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Ainda sou livre de discordar?!

por Kruzes Kanhoto, em 03.03.17

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De repente toda a gente começou a discutir política. Bom, discutir é uma maneira de dizer. Insultar quem não comunga dos mesmos pontos de vista é muito mais apropriado ao que, por estes dias, vamos assistindo em todos os espaços onde cada um pode partilhar a sua opinião. Ou, supostamente, devia poder sem que, em consequência da exposição pública do seu pensamento, se visse insultado por gente que se diz tolerante, garante ser acérrima defensora de todas as formas de liberdade e, mas isso sou eu a concluir, quase capaz de dar a vida por todos esses nobres ideais.

Esta intolerância perante a opinião do outro constituiu algo de muito perigoso. Começa por afastar da discussão quem tem opiniões diferentes das maioritariamente publicadas, promove a constituição de maiorias silenciosas e acaba por, nas urnas de voto, ter os resultados que se conhecem. Depois admirem-se.

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publicado às 19:06

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Como sempre acontece de cada vez que é anunciada, num país ocidental, a proibição do uso de burka – ou outro adereço ridículo qualquer que apenas deixe os olhos de fora às mulheres que o vistam – levantam-se umas quantas vozes ofendidas com a falta de respeito pelas tradições das criaturas. Não percebo a condescendência. Nomeadamente quando não é reciproca.

Compreende-se que os imigrantes oriundos desses países forcem as respectivas esposas a usar aquele traje repugnante. Ou, pelo menos, que não as incentivem a deixar de usá-lo. Isto porque, ao que é confessado pela esmagadora maioria dos invasores que demandam a Europa, as mulheres são um dos principais motivos porque vêm para cá. Ora, sabendo das intenções dos seu patrícios, é natural que queiram esconder as deles.

Apesar disso é intolerável que gente disfarçada de sacos de batatas circule nas nossas cidades. Nisto faço minhas as palavras do xeique Munir, chefe dos muçulmanos portugueses, relativamente aos seus irmãos de fé que habitam na Europa. Se não gostam vão-se embora.

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publicado às 20:01



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