respeito merece. A serem verdadeiras as suspeitas que pairam sobre aquela organização – um candidato de “Os Verdes” mencionou umas quantas – aquilo não é um partido. Será, antes, um caso de policia.

Quanto aos novos partidos são curiosas as reacções que a sua entrada no parlamento está a provocar. Nomeadamente as preocupações com o “Chega”. Até porque parece estar toda a gente muito feliz com a entrada da outra senhora que, sem gaguejar, confessou o seu radicalismo relativamente a diversas causas e manifestou a intenção de defender os interesses de minorias. Pensava eu, mas ninguém me manda ser alarve, que os deputados tinham como missão defender os interesses de todos os portugueses. Sem excepção.

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Desembargar à mocada

por Kruzes Kanhoto, em 06.10.19

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Como proclamava um juiz desembargador com quem em certa ocasião me cruzei, “isto só com uma moca!”. Referindo-se à política, aos políticos e às consequências trágicas das nossas escolhas. Hoje, durante uma deambulação campestre, encontrei uma. Ironicamente em dia de eleições. Deve ser uma espécie de sinal, ou isso.  

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Reflexão do dia

por Kruzes Kanhoto, em 05.10.19

Já se sabia da existência de diversas estirpes de velhos. Nomeadamente a daqueles a quem cortar a reforma constitui para lá de crime – mesmo que a dita atinja cifras na ordem dos vários milhares de euros - e a dos outros velhos a quem se pode tirar tudo. Seja a reforma, quando atingirem a idade, ou aumentar o tempo que têm de trabalhar, até poderem reformar-se, em mais de dez anos relativamente aos primeiros. Justo, que isto não dá para todos e quem primeiro chega primeiro se avia.

Mas, sabe-se agora, há também a estirpe dos velhos rabugentos bons e a dos velhos rabugentos maus. A velha que tentou malhar a Cristas é uma velha boa – no âmbito da rabugice, claro - e o velho que aborreceu o Costa é um velho do piorio. Mau como as cobras. Se é que ainda posso colocar este estigma da maldade sobre as cobras.

Por mim, que qualquer dia tenho cem anos e sou rabugento desde os vinte, vejo estas cenas com manifesta preocupação. Por um lado inquieta-me saber que a minha reforma leva, por esta altura, um corte superior a sessenta por cento. Por outro, como sei muito bem a quem me apetece fraturar os cornos, vejo com satisfação a estirpe de velhos onde me vão incluir.

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Bloco à esquerda...de quem sai!

por Kruzes Kanhoto, em 02.10.19

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Cá pela terrinha a campanha vai morna. Quase não se dá por ela. Por razões que agora não vêm ao caso, mas sobre as quais um dia destes sou capaz de começar a dissertar, a representação partidária a nível local foi praticamente varrida para debaixo do tapete. Ou para outros sítios ainda menos dignos. Daí que não haja quem agite a coisa. Digamos que, nisto das eleições, a remoção deste cartaz e a sua colocação onde agora se encontra constitui a alegoria quase perfeita. Merecida, também. 

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E trocar o tupperware por um tarro?

por Kruzes Kanhoto, em 01.10.19

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A malta da cidade tem a mania que é ecologista, amiguinha do ambiente e que sabe melhor do que todos – nomeadamente os pategos do campo – respeitar a natureza, preservar o planeta e mais uma quantidade de cenas dessas da moda. Farto-me de rir com as alarvidades que alguns desses génios escrevem, por exemplo aqui nos blogs do Sapo, onde fazem descrições exaustivas das suas preocupações e das coisas que arranjam para substituir o plástico ou diminuir a sua – deles - pegada ecológica.

Não tenho respeito nenhum por essa gente. São parvos todos os dias. Não sabem nada de ambiente. Se querem contribuir com algo de útil usem estes utensílios de cortiça. Chamam-se tarro e cocho. O primeiro substitui com vantagem a marmita, pois mantém a comida quente dispensando o micro-ondas e, por consequência, poupando energia. O segundo serve para beber água, substituindo o copo de plástico ou de vidro. Com a vantagem do mesmo cocho servir para toda a gente.

Só falta – mas, na verdade nem é coisa que me cause admiração – haver quem entenda que chamar cocho ao apetrecho é uma forma de discriminação dos mancos. Nem, menos ainda, me surpreende se uns quantos malucos se indignarem com a extração da cortiça por causar sofrimento aos sobreiros.

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À politica o que é da politica...e à gastronomia o que é da gastrononia!

por Kruzes Kanhoto, em 30.09.19

Comer é um acto político”, proclamou o líder do PAN. Nunca tinha, confesso a minha ignorância e lastimável falta de perspicácia, visto a coisa nessa perspectiva. Cuidava eu que era mais um acto de sobrevivência e, dependendo das circunstâncias, com uma vertente social.

Mas sim, vendo bem o gajo tem razão. Morfes e política são unha com carne. Ou são como o tacho e a panela. Embora, quanto a estes utensílios de cozinha, a apreciação do ponto de vista político possa ser ainda mais abrangente.

Mas, voltando à vaca fria, o acto de comer é do mais político que há. Se não veja-se, por exemplo, a campanha eleitoral. Sucedem-se os jantares comício. Ou, a pretexto de tudo e de nada, os almoços e jantares de homenagem a este e àquele, as comezainas para comemorar isto ou aquilo, os comes e bebes sempre que se inaugura seja o que for ou as refeições que desbragadamente, por esse país fora, os autarcas pagam aos eleitores mais idosos.

Cada um terá a política gastronómica que muito bem entender. Mas, como sempre dizia a minha avó, quem não é para comer não é para trabalhar. Ora que trabalho se pode esperar de um fulano que só come verduras e merdas esquisitas?

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Agricultura da crise

por Kruzes Kanhoto, em 29.09.19

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Está oficialmente aberta a época de plantações Outono-Inverno. Hoje foram as primeiras alfaces, bróculos e outra cena que não sei ao certo o que são. Assim o tempo ajude e o Saturnino – o gato zarolho que caga três vezes por dia no quintal – permita.

Menos mal que, por enquanto, o bichano ainda não descobriu maneira de contornar a paliçada de garrafas de água e as tábuas com pregos que lhe barram o caminho. Uma solução demasiado precária e pouco estética, reconheço. Haverá soluções melhores. Como “dar-lhe um tiro”, que é a mais sugerida. Era, de facto, o mais barato, eficaz e com menos danos para o ambiente. Mas que, obviamente, não vou seguir. Trata-se de uma opção que enferma de dois problemas. Não tenho espingarda e, mesmo que tivesse, com a minha falta de pontaria nem a um metro de distância lhe acertava.

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Javardice global

por Kruzes Kanhoto, em 28.09.19

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Activista da luta contra a merda de cão, eu? É pá, não me desgracem. Não me apetece mesmo nada ir a Nova York aturar o Guterres.

 

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E a patada ecológica?!

por Kruzes Kanhoto, em 27.09.19

Os apanhados do clima escolheram as vacas como um dos seus principais alvos a abater. Não se cansam de marrar com as coitadas. Excepto, claro, as da Índia. Essas não padecem de flatulência. São umas vaquinhas ecológicas e amigas do ambiente, as fofinhas.

Quem, segundo um estudo de uma universidade da Califórnia vá lá saber-se porquê pouco divulgado, também deixa uma enorme pegada ecológica são os cães e os gatos. Produzir ração para alimentar tanto bichano e tanto canito emite uma quantidade absolutamente parva de gases com efeito de estufa. Sendo que, ao contrário das vacas, esta bicharada na sua imensa maioria não serve para nada. A não ser para alimentar o ego de gente solitária, urbano-depressiva ou simplesmente idiota. E também, convém não esquecer, alimentar negócios de muitos milhões. Embora, disso, os ambientalistas de pacotilha que agora andam preocupados com o planeta prefiram não falar. Vão ver, quando toca a cães e gatos, o capitalismo sempre é um bocadinho verde.

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O medo de ganhar...por muitos!

por Kruzes Kanhoto, em 26.09.19

Constou-se-me – ou então foi eu que inventei, já não sei ao certo – que um tal de António Costa, um fulaninho que desta vez é capaz de ser o mais votado, terá alertado os portugueses para a possibilidade de o PSD, caso ganhe as eleições, voltar a cortar nos vencimentos e reformas, bem como aumentar os impostos.

Não sei se sou só eu que acho estas declarações um bocado parvas ou, pelo contrário, elas são absolutamente idiotas. E nem sequer estou a pensar no histórico de cortes de rendimentos e de aumentos de impostos. Que isso, aos que não têm memória curta, podia recordar aquele governo chefiado pelo Mário Soares que, aquando da anterior falência igualmente provocada pelo PS, cortou o subsídio de Natal e desvalorizou fortemente o escudo. Nada disso. Só acho essa possibilidade – o PSD ganhar as eleições - tão irrealizável que apenas um lunático a consegue, sequer, imaginar. E mesmo que num golpe de asa como nunca visto os eleitores lhe deem a vitória, desconfio que havia gente suficiente entre os derrotados para fazer uma geringonça. Como daquela vez, nos idos de 2015, em que levaram uma banhada eleitoral.

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Greta, o rebanho e as premonições

por Kruzes Kanhoto, em 25.09.19

Longe de mim duvidar das alterações climáticas e disso. Não tenho conhecimentos científicos, técnicos ou de outra natureza que me permitam grandes dissertações acerca destas matérias. Mas, confesso, sou muito céptico relativamente às premonições de alguns cientistas. Nomeadamente desde que ouvi conceituados académicos da área considerar o Alqueva um elefante branco pois, na sua douta opinião, jamais encheria. Ou, condescendiam outros, demoraria pelo menos uns vinte anos a encher. Um ano depois estava cheio...

É por outras, mas principalmente por estas, que acho existir demasiado histerismo em torno da menina Greta. Não vejo, assim de repente, motivo para tanto. A coisa resume-se apenas a uma gaiata que quer é aparecer, órgãos de informação a ver se ganham “algum” e políticos a aproveitar a onda. O habitual, portanto. Entretanto pelas redes sociais é ver uma multidão tecer loas à catraia e a proclamar juras de amor eterno ao ambiente. Nada de especial, também. É o habitual comportamento de rebanho. Ou a bovinidade do ser humano, como escrevia o outro.

Pouco, ou mesmo nada, na pirralha é genuíno. Quem, naquela ou noutra idade, proclama que os lideres mundiais lhe roubaram a infância e o futuro, não pode bater lá muito bem da moleirinha. Fosse ela síria teria toda a razão. Assim fala de barriga cheia.

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Meninos rabinos…

por Kruzes Kanhoto, em 24.09.19

Parece que um motorista se deparou, face a facínora, com um grupo de meliantes a assaltar-lhe a viatura. Não terá, a fazer fé no que se sabe acerca do acontecimento, sido particularmente simpático para com os patifes e, pasme-se, até os terá impedido de continuar a exercer a sua actividade. O que, naturalmente, os deixou indignados levando a que tenham recorrido à GNR para que a normalidade fosse reposta. Esta, chegada ao local da altercação, tomou conta da ocorrência e tratou de deter o motorista. Bem feita, que isto de prejudicar quem trabalha bem bastou no tempo do governo da direita.

Identificados pela PSP também foram uns quantos militantes, simpatizantes ou lá que eram, do PNR que pintaram uma parede onde antes um grupo de BE tinha rabiscado uns gatafunhos. Uma ilegalidade, isso de limpar o que outros sujam. Diz que em tempo de eleições pode-se sujar à vontade e quem se atrever a reparar os estragos arrisca-se a ir de cana. O mesmo princípio, presumo, aplica-se a todas as paredes. Sejam elas de edifícios públicos ou de prédios do Robles. Embora desconfie – mas isso é o meu mau feitio – que nem o Bloco ia fazer javardices para os prédios daquele gajo nem, se o fizesse, o PNR lá ia pintar por cima.

O que têm estas duas historietas em comum? Pouca coisa, se calhar. Eu é que ando com a impressão - vá lá saber-se porquê - que os legisladores tugas são grandes apreciadores da obra do Ary dos Santos. Aqueles versos, cantados pelo Fernando Tordo, onde se proclama a páginas tantas “detesto os bonzinhos, adoro os malvados” fazem cada vez mais sentido.

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A Madeira ainda é um jardim

por Kruzes Kanhoto, em 23.09.19

Andam por aí umas alminhas com a secreta esperança de que os resultados das próximas eleições serão bastante diferentes daqueles que as sondagens apontam. Tanto gente de direita como de esquerda. Os primeiros porque se tentam convencer a si próprios que o PSD e o CDS podem escapar à hecatombe anunciada e os segundos porque têm quase tanto medo de uma maioria absoluta do PS como de um novo governo daqueles partidos. Desenganem-se. As sondagens são o que são, mas não andarão longe de acertar. Se não em cheio, pelo menos na aproximação.

Atente-se no caso da Madeira. Mesmo após quarenta e três anos – irra! - no poder o PSD lá ganhou outra vez. O PS apesar das expectativas dos tais que não gostam de sondagens, teve uma votação como nunca mas perdeu como sempre. O BE foi corrido do parlamento. Que os madeirenses não estiveram para aturar palhaços - nem palhaças - e quase nenhum eleitor e nenhuma eleitora estiveram para dar o voto aqueles trambolhos. Ou trambolhas. A CDU, à rasquinha, lá meteu um deputadozinho. Entre os trabalhadores e o povo – que é feito do povo trabalhador, se mal pergunto? - ainda arranjou votos suficientes para manter um dos dois eleitos que tinha antes.

Será mais ou menos o mesmo nas legislativas. Em termos de sondagens, claro. Que, quanto a números a comparação com a Madeira ficar-se-á apenas pela indómita vontade dos socialistas se apegarem ao pote. Se não conseguirem sozinhos qualquer um lhes servirá para não o deixarem escapar. Até o Chega, se preciso fôr.

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Negócios da China

por Kruzes Kanhoto, em 22.09.19

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Existirão certamente motivos de sobra para estes dois itens - que, no caso, até são o mesmo produto – custarem preços diferentes. Ou, para além da vontade do vendedor, pode até nem existir motivo nenhum. É o mercado. Cada um vende ao preço que quer e o comprador só compra se quiser. Ainda bem que é assim que a coisa funciona.

O que é mais difícil de entender, pelos menos para mim que de negócios percebo pouco, é a diferença entre os custos de envio. Um deles, aquele em que a loja física se situa em Portugal, cobra 7,80 euros. Pelo outro, vindo da China, não são cobrados portes. Mais ainda quando um deles, até ficar à mesma distância a que o primeiro já se encontra do local de entrega, terá de percorrer meio mundo. Deve ser da globalização ou isso.

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Apanhados do clima!

por Kruzes Kanhoto, em 21.09.19

A comunicação social e os seus escribas avençados lamentam a fraca adesão dos portugueses, nomeadamente dos estudantes, às acções de luta, protesto ou seja lá o que for, contra as alterações climáticas. Diz que nem cinquenta chegavam a ser. Mas, justificam, a culpa foi do tempo. Faz sentido. É, de facto, uma justificação bem esgalhada.

Mas para a próxima é que é, asseguram. Se o tempo ajudar, digo eu. Ou seja, se as alterações climáticas aparecerem, ao contrário de hoje, que o clima resolveu voltar a ser o sempre foi. A coisa mete uma espécie de greve global e tudo. A uma sexta-feira. Sabe-a toda, esta malta.

Presumo que as vacas constituirão, para os promotores do evento, um alvo a abater. Tal como, ao que sugere um dos grupelhos que se associa à iniciativa, o fim da importação de combustíveis fósseis. Com ideias destas como é que querem que estejam mais de cinquenta alminhas nas manifestações?

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