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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

É cultura, estúpidos.

por Kruzes Kanhoto, em 21.08.19

Tenho manifesta dificuldade em perceber qual é o problema com a eventual criação de um museu dedicado ao Salazar na terra de onde o ditador era natural. Para os velhinhos “que lutaram contra o fascismo”, que se consideram uma espécie de reserva moral do regime, constitui, dizem, uma ofensa. Já outros “democratas” abominam a ideia pois, suspeitam, vai enaltecer a figura e o legado do “Botas”, levando a que hordas de fascistas venham a demandar Santa Comba.

Ora, reitero, não estou a ver qual é o drama. A democracia é isso mesmo. Permitir a livre expressão de todas as ideias. Mesmo as dos seus inimigos. É essa tolerância que permite a existência de partidos como o PCP ou que a religião islâmica se pratique livremente.

Há, depois, outra questão que me é particularmente cara. Essa gente pensa que o país é Lisboa. Está-se absolutamente nas tintas para o que se passa no interior. Contudo, mal alguém tem uma iniciativa que possa criar um polo de atracção – nem que seja de apenas meia dúzia de saudosistas – desata aos berros e a mandar palpites acerca do que, a trezentos quilómetros de distância, deve ou não ser feito. Ainda que muitos nunca lá tenham posto os pés, não tenham intenção de pôr e queiram tanto saber do impacto que a iniciativa pode ter sobre a economia local como nada. Para essa tropa tudo se resume a ideologia. É por isso que não passamos da cepa torta.

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Deve ser uma "trampa"...

por Kruzes Kanhoto, em 20.08.19

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Há muito que o povo, na sua infinita sabedoria, garante que de Espanha não vem bom vento nem bom casamento. Nem mais umas quantas coisas, acrescento eu. Se das cenas conjugais pouco sei – nunca conjuguei nada com nenhuma espanhola - e no que respeita a brisas também não seja muito entendido, já outras topo-as à légua. Engarrafadores espanhóis, por exemplo. São de uma incompetência que até dói. Do piorio mesmo.

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Bitaites

por Kruzes Kanhoto, em 14.08.19

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Depois do arranjo – que está excelente, não é de mais salientar - das portas e muralha contigua, ficou este espaço. Assim, deserto, sem aparente utilidade. Certamente não vai ficar como está. Deixá-lo para todo o sempre neste estado não lembraria ao mais nabo projectista. Desconheço que ideias, projectos ou simples bitaites existirão para compor o cenário mas, estou em crer, alguma coisa se há-de arranjar.

Por mim fazia dali um parque canino. Com locais próprios para a canzoada cagar, mijar, brincar e interagir com os tutores. Como se diz agora. Os anjinhos – ou patudinhos mai’lindos - de quatro patas agradeciam. Até porque, com parque ou sem ele, enquanto aquilo estiver assim só vai servir de cagadouro de cães e para despejar lixo.

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E o planeta B?

por Kruzes Kanhoto, em 13.08.19

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Isto da greve dos motoristas que transportam combustíveis está a servir para muita coisa. Para dar maioria absoluta ao Costa garantem uns, levar à revisão da lei da greve suspeitam outros ou de ensaio para, em futuras ocasiões, aplicar o mesmo principio dos serviços mínimos e, assim, esvaziar os efeitos de qualquer paralisação laboral segundo mais uns quantos.

Até pode ser que todos tenham razão. Mas esta greve está, também, a pôr a nu toda a hipocrisia que por aí vai a propósito do ambiente. Parece que, assim de repente, a redução das emissões de gases, a diminuição do consumo de combustíveis fosseis e mais não sei o quê relacionado com o modo como usamos o automóvel, tudo isso de uma só vez, deixou de ter importância. Ninguém, perante a eminência de ficar sem aquilo que faz andar o popó, se lembrou das alterações climáticas e todos parecem ter esquecido que não temos um planeta B. Ou lá o que é. Depois querem ser levados a sério. Cá para mim, quando voltarem a aborrecer com essas tretas, vão de carrinho.

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Descuidos...

por Kruzes Kanhoto, em 12.08.19

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O que tem a árvore em primeiro plano de diferente das restantes que se encontram mais em fundo na fotografia? Nada, aparentemente. Até são, acho eu, todas da mesma raça. Ou espécie, vai tudo dar ao mesmo. Mas espécie é o que pode fazer a quem passe apenas ocasionalmente nesta rua o facto de todas estarem devidamente tratadas à excepção da primeira. A explicação é simples. As outras são cuidadas. Pelos moradores.

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Camionistas e outros grevistas

por Kruzes Kanhoto, em 11.08.19

Acerca da greve dos camionistas penso o mesmo do que relativamente a todas as greves em que o alvo – ou a vitima, se quisermos – não seja única e exclusivamente a entidade patronal. Seja qual for o sector de actividade que resolva ficar inactivo. Não respeito os grevistas e penso deles o pior possível. Não aceito que numa greve – por exemplo dos transportes, na saúde ou na educação – sejam os utentes, os doentes ou os alunos a sofrerem as consequências. Sem, obviamente, terem patavina de culpa. Enquanto o patrão Estado fica apenas com o “encargo político”. Seja lá isso o que for e valha o que valer. E valerá muito pouco se, como actualmente, a máquina de propaganda souber tornear a coisa.

Nisto dos camiões tenho apenas, no plano teórico, uma inquietação que não pára de me moer. O que estaria a acontecer se o governo ainda fosse o do Passos Coelho? Nem consigo imaginar. Tão pouco quero. Devíamos estar à beira da guerra civil ou de algo ainda pior, na certa. Quanto ao resto estou-me nas tintas. Espanha é já ali.

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Tá bonito...mas e a ecologia, camaradas vizinhos?

por Kruzes Kanhoto, em 09.08.19

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Pronto. Concedo. Está ali uma coisa catita. Jeitosa, até. Tipo é pá e tal, sim senhor. Mesmo que a tinta do tecto já esteja a cair. Mas, ainda assim, continuo na minha. Não deviam passar ali automóveis. Ou, quando muito, apenas a certas horas. Eu e o restante pagode que mora aqui para este lado da cidade, que tratássemos mas é de andar a pé. Alguns - e algumas, que eu não sou de discriminações - bem precisam, diga-se.

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Se calhar foram os nazis que plantaram o cartaz...

por Kruzes Kanhoto, em 07.08.19

Celebrar a baixa natalidade”, como propõe um bando de javardos num cartaz qualquer, é coisa para me deixar com vontade de dar com um gato morto pelas trombas, até ele gritar viva o Benfica, aos mentores da ideia e a todos os que com ela simpatizam. Vão todos para a puta que vos pariu. Ou suicidem-se e aliviem o mundo do vosso peso. Isso sim, é que constituía motivo para celebrar à séria.

Desconheço quem é esta “gente”. Presumo que entre eles – ou entre os apoiantes da ideia, tanto faz – não falte quem defenda pensões de reforma mais elevadas, melhores apoios sociais e serviços públicos de qualidade. Convinha que nos dissessem, mais que não seja por uma questão de decência, como pensam eles conseguir tudo isso – ou mesmo apenas um bocadinho, vá – se, pelo contrário àquilo que se propõem celebrar, não se verificar uma muito maior natalidade e um acentuado rejuvenescimento da população.

Para mim, que moro numa região desertificada que nos últimos cinquenta anos perdeu metade da população e, a continuar assim, daqui a outros cinquenta estará totalmente desabitada, alguém ousar sequer pensar numa barbaridade dessas constitui uma ofensa. Mais. Expressar uma opinião dessas devia ser considerado crime contra a humanidade.

Numa altura em que anda para aí meio mundo preocupado com os nazis que vêm para aí passear, não percebo a falta de indignação perante cartazes desta natureza. No fundo parece-me que ambos celebram a mesma coisa...

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O fim da picada...

por Kruzes Kanhoto, em 04.08.19

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Na opinião de um activista – que é como a gora se chamam os malucos – francês, daqueles amiguinhos dos animais, devemos encarar as picadas dos insectos como uma doação de sangue. Estamos, argumenta a criatura, a contribuir para uma mãe alimentar os seus filhos. Logo, continua, esborracha-los é coisa que jamais devemos fazer. A menos, conclui, que estejamos em África. Aí podemos matá-los. Já na Europa, reitera, é deixá-los picar à vontadinha.

Ora esta ideia, para além de manifestamente parva, enferma aqui de graves preconceitos. De carácter machista, racista e xenófobo, nomeadamente. Merecedora, até, da apresentação de várias queixas na parafernália de organizações, comités, institutos e outras cenas onde se empregam os boys que não têm ponta de habilidade para fazer algo de útil. Capaz, diria, de suscitar a ira de feministas e de levar activistas – lá está – contra a alegada desigualdade de que padecem os africanos, como o conhecido democrata português Mamadou Bosta, a apelar ao recurso ao tabefe.

Para o tal activista franciú alimentar os filhos continua a ser tarefa da mãe, matar africanos parece-lhe aceitável e apenas aceita ser picado por europeus. Ainda que no âmbito dos insectos é discriminação a mais. Há que fazer-lhe a folha.

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E que tal os amigos dos animais organizarem-se para recolher estas cenas?

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.19

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E é isto com que me deparo todos os dias. Coisa que apenas me aborrece a mim e a poucos mais, mas que em nada preocupa os amiguinhos dos animais, o IRA ou essa malta que, de repente, se começou a preocupar com o ambiente.

Será, obviamente, muito natural um cão cagar. Mal seria se não o fizesse, coitado. O desgraçado terá de arrear o calhau quando a natureza assim ditar. O que não é normal é a cidade – esta e as outras – estar cheia de cães. Nem, menos ainda, que não se faça  nada para limitar o seu número e, simultaneamente, punir os javardos dos donos. Se deitar uma beata para o chão não constitui um direito, levar o cão a cagar à rua e deixar lá o presente também não se inclui no rol dos direitos e liberdades de cada qual. Digo eu, embora, com a inversão de valores que por aí vai, já nem tenha certezas absolutas quanto a isso.

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Rastejantes

por Kruzes Kanhoto, em 31.07.19

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Não gosto destes bichos. Ou bichas, sei lá. Terão, como todos os outros, a sua utilidade mas não suporto nada que rasteje. Nem desta nem de outra espécie. O que, assim de repente e quase sem crer, me leva a fazer uma associação de ideias ligeiramente perversa acerca de víboras e rastejantes. Podem ser más – nunca se viu uma cobra boa – mas levam a vida a rastejar. É a ironia da coisa.

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A desinformação como valor...

por Kruzes Kanhoto, em 30.07.19

Se há coisa que me aborrece é a falta de rigor. Em tudo. Mas, nomeadamente, quando em causa está a informação. Por norma, quando a noticia não é dada de forma completa corremos o risco de estar perante uma meia mentira - ou uma meia verdade - com o objectivo de manipular a opinião pública. Os média ocidentais – e particularmente os portugueses – fazem-no a todo o instante. Especialmente quando em causa estão as chamadas minorias, refugiados ou algo que possa perturbar a agenda multicultiralista dos novos donos disto tudo.

Isto a propósito da morte de uma criança, na Alemanha, empurrada para a linha de comboio por um homem. Foi assim, literalmente, que se noticiou o assunto por cá. Nem uma palavra acerca da origem da criatura. Um refugiado oriundo da Eritreia, no caso. Que, se calhar, ainda que não seja terrorista é capaz de achar uma certa graça em atirar pessoas para a frente de comboios. Uma coisa muito própria da sua cultura que, obviamente, teremos de respeitar, só faltou acrescentar.

Sei – toda a gente sabe – que existem orientações para que os órgãos de informação não divulguem as crenças religiosas e a nacionalidade destes meliantes. Nomeadamente quando se trata de islâmicos ou migrantes. Ou ambas as coisas. Ou ciganos, no caso português. Censura, desinformação e manipulação da opinião pública, é o que é. Até porque se o criminoso for branco ou ocidental, tal restrição informativa não se aplica. E depois ainda andam por aí a encher a boca de valores democráticos e o catano...

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Escolhidos a dedo. Do meio.

por Kruzes Kanhoto, em 28.07.19

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Para o governo, qualquer que ele seja, o país resume-se a Lisboa e Porto. Quando muito, com um pouco de boa vontade e após uns quantos protestos, a fronteira alarga-se até aos cinquenta quilómetros contados a partir da linha de costa. O resto que se lixe. Não tem eleitores, logo não importa. O desprezo atingiu o ponto máximo do descaramento quando, na anterior greve dos camionistas do Pardal, os serviços mínimos se resumiam às duas maiores cidades. Os restantes portugueses que se desenrascassem.

Para próxima, que será já um dia destes, a coisa está a ser melhor acautelada. Presumo, até, que a escolha dos postos de abastecimento tenha sido feita de acordo com rigorosos estudos científicos. Ou, assim numa de grande maluqueira, pelas vendas dos ditos. Quiçá, talvez não fosse totalmente despropositado, pela localização estratégica. Às tantas foi tudo isso em simultâneo e eu é que não estou a alcançar a genialidade das escolhas. É que já nem ligo a não haver nenhum em Estremoz. Mas dois em Elvas, o Pingo Doce de Borba e um mesmo junto à fronteira do Caia?! Isto nem com um desenho lá vai...

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Vistas largas...

por Kruzes Kanhoto, em 27.07.19

Segundo o jornal “Público”, a bíblia oficial do regime, parece que existirá um subsidio qualquer destinado à rapaziada, até ao vinte e quatro anos, que use óculos. Diz que isso constitui uma espécie de deficiência. Que, pelos vistos, terá cura automática aos vinte cinco ou deixará de ser relevante ao atingir essa idade.

Por mim, ao contrário da maioria dos comentários que li e ouvi acerca do assunto, acho muito bem. Fico contente por saber que o dinheiro que o Estado poupa com a minha reforma – cortou-ma mais de metade em termos de dinheiro e diminui-ma, em tempo, em mais de dez anos – é muitíssimo bem empregue.

Igualmente muito me apraz que o meu IRS – o tal que os geringonços não fazem intenção nenhuma de reverter – sirva para ajudar os demais caixas de óculos. Mesmo que eu, que também pertenço ao clube dos caixas de óculos, esteja excluído do âmbito da coisa. Percebe-se. Alguém têm de pagar. Calha-me a mim, como sempre.

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Abaixo a discriminação no âmbito da cagadela!

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.19

Há anos que não ponho os pés – nem o resto, diga-se – na piscina cá da terra. Não é por nada. É só porque não calha. Que eu não sou gajo para me incomodar com a clientela pouco selecta que frequenta o espaço. Nem, menos ainda, as cagadelas subaquáticas protagonizadas por um ou outro frequentador mais incontinente me levariam a fazer uma retirada estratégica em passo apressado. Nem mesmo, garanto, gente vestida dos pés à cabeça, enfiada dentro de água, seria coisa para abalar a minha habitual fleuma. Quiçá, até, tolerasse um ou outro roubo, má educação, conflitos e algazarra. Num dia bom talvez, inclusivamente, suportasse adultos que se comportam como gaiatos birrentos ou gaiatos pior comportados que o cão aqui da frente, que anda mortinho por chegar perto das minhas canelas.

Não vejo, portanto, que possa constituir motivo para indignação o facto de alguém ter, outra vez, arreado o calhau dentro da piscina. Pelo contrário. Vejamos o lado positivo da ocorrência. Consideremos a coisa como o inicio de uma tradição. Façamos disso um evento, um concurso, um festival, um acontecimento cultural ou o que se queira. Desde que devidamente promovido arrastará multidões de curiosos, estudiosos e ociosos. Até eu era gajo para ir. É que gosto mesmo de cenas multiculturais, inclusivas e que promovem a integração das minorias e isso.

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Dono, mas pouco

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.19

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Tenho dificuldade em perceber que alguém pretendendo alugar um imóvel de que é legitimo proprietário, não o possa fazer de acordo com aquilo que é a sua vontade. Parece que não pode impor clausulas a impedir que os inquilinos metam bichos em casa nem, muito menos, escolher, em função de critérios unicamente determinados por si, as pessoas a quem cede o uso daquilo que é seu. O Estado não deixa.

Deve ser por isso que este anuncio provocou uma certa irritabilidade numas quantas maganas e nuns quantos maganos. De facto onde é que já se viu o desplante do proprietário. Preferir alugar a uma família tradicional é mesmo coisa de fascista, ou sei lá do quê. Como se, apenas por se dar o caso de ser o dono, tivesse direito de poder escolher a pessoa a quem vai arrendar a casa. Devem pensar que vivem numa democracia, estes senhorios.

O pior é que esta gentinha nem tem a noção que as suas leizinhas de merda chocam de caras com a realidade. Para as fazer cumprir é preciso muito mais do que publicá-las em Diário da República. Mas disso tratarão a seguir. Deixem a esquerda ter dois terços dos lugares no parlamento...

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Causas valorizáveis e activistas despreziveis

por Kruzes Kanhoto, em 21.07.19

Detesto ver certas causas, nomeadamente no âmbito social ou ambiental, associadas a determinados quadrantes políticos ou, até, certas faixas etárias. O ambiente, por exemplo. Uma causa de esquerda, ao que nos querem fazer acreditar. Ou dos jovens, como afiançam uns quantos papalvos. Não me parece. É que, assim de repente, não consigo descortinar por que raio é que um puto de dezoito anos com ideias esquerdistas, me há-de ensinar seja o que for em matérias ambientais. Logo a mim, um perigoso fascista quase com oitenta anos que não fumo, não como fasy-food e raramente ando de avião. Só assim para citar umas coisinhas que essa malta, vá lá saber-se porquê, não valoriza por aí além no que toca a classificar como potencialmente poluidoras.

Muitíssimo menos consigo ver a questão das mulheres, no que se refere a discriminações e afins, como causa da esquerdalha. Sem grande esforço sou capaz de me lembrar de duas dúzias de países, governados pela direita, onde o cargo de Presidente ou chefe do governo são, ou foram, ocupados por mulheres. Ao contrário, apesar de ter feito um apelo sem precedentes à minha memória, não me consegui lembrar de igual lugar ter sido ocupado em países como a China, Cuba, Coreia do Norte, Venezuela ou em todos os outros – desde o ex-bloco de leste às ditaduras comunistas africanas e asiáticas – onde a esquerda é ou foi poder. Deve ser obra do acaso, certamente.

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O ataque do esquadrão lesma

por Kruzes Kanhoto, em 19.07.19

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Quando, faz tempo, me lamentei aqui – ou noutro sitio qualquer, já não me lembro nem isso interessa muito – da invasão de lesmas no meu quintal, uma idiota retorqui-me que as lesmas têm tanto direito a viver neste planeta quanto eu. Presumo que seja uma daquelas criaturas com um elevado índice de indigência mental que chamam filhos aos cães e anjos aos bichos em geral. Gente mancomunada com o Demo, só pode.

Mas, por mim, não me importo de partilhar o planeta com qualquer espécie de vivente. Embora no que toca a lesmas, bichos de conta e outros predadores que me infestam o quintal, os prefira mortos. De preferência antes de atacarem os morangos.

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Querem queixinhas? Cuidado com o que desejam...

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.19

As pessoinhas andam muito sensíveis. Qualquer coisa as ofende ou, pior, acham que qualquer coisa pode ofender este ou aquele grupo de outras pessoinhas que as primeiras pessoinhas consideram vulnerável, desprotegido ou o que calha. Por tudo e – principalmente – por nada exigem que os alegados ofensores façam pedidos de desculpa, se penitenciem pelas alegadas ofensas ou, cada vez com maior frequência, fazem queixinhas às novas policias do pensamento e do bem comunicar. Assim uma espécie de nova PIDE ou policia da virtude, moral e bons costumes ao melhor estilo da Arábia Saudita. Não sei quem lhes passou procuração, mas é assim que funciona.

Por mim só estou à espera de piadas, anedotas ou simples dichotes envolvendo alentejanos. Quem se atrever vai ter-me à perna. Discriminar alguém em função da origem geográfica parece que constitui um crime e se tal é aplicável relativamente a quem escarnecer dos nascidos no Burkina Faso que por cá habitam, também será aos que nasceram no Alentejo. E, de caminho, quem zombar ou propalar alarvidades susceptiveis de ferir os meus sentimentos clubísticos, leva igualmente com a queixinha da ordem. Sim, que isto não há cá ofensas mais toleráveis do que outras.

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Porra, pá! Ainda não é desta que temos o centro interpretativo.

por Kruzes Kanhoto, em 17.07.19

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(Foto: Municipio de Estremoz - página oficial no Facebook) 

Ainda não passou assim tanto tempo um grupo de pessoas, detentoras de múltiplas qualidades, manifestou a mais profunda inquietação por o executivo autárquico cá da terrinha ter resolvido vender a antiga casa do alcaide-mor. Um monte de ruínas, ao abandono há décadas, para sermos mais precisos. Que a venda era um crime contra o património, que o património histórico não tinha nada que ir parar à mão de privados, que aquilo devia era ser um espaço cultural e mais um infindável rol de patetices, quase todas envolvendo a palavra património, constituíram os argumentos que, então, se leram e ouviram.

Como sou gajo que gosto de mandar o meu bitaite sugeri, na altura, que das ruínas se erguesse um centro interpretativo. Que é um conceito muito modernaço e que, infelizmente, Estremoz ainda não possui. No caso um centro interpretativo da merda de cão. Vertente que, no âmbito dos centros interpretativos, por enquanto ainda não está devidamente explorada. E já devia, parece-me.

Como seria de esperar ninguém ligou à minha sugestão. E ainda bem. Diz que o comprador tem outras ideias para aquele espaço e, também, todo o quarteirão onde o imóvel está integrado. Um projecto turístico todo janota que dará finalmente um aspecto digno aquela zona. Para grande indignação, presumo, de alguns lunáticos.

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