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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Temei, velhinhos, temei...

por Kruzes Kanhoto, em 31.05.16

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Depois dos petizes que esturram mealheiros e quase passam fome para jogar no Placard, eis que surge algo igualmente perverso no âmbito da jogatina. Diz que há para aí – deve ser lá para o norte, pois por aqui ainda não soa que tal ocorra – um esquema manhoso de apostas ilegais onde os catraios gastam as mesadas e os velhotes derretem as reformas.

Suspeito que, mais uma vez, a coisa não será bem como a pintam. Com tanta oferta de jogo devidamente legalizado, seja o da Santa Casa ou na Internet, apostar em jogo clandestino parece-me uma coisa assim a modos que um bocado parva. Nomeadamente pelo risco envolvido e, digo eu, pelos prémios que dificilmente serão mais apelativos.

E depois é aquilo dos velhotes. Sempre os velhotes. Até dá a ideia que, lá por terem mais idade, são palermas. Brasileiras, jogo, burlões, filhos a gamarem-lhes as reformas...Só perigos a atormentar a existência dos idosos. Ainda bem que ali entre os dezoito e os setenta anos – ou outra idade a partir da qual se é oficialmente velho - são todos espertos e imunes a qualquer espécie de ameaça. Haja pachorra!

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O que é mais difícil, carregar uma foto no facebook ou confirmar uma despesa no e-factura?

por Kruzes Kanhoto, em 11.02.16

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O e-factura constitui o mais eficaz meio de combate à evasão fiscal inventado nos últimos anos. Daí que não surpreenda a permanente descredibilização de que tem sido alvo. Nem, ainda menos surpreendente, que o actual governo o queira arrumar. Deve ser uma espécie de reversão. Ou, bem à maneira socialista e esquerdola em geral, um prémio aos trafulhas e a todos aqueles que apreciam viver na barafunda. Usam, como argumento para deitar aquilo abaixo, a lengalenga dos velhinhos que, coitadinhos, não se entendem com estas modernices. Nem os velhotes nem os mais desfavorecidos que, coitados, não possuem essas geringonças informáticas nem têm acesso à Internet. Deve ser, deve. Mas só para o que convém. A mexer no Facebook são, uns e outros, uns especialistas...

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