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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Intolerância com a tolerância

por Kruzes Kanhoto, em 27.04.17

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A propósito da vinda do Papa a Fátima e da tolerância de ponto concedida aos funcionários públicos anda muita gente a evocar a laicidade do Estado para contestar a alegada liberalidade do governo para com a função pública. Com alguma razão, admito. Mas, apesar de admitir a razoabilidade dos motivos que lhes assistem para manifestarem de forma tão veemente a inveja e o ódio que lhes percorre os teclados, acho piada à selectividade da indignação. Embora, dentre a vasta multidão de indignados, reconheça dois grupos distintos cada um apontando as baterias do ódio em sua direcção. Uns, os invejosos, indignam-se por a dispensa de ir trabalhar se aplicar apenas a quem trabalha para o Estado. Outros, os esquerdosos, aproveitam a ocasião para manifestar quanto odeiam a “cristandade”. A propósito do que penso acerca de uns e de outros podia citar o presidente do sporting. Ou, até, alguém com importância. Mesmo que pequena. Mas não. Prefiro algo mais sério. Ou apenas sério. Assim tipo recordar que nem uns nem outros manifestam igual nível de irritabilidade quando o dinheiro público é usado a beneficiar outras religiões. Como construir mesquitas, por exemplo.

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Ainda sou livre de discordar?!

por Kruzes Kanhoto, em 03.03.17

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De repente toda a gente começou a discutir política. Bom, discutir é uma maneira de dizer. Insultar quem não comunga dos mesmos pontos de vista é muito mais apropriado ao que, por estes dias, vamos assistindo em todos os espaços onde cada um pode partilhar a sua opinião. Ou, supostamente, devia poder sem que, em consequência da exposição pública do seu pensamento, se visse insultado por gente que se diz tolerante, garante ser acérrima defensora de todas as formas de liberdade e, mas isso sou eu a concluir, quase capaz de dar a vida por todos esses nobres ideais.

Esta intolerância perante a opinião do outro constituiu algo de muito perigoso. Começa por afastar da discussão quem tem opiniões diferentes das maioritariamente publicadas, promove a constituição de maiorias silenciosas e acaba por, nas urnas de voto, ter os resultados que se conhecem. Depois admirem-se.

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E uma manifestação contra a burka? Ou uma carta, vá...

por Kruzes Kanhoto, em 02.02.17

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Como sempre acontece de cada vez que é anunciada, num país ocidental, a proibição do uso de burka – ou outro adereço ridículo qualquer que apenas deixe os olhos de fora às mulheres que o vistam – levantam-se umas quantas vozes ofendidas com a falta de respeito pelas tradições das criaturas. Não percebo a condescendência. Nomeadamente quando não é reciproca.

Compreende-se que os imigrantes oriundos desses países forcem as respectivas esposas a usar aquele traje repugnante. Ou, pelo menos, que não as incentivem a deixar de usá-lo. Isto porque, ao que é confessado pela esmagadora maioria dos invasores que demandam a Europa, as mulheres são um dos principais motivos porque vêm para cá. Ora, sabendo das intenções dos seu patrícios, é natural que queiram esconder as deles.

Apesar disso é intolerável que gente disfarçada de sacos de batatas circule nas nossas cidades. Nisto faço minhas as palavras do xeique Munir, chefe dos muçulmanos portugueses, relativamente aos seus irmãos de fé que habitam na Europa. Se não gostam vão-se embora.

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