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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Lágrimas de crocodilo

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.17

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Nem sei por que razão acontecimentos como os de ontem em Londres ainda constituem noticia. É o novo normal. É isto que cobardemente aceitamos quando estamos dispostos a acolher entre nós uma legião de gente que nos odeia e nos deseja cortar as goelas.

Hoje é o dia para as habituais lágrimas de crocodilo. Outra vez. Por esta hora já todos condenámos o ataque. Alguns, daqueles que apenas por uma má disfarçada vergonha não aplaudem estas acções, acrescentaram uns quantos “mas” seguidos de palavras como “americanos”, “petróleo” ou “Israel” entre outras patranhas. Aproveitámos também para declarar que não temos medo nenhum deles e que vamos, haja o que houver, continuar a fazer a nossa vidinha. Seguir-se-ão umas vigílias, minutos de silêncio e as inevitáveis homenagens às vitimas. Entretanto acendem-se velas, depositam-se flores nos locais da tragédia e colocam-se bandeiras e frases enternecedoras no Facebook. Tudo isto enquanto garantimos que o islão não tem nada a ver com o assunto, que a moirama não é toda igual e acusamos de islamofobia quem se atrever a associar os seguidores do profeta ao terrorismo. O habitual.

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Velhinha terrorista

por Kruzes Kanhoto, em 20.02.17

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Concordo que o mundo é um lugar perigoso. Muita gente começou a reparar nisso há coisa de um ou dois meses. Ainda que pelos motivos errados, pois a ameaça vem de outro lado. Reconheço que a liberdade está ameaçada e que, um destes dias, aquilo que consideramos como adquirido, nomeadamente em matéria de direitos, poderá não ser algo tão garantido como supúnhamos.  

Esse dia já chegou para muitos. Aqui, na Europa dita democrática. Que o diga uma senhora inglesa, de setenta e oito anos, que foi detida pela policia local depois de ter escrito no seu blogue pessoal que o país está a ser invadido por uma "maré de guerreiros islâmicos". Apesar de libertada pouco depois, ficou sem o telemóvel e o computador pessoal - confiscados pelas autoridades policiais -  e, provavelmente, enfrentará a acusação de promover o ódio racial.  

E é a isto que, cada vez mais, iremos assistir. A criminalização da liberdade de expressão. Algo particularmente sinistro que julgávamos completamente erradicado da sociedade ocidental. Parece que, afinal, os europeus não têm o direito a expressar, no seu próprio país e em público, opiniões contrárias à ditadura do pensamento único estabelecida pelos imbecilóides do politicamente correcto. Depois admiram-se que Trumps, LePens e outros figurões ganhem eleições ou estejam cada vez mais perto disso... 

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Noticias da Eurábia

por Kruzes Kanhoto, em 19.12.16

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Está em curso um bloqueio informativo, promovido pelos principais meios de comunicação social, às tropelias cometidas nos mais diversos países europeus pelos migrantes – refugiados ou não – que estão a invadir a Europa. Presumo que seja para nosso bem. Se não soubermos somos mais felizes. Afinal aquilo que não sabemos não nos causa preocupação.

Não sou grande adepto de teorias da conspiração. Começo, contudo, a acreditar que elas – as conspirações – são como as bruxas. Que as há, há. Porque deve existir um motivo suficientemente forte para as televisões nos massacrarem com todos os detalhes da fatiota de uma gaja qualquer, conhecida apenas por quem se preocupa com futilidades, e ignorarem noticias como as que se seguem.

 

Centenares de musulmanes cortan una de las principales plazas de Londres para exigir un califato en el Reino Unido”

 

Una multitud de alemanes enfurecidos gritan repetidas veces a la Policía en Colonia “¿Dónde estabais en Nochevieja?” el 9 de enero de 2016, en alusión a los asaltos sexuales masivos perpetrados por inmigrantes ese día en la ciudad, del que fueron víctimas más de 450 mujeres.”

 

"Una dirigente del Partido Verde justifica el asesinato de una joven alemana por un afgano: “Es costumbre en Afganistán condenar a muerte a una mujer violada”

 

"La nueva secretaria del Senado alemán, hija de inmigrantes palestinos, declara ser favorable a la ley islámica (sharia)”

 

"Un colegio noruego prohíbe a sus alumnos cantar villancicos para no ofender a los no creyentes”

 

Zonas prohibidas a las mujeres en pleno París”

 

"La Justicia alemana permite las patrullas pro-sharia en las calles porque los uniformes no son sugestivamente militantes”

 

Daesh ordena “masacrar infieles” en Occidente con cuchillos y bombas caseras”

 

GERMAN Home Affairs Minister: “Our streets and squares are under MUSLIM MIGRANT control”

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Os "Je suis" já se calavam...

por Kruzes Kanhoto, em 23.03.16

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É sem surpresa que assisto - outra vez, de certeza não será a última - a reacções bacocas a mais um atentado. Como se iluminar monumentos, acender velas, desenhar coisas ou fazer declarações proclamando a paz e o amor eterno ajude a evitar a próxima matança.

A esquerdalha, como sempre, sugere que se atire dinheiro para cima do problema. Apoios sociais para promover a inclusão dos jovens muçulmanos nas sociedades ocidentais contribuiriam, acham os palermas esquerdóides, para resolver a questão do terrorismo. Esquecendo, ou omitindo deliberadamente, que é essa distribuição de dinheiro pelas respectivas seguranças sociais que atrai aquelas populações a fixarem-se nos países do centro e norte da Europa em detrimento – e ainda bem – de países como Portugal onde, neste caso felizmente, o Estado social não tem dinheiro para sustentar todos os ociosos que aqui aportem.

Por mais que nos custe, não existe na democracia tal como a conhecemos solução para este problema. Embora poucos o queiram reconhecer, sabemos que assim é. Estão em guerra com o nosso modo de vida. Todos. Os que se explodem, os que os ajudam e os que não denunciam. Uma guerra que dificilmente venceremos se, primeiro, não tratarmos dos “Miguéis de Vasconcelos” desta vida.

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Não se pode eutanasia-los?!

por Kruzes Kanhoto, em 22.03.16

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Há duas frases, ambas muito repetidas nos últimos anos, relativamente às quais tenho as maiores reservas. Uma é “um terrorista bom é um terrorista morto”. A outra “nem todos os muçulmanos são terroristas”. Pois. Tenho manifesta dificuldade em entender como é que um terrorista suicida pode, depois de morto, ser bom. Afogado num qualquer oceano é capaz de ser muito melhor. Não sei, digo eu. Quanto à segunda posso dar o beneficio da dúvida. O nível de terror dependerá sempre de quem o sente e porque o que aterroriza um individuo pode não ser o que deixa outro aterrorizado. E, por outro lado, admito, nem todos os seguidores do profeta serão gente de andar por aí a aterrorizar. O pior é que quase todos os que aterrorizam são muçulmanos.

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