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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Sexo, trabalho e boa-disposição...

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.17

 

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Segundo um estudo qualquer – desses estudos que ciclicamente aparecem sem que se descortine qual é a sua importância - onze em cada cem pessoas já tiveram relações sexuais com colegas de trabalho. Desconfio que, apesar da sua inutilidade, a conclusão encontrada não deve andar muito longe da verdade. Ou, se calhar, até peca por defeito. Pelo menos a fazer fé em metade do que se vai vendo, ouvindo e lendo por aí, por aqui e por outros lados.  

Ao contrário do que se possa pensar, esta prática, diz, não prejudica as empresas. Nada disso. Segundo a mesma investigação as pessoas vão com mais alegria para o local de trabalho, estarão mais motivadas e terão, por isso, um melhor desempenho profissional. Pelo menos enquanto as respectivas caras-metades não souberem. No entretanto, como diz alguém cujo nome não será aqui mencionado, são todos felizes. E ainda bem. 

Mas, a ser verdade isso da produtividade, este estudo suscita umas quantas questões. Cada uma mais inquietante que a outra. Tanto que até escuso de me alongar a identificá-las. Limito-me a constatar que há muito que se concluiu que uma pausa para café - ou para a bucha, vá - favorece a produção do trabalhador e que um intervalo para uns minutos de ginástica, garantem alguns, parece que também faz milagres no âmbito do bem estar laboral. 

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Florzinhas

por Kruzes Kanhoto, em 05.04.17

Diz que, no âmbito de um protesto qualquer contra aquilo a que o politicamente correcto designa de homofobia, aquele maluco que lamenta a nossa propensão para esturrar o guito todo em "gajas e copos"  se terá passeado pela rua de mão dada com outro individuo. Já os vi começar por menos, diria a minha avó. Ou, então, é uma maneira de se redimir tentando ganhar simpatias entre uma franja dos indignados pela outra conversa. Seja como for é lá com ele, dirão. Pois, será. Mas eu também o posso achar parvo. É cá comigo. Até porque nem ele nem a esmagadora maioria dos idiotas uteis conseguem perceber a razão do crescente número de ataques às pessoas que exibem aquelas tendências esquisitas. Por mais que lhes custe a aceitar, o aumento exponencial de gente a viver na europa oriunda de zonas do globo onde essa prática é vivamente repudiada, é capaz de ter alguma relação com o aumento das agressões. Coisas do multiculturalismo com que temos de conviver. Habituem-se.  

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E urinar sentado, também...

por Kruzes Kanhoto, em 18.03.17

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A Internet está cheia de noticias falsas e aquela a que hoje me refiro pode ser apenas mais uma. Espero que sim, mas temo que não. Ao que é relatado por uns quantos sites espanhóis, diversas organizações feministas estarão a preparar uma proposta, para apresentar ao parlamento do país vizinho, visando obter “a igualdade real entre sexos, géneros e identidades sexuais”. Seja lá o que for que isso queira dizer. Assim, entre outras parvoíces, pretende-se que os “médicos, durante a gravidez, fiquem proibidos de revelar aos progenitores se o bebé que aguardam é menino ou menina. Devem, isso sim, informar que tem órgãos sexuais de masculinos ou femininos.”

Todo o rol de disparates – e são muitos - constitui um excelente motivo para umas boas gargalhadas. Se, como tenho esperança, não passar apenas de uma piadola com o intuito de ridicularizar as feministas e restante a gentalha do politicamente correcto. Há, no entanto, uma ideia preocupante. Daquelas que, de alguma forma, já é defendida, e em alguns países aplicada, relativamente a outros tipos de doutrinas. Querem “impor sanções legais aos pais que inculquem ou permitam que inculquem aos seus filhos estereótipos machistas”. Se assim fosse a educação das crianças ficaria entregue aos valores e crenças de gente destravada, completamente doida e, em muitas circunstâncias, com conceitos de vida repugnantes ao comum dos mortais.

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Quando a noticia ainda é mais parva do que a ideia...

por Kruzes Kanhoto, em 22.02.17

A ideia daquele vereador sueco que propõe uma pausa diária de uma hora nos serviços da autarquia para o pessoal tratar de ir dar uma queca, perdoem-me os admiradores da proposta, não passa de uma idiotice. Por todas as razões. A maior parte delas facilmente entendíveis até por qualquer mentecapto.

Estranho - ou, talvez, nem tanto - é isto ter sido notícia por cá.  Com destaque em letras garrafais e tudo, como se de algo importante se tratasse. Já outras coisas que se passam por aquelas bandas não merecem da comunicação social tuga nem uma leve referência. Critérios. Que, diga-se, também são fáceis de entender. Carros a arder, desordens quase diárias e relatos de vítimas de todo o tipo de violência constituem quase sempre um excelente material para exibir em televisão. Mas isso para os gajos das notícias, nos tempos que correm, depende da cor da pele, da origem e da religião professada pelos desordeiros.

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O direito à queca.

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.17

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Diz que na Alemanha há quem proponha que seja o Estado a providenciar gratuitamente serviços de índole sexual aos mais necessitados. Parece-me bem. Acho uma grande ideia. Não estou a ver é, assim de repente, o conceito de necessitado. Ou com base em que considerandos se pode incluir alguém – ou pior, excluir – no âmbito da necessidade sem tornar a coisa discriminatória. Quiçá inconstitucional, até.

Parece que, a avançar, será por prescrição médica e que a medida se destina a quem não consiga ter sexo de outra forma. O que, convenhamos, é muito relativo. Então se a patroa não estiver para aí virada? Ou, ao contrário, o marido estiver farto do camafeu que lhe calhou em sorte? Terão ambos, digo eu, o mesmo direito que o marreco meio amalucado que não arranja ninguém para dar uma queca. Podem é ter de lhe ceder a prioridade no atendimento, mas isso já é outra história.

 

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Só não digo para estudarem o c****** porque já o fizeram.

por Kruzes Kanhoto, em 07.09.16

Acho piada aos estudos. Daqueles científicos, que os órgãos de comunicação social gostam de mencionar para darem assim um ar mais a atirar para o culto, ou isso. O estudo de hoje, resultado de uma profunda e aturada análise dos factos estudados, conclui que as mulheres mais velhas – a partir dos cinquenta e sete anos – devem manter uma vida sexual activa. Faz-lhes bem, diz. Coisa de que jamais desconfiaríamos não fosse estes estudiosos terem, em boa hora, decidido partilhar connosco a sua descoberta.

O mesmo principio não se aplica aos homens, ainda segundo os tais cientistas. Faz-nos mal, concluíram. Muito mal. Parece que, a partir dos sessenta anos, quanto mais o pessoal fornica mais riscos corre de ficar doente ou, até, de quinar. Ora isso suscita um vasto conjunto de questões cada uma mais preocupante que a outra. Mas, para isto não se alongar em demasia, fico-me apenas por uma. A ser assim, qual é solução para as senhoras mais velhas, digamos, “manterem a fábrica em laboração”? Se os maridos “declaram falência”, com quem é que elas vão “fazer a escrita”?! Terão de recorrer a um “auditor externo”? Uma questão pertinente, sem dúvida. Inquietante, até. Principalmente num tempo em que o “outsourcing” está cada vez mais na moda.

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E em casa, pode-se?!

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.16

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Os quatro leitores que seguem este blogue sabem que gosto de olhar para o outro lado da questão. Aquele que, normalmente, fica de fora na discussão mais acalorada dos diversos temas que vão constituindo a espuma dos dias. E, no caso do casal filmado a, alegadamente, ter relações sexuais na presença da filha menor, prefiro questionar outros aspectos que, a meu ver, são bastante mais inquietantes do que aquilo que, alegadamente, se vê no tal vídeo.

O primeiro é saber o que leva alguém, que visiona o vídeo no recato do seu lar, não conhece os intervenientes e não tem nada a ver com o assunto a telefonar para as autoridades da terra – a quatrocentos quilómetros do local de residência – onde, alegadamente, os factos terão ocorrido para denunciar os intervenientes. Gabo-lhe a paciência. Nomeadamente a que terá de arranjar para as muitas deslocações que fará até ao tribunal onde o assunto, se lá chegar, será julgado.

O segundo é o trauma da criança. Sabendo que os petizes tendem a imitar os adultos há, naturalmente, que existir da parte destes o cuidado necessário com o que fazem na presença dos mais pequenos. Seja na rua, seja em casa. Coisa a que, como está amplamente demonstrado, as autoridades competentes estão atentas. Portanto muito juizinho com o que se faz, também, no sofá. É que, embora isso pareça não constituir motivo de preocupação para as comissões todas modernaças que mandam nisto tudo, corremos o risco de, um dia destes, começar a ver meninos a apalpar as pilinhas dos outros meninos...

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Deve ser aquilo da beira da estrada e coiso...

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.16

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A seletividade da indignação nacional é algo que me diverte. Não me consegue surpreender mas lá que diverte, isso diverte. O caso do atentado contra a discoteca gay, por exemplo. Se todos usaram o “je suis Charlie” em perfis de facebook, blogs, jornais e onde a imaginação permitiu por que raio não fazem agora o mesmo em solidariedade com as vitimas deste último ataque? Devem ter escolhido outra forma de se indignarem. Ou então há aqui qualquer coisa ligeiramente homofóbica...

Ainda no âmbito da ausência de indignação temos os conselhos do Costa. Nomeadamente aquele que sugere aos professores que agarrem a oportunidade de emigrar para França. Parece que, desta vez e ao contrário de quando foi o outro a apontar o mesmo caminho, ninguém se ralou com a sugestão. Ensurdecedor o silêncio do Nogueira, esganiçadas e geringonços em geral. Nada de mais ou que surpreenda ao nível da coerência.

Por fim a última ideia de um autarca. O de Londres, no caso. Que até foi eleito com os votos da esquerda, amedrontada com as ideias de um perigoso direitista. O homem pretende proibir as imagens de mulheres esbeltas, mais ou menos desnudadas, em cartazes publicitários. Argumenta a criatura que isso causará problemas de índole diversa às senhoras que jamais conseguirão atingir igual patamar de beleza. Pois. Deve ser por isso, deve. Presumo que o facto do homem ser muçulmano seja alheio à decisão. Nada que aborreça os indignados profissionais. Ou, então, não querem dar parte de fraco das suas convicções multiculturalistas.

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Deve ser coisa dos "antes pelo contrário"...

por Kruzes Kanhoto, em 03.03.16

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Receio não estar a perceber o sentido daquela coisa dos brinquedos do MacDonald's. Muito menos ainda onde é que está isso da discriminação do género. Deve ser mais uma idiotice da ditadura do politicamente correcto que rege a sociedade ocidental. Uma ideia parva que uma criatura qualquer, convencida da sua genialidade, discorreu entre um e outro charro. Ou após uma enrrabaleda mais dolorosa, quiçá.

Interrogo-me quanto ao próximo passo destas alimárias. Acabar com a definição do sexo – do género, como agora dizem – logo à nascença deve ser a aberracção seguinte. Ir à Conservatória fazer um registo e determinar logo ali que a criança, acabadinha de nascer, é rapaz ou rapariga deve ser coisa para ter os dias contados. Num futuro não muito distante isso será assunto para decidir mais tarde. Pelo próprio, que ninguém tem nada de escolher por ele. Ou por ela. Ou...enfim, seja lá pelo que fôr!

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