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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Desigualdades

por Kruzes Kanhoto, em 21.09.16

Tem sido, ao longo dos últimos dias, amplamente divulgado um estudo de uma Fundação acerca do aumento das desigualdades sociais provocadas em Portugal pela intervenção da troika. Será, de certo, um trabalho devidamente fundamentado e que deverá merecer, da parte de todos, a melhor atenção. Nomeadamente, pela sua responsabilidade, aos políticos. Coisa que, pelos vistos, não estará a acontecer. É que a melhor forma de evitar o agravamento dessas desigualdades será não cometermos os mesmos erros que nos levaram à inevitabilidade da assistência financeira. E essa parte, desconfio, não está a interessar a ninguém...

 

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Vamos lá elevar os padrõezinhos…

por Kruzes Kanhoto, em 01.09.16

Insisto. Por andam aqueles bloggers, gajos da área da geringonça - incluído o primeiro-ministro - e comentadores diversos que durante quatro anos não pararam de criticar o anterior governo por ter aumentado a divida? Isto apesar das razões para esse aumento terem maioritariamente a ver, como toda a gente sabe, com o empréstimo da troika, o alargamento do perímetro orçamental e aquilo dos “cofres cheios”. Ficava-lhes bem, acho eu, que dissessem qualquer coisinha acerca do tema agora que a divida, já sem as premissas anteriores, não pára de aumentar. Mas, se calhar,  pedir alguma honestidade intelectual a quem a não quer ter é capaz de ser coisa para estar a colocar os padrõezinhos da seriedade num patamar demasiado elevado.

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Uma crise sui generis, esta...

por Kruzes Kanhoto, em 14.03.16

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Depois de ter apelado ao civismo dos portugueses para não irem abastecer o carro a Espanha, aguardo que a qualquer momento o ministro da economia faça o mesmo acerca das passeatas ao estrangeiro. Igualmente, usando o mesmo método de análise, uma forma de pagar impostos no exterior em detrimento das finanças nacionais.

Parece que a oferta disponível nas agências de viagem estará perto de esgotar. Bom sinal, acho eu. Quererá dizer, se entendo alguma coisa disto, que, afinal, as pessoinhas não estarão assim tão mal de vida. Apesar de todos os roubos aos reformados, funcionários públicos e povo em geral, pelos vistos, continua a haver dinheiro. Ainda bem. É sempre bom saber que as noticias acerca do tal empobrecimento generalizado são manifestamente exageradas. Isso e a demagogia da troika que por enquanto vai aguentando a geringonça.

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Vem aí a verdadeira troika?

por Kruzes Kanhoto, em 07.10.15

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Chapelada. Não vejo outra forma de qualificar a eventual coligação PS-PCP-BE. Assim uma espécie de vitória na secretaria após, cada um deles, ter levado uma coça dentro do campo. A tramóia até pode ter cobertura constitucional. Pode, também, argumentar-se que o conjunto daqueles partidos recolheu o maior número de votos expressos. Pode isso tudo. Não pode é afirmar-se, sem fintar a verdade, que foi esse o projecto escolhido pelo eleitorado. Pelo contrário. O que se pode argumentar, com uma assinalável dose de certeza, é que caso se tivessem apresentado a eleições em coligação a votação que obteriam estaria muito longe de ser aquela. Mais. A maioria dos votantes do PS não se revêem nessa hipotética troika. Nem tão pouco os do Partido Comunista.

Tenho, apesar de tudo, uma enorme expectativa relativamente a este cenário. Nomeadamente em ver como vai ser justificado este acordo por algumas criaturas e, quando a coisa começar a azedar nas ruas, como será defendido o eventual governo dessa estranha coligação. Vai ser uma fartote de rir. Terá imensa piada ver, cá na minha terra, destacados dirigentes e militantes locais de PS e PCP que toda a vida se odiaram – em termos políticos e muitas vezes não só - do mesmo lado da barricada e a defenderam a mesma dama. Só por isso já valia a pena ver essa troika no poder...

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