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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Piripiri na patareca

por Kruzes Kanhoto, em 11.12.17

 

Depois do rasgar de vestes a que assistimos na sequência daquele acórdão manhoso - que metia citações da bíblia e alarvidades diversas - relativamente a um caso de adultério, estou curioso quanto ao que se vai seguir quando for conhecida a sentença de um crime de carácter passional que está a ser julgado por estes dias. É o caso de uma senhora que, chateada com a traição do companheiro, entendeu vingar-se despejando piripiri na patareca da rival. Entre outras patifarias, ao que consta.

Admito que, para os anteriores indignados e nomeadamente para as militantes feministas, não se trate de um assunto fácil. Reconhecer a perversidade desta criatura quando descobriu o alegado encornanço e a violência da agressão cometida sobre a “outra”, era coisa que só ficaria bem a todos os que andaram por aí a largar postas de pescada acerca do machismo de que, afiançam, ainda padece a sociedade portuguesa. Mesmo que na sentença deste caso não conste nenhum provérbio.

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Reescrevam-se as histórias infantis!

por Kruzes Kanhoto, em 26.11.17

Uma inglesa doida varrida pretende banir a história da “Bela Adormecida” da escola do filho – desgraçada da criança que tal mãe tem – com o fantástico argumento que isso transmite às crianças que é legitimo a um homem beijar uma mulher enquanto esta dorme e, por consequência, sem o seu consentimento. Por incrível que possa parecer, a ideia suscita a simpatia de muita gente e merece um assustador número de comentários concordantes. Está tudo doido. Só pode. Ou, então, é um sinal dos tempos. Ou do fim deles.

Por cá, não há assim tanto tempo, já tivemos casos parecidos. Como aquela cena do “atirei o pau ao gato” e isso, que levou uns quantos patetas a argumentar que se tratava de promover a violência contra os bichanos. Só não percebo é porque não se indignam com o outro conto infantil em que a garota beija o sapo e o batráquio se transforma num príncipe. Oscular um bicho parece-me um acto repugnante e próprio de javardos.

Fico, também, à espera de um levantamento popular relativamente a outras histórias infantis. A Branca de Neve, por exemplo, que suspeito anda enrolada com sete gajos de baixa estatura. Comportamento que, convenhamos, não se afigura como o mais adequado para transmitir a criancinhas de tenra idade. E, pior ainda, nenhum desses baixinhos é negro, cigano ou muçulmano. Nem, mais grave, há entre eles qualquer homossexual. O que configura uma evidente promoção do racismo, homofobia e islamofobia. Só não vê quem não quer.

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A igreja e os homossexuais

por Kruzes Kanhoto, em 17.11.17

Mesmo não sendo devoto de nenhuma causa religiosa – a minha religião é o Benfica, e isso me envaidece – tenho a vaga sensação de, em algum lado, ter lido ou ouvido que a igreja católica estaria a atravessar uma grave crise de vocações. Tanto assim seria que, ao que até agora era a minha crença, os candidatos a percorrer os caminhos da fé e a dedicarem a vida a Cristo seriam em número quase insignificante. Ou seja, ninguém queria ir para padre.

Parece que, também nisto, não podia estar mais enganado. Afinal existirá uma legião imensa de gente que aquilo porque mais anseia é vestir a sotaina. Bastou um clérigo qualquer afirmar que os homossexuais não reúnem as condições necessárias para o acesso à profissão – de fé, no caso – e que, portanto, não serão admitidos no sacerdócio para, quase de imediato, serem mais do que muitos os que, de repente, descobriram a vocação. Isto, claro, a julgar pelas reacções exacerbadas que as palavras do senhor – o vigário, não o Outro – motivaram entre, quero acreditar, os putativos candidatos a seminaristas. Ou, então, são apenas os cães raivosos do politicamente correcto a mostrarem os dentes quando alguém lhes “vai ao cú”.

Mas, a bem dizer, a posição da igreja quanto a esta temática não se me afigura muito católica. Podiam, digo eu, aceitar os homossexuais. Pelo menos os não praticantes.

 

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Uma questão de anatomia

por Kruzes Kanhoto, em 13.11.17

Dizer que um dia destes não se pode manifestar uma opinião divergente do modelo de pensamento único que está a ser imposto à sociedade, não constitui nenhuma espécie de premonição. É, apenas, constatar o óbvio. E, em algumas circunstâncias, nem é necessário expressar opinião nenhuma. Basta distraidamente dizer qualquer coisa que ofenda os policias do politicamente correcto que, quais pides dos tempos modernos, se encontram ao virar da esquina. Ou da tecla, que agora é mais moderno.

Uma das muitas vitimas destas bestas foi, ao que é noticiado, um professor inglês que – por uma confusão qualquer – chamou menina a uma gaiata que tem a mania que é um gajo. “Aquilo simplesmente saiu-me”, ter-se-á desculpado o docente que – veja-se lá a ignorância do homem – acredita que o sexo de cada um é definido quando se nasce. As pessoas acreditam em cada coisa…

Mas, crenças à parte, o professor está metido em sarilhos. A pirralha levou aquilo a peito, fez queixinha e agora o mais certo é ser despedido. Por mim a coisa resolvia-se muito facilmente. Homem tem próstata. Portanto alguém que enfie o dedo no cú da catraia e ficam as dúvidas esclarecidas quanto ao que ela é ou não. O resto são ideias de merda.

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O Estado serve, ao certo, para quê?!

por Kruzes Kanhoto, em 12.11.17

Que um policia seja malhado por um meliante não me parece nada de por aí além. É um dos riscos, talvez o principal, que consigo associar à profissão. Inquietante é a ausência de reacção à agressão. Quer o agente agredido quer o colega teriam, como todos os agentes da autoridade, uma arma à cintura. E, ambos, optaram por não a utilizar. Em cumprimento, presumo, de alguma lei ou regulamento que determina o protocolo a seguir numa daquelas situações. Ou, mais inquietante ainda, por receio do que viria a seguir se, por sorte, limpassem o sebo ao agressor. Ora é precisamente aqui que a coisa se torna extremamente preocupante. Se os policias agiram assim quando em causa estava o seu próprio coiro, nem quero imaginar o que fariam se fosse o meu.

Perante situações deste género, a pergunta “para que serve o Estado?” é cada vez mais pertinente. Se abandona o território, deixa as populações à sua sorte e não garante a segurança dos cidadãos não parece que sirva para grande coisa. Excepto, talvez, para aquilo de recolher impostos com vista a satisfazer pensionistas e sindicatos.

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Investigue-se...e talvez se escrevam menos pantominices!

por Kruzes Kanhoto, em 30.10.17

Quem tem a paciência de me ler sabe que não tenho os jornalistas em grande conta. Nomeadamente aqueles – e são muitos – que comem toda a palha que lhes põem na gamela. Ou, quero eu dizer na minha, que têm como boa e verdadeira qualquer historieta que lhes é contada, não hesitando em transmitir aos seus leitores, ouvintes ou que seja as patranhas que alguém lhes relatou.

Como, por exemplo, um artigo publicado no “Observador” acerca daquilo que a autora intitulou “sexo à moda antiga” e onde relatava as experiências amorosas, sexuais e afins de umas quantas idosas. Num desses relatos uma das velhotas, confidencia que “casei com 22 anos. Conheci-o nas festas e ele estava sentado num muro com outros gajos. E as minhas amigas, a certa altura disseram: “Dou-te 500 escudos para ires ter com aquele rapaz”. Pensei: “Raios, que ainda não namorei nada, vou mesmo ter com aquele gajo”. Ainda por cima 500 escudos já era dinheiro! Então fui lá ter com ele”. Ora, tendo a senhora em questão oitenta e seis anos, isto ter-se-á passado no ano da graça de mil novecentos e cinquenta e três. A outrora intrépida namoradeira pode, agora, estar confusa. Mas, digo eu, a jovem jornalista tinha obrigação de saber – ou, pelo menos, de se informar – quanto valiam então quinhentos escudos. Talvez se surpreendesse se alguém lhe explicasse que valiam muito mais do que dois euros e meio.

E se nisto dos escudos foi assim, imagino as restantes pantominices que as velhinhas contaram à jovencita...

 

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E aquilo de não cobiçar a mulher do próximo?

por Kruzes Kanhoto, em 23.10.17

A indignaçãozinha do dia anda hoje à volta daquela cena de um tribunal qualquer achar legitimo que o marido encornado chegue a roupa ao pêlo à mulher adultera. Diz, ao que rezam as crónicas, que o acórdão onde é reconhecido esse direito marital até mete citação da bíblia e tudo.

Nada disto me parece bem. Logo a começar pelo enxerto de porrada que a vitima levou. Dos dois – o amante e o marido – segundo os relatos. Mesmo que a senhora chegue para ambos, não é coisa que se faça isso de ir à figura da criatura com aqueles modos.

Também a decisão judicial não merece apreço nenhum. Ainda que perceba tanto de direito como de cozinha polaca, desconfio que é capaz de existir ali algo de contraditório. Se o marido viu a sua pena atenuada com base nas sagradas escrituras, então, já que a bíblia terá sido a referência moral, o amante devia ter sido severamente punido. É que o tal best-seller recomenda vivamente que não se cobice a mulher do próximo. Mesmo que o próximo até nem se importe. O que, pelos vistos, não seria o caso.

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O Parlamento aceita petições sexistas?!

por Kruzes Kanhoto, em 18.10.17

Acho piada aos activistas. De todas as espécies. E mais piada lhes acho à medida que as causas que defendem vão constituindo um dado adquirido. O caso da igualdade de oportunidades, de direitos e de deveres entre homens e mulheres, por exemplo. Ainda que - pelo menos em termos legais - isso já seja um assunto arrumado, os tais activistas não se dão por satisfeitos. Querem mais. Muito mais.

Tanto que está para discussão no Parlamento uma petição com o sugestivo titulo de “benevolência a mães sozinhas com filhos a cargo”, onde a signatária solicita “encarecidamente um especial olhar do Estado protector para este público especifico”. Embora reconhecendo que já existem apoios às pessoas mais carenciadas, entende que é imprescindível ir mais longe. Nomeadamente “ser mais amplo, não sendo redutor apenas à folha de vencimento”. Seria de criar uma espécie de “estatuto” que permita às beneficiárias ter da parte do Estado apoios “ao nível do crédito à habitação, agua, gaz, electricidade, comunicações (incluindo internet)...para aquisição de viatura, nas oficinas quando os carros avariam, em todos os impostos, nas multas...” e sim estou a citar. Tudo isto, reitero, destinado às mães com filhos a cargo, estejam ou não empregadas, beneficiem ou não dos apoios sociais existentes e sejam ricas, remediadas ou pobres.

Desconheço o destino que os deputados vão dar a este rol de disparates. Para já está em análise e a serem ouvidas umas quantas entidades. Mas, dada a maluqueira que vai para aqueles lados, não me custa a crer que, de entre este conjunto de disparates, alguns venham a ter acolhimento.

Enquanto isso o país vai ardendo e o interior ficando sem gente. Não há por aí um activista que peça um estatuto especial para os resistentes que ainda cá vivem e que inclua, por exemplo, não pagar IRS?

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O povo está com eles...

por Kruzes Kanhoto, em 15.10.17

Tenho manifesta dificuldade em entender o que move as multidões que se arrastam atrás dos políticos. Mais ainda quando os políticos são tipos como o Isaltino, o Sócrates ou o Valentim. Isto só para citar alguns. Pode, em certos casos, a causa do entusiasmo perante o figurão ter a ver com reconhecimento de favores passados ou a expectativa de benesses futuras. Não negligencio, também, a possibilidade de, outros, serem apenas figurantes contratados para a ocasião. Assim uma espécie de precários do aplauso, digamos. Todos esses, de alguma forma, ainda os consigo entender. Até perdoar, vá. Agora os que lá andam por convicção e por acreditarem piamente nas virtuosas qualidades de que as criaturas serão dotadas, é que se trata de um comportamento que está para além da minha compreensão.

Sócrates foi ontem recebido no Porto em apoteose. Pelas palavras que foi possível ouvir e pelas caras que pudemos reconhecer entre os presentes, ficámos a saber que o Partido Socialista – ou, pelo menos, parte dele – estará ao lado do ex-primeiro ministro. Preocupante, mais ainda por se tratar do partido que governa, mas nada de surpreendente. A “família”, por norma, protege os seus.

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Inovações fiscais

por Kruzes Kanhoto, em 13.10.17

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A inovação em matéria de impostos parece não ter fim à vista. O próximo a inventar é o imposto “Batata frita”. Isto para, segundo os mentores da ideia, desincentivar o consumo dos ditos tubérculos após fritura. Esta fúria tributária, apesar de idiota, não se me afigura mal de todo. É como o outro. Pior seria se nos continuassem a ir ao ordenado.

Ainda assim acho possível – e desejável, já agora que é só para desincentivar – ir mais longe neste caminho. Explorar novos horizontes e, digamos, continuar a inovar no que aos impostos que visam o desincentivo diz respeito. No âmbito dos fritos, por exemplo, sugiro que se taxem os torresmos, o brinhol e os jaquinzinhos. Quanto aos doces, os iogurtes, pudins ou leite creme também me parecem constituir um filão a explorar. Até porque, ao que consta, terão um teor de açúcar bem mais elevado do que certas bebidas já sujeitas ao imposto “Coca-cola” e, portanto, convém desincentivar o seu consumo.

Obviamente que só paga estes impostos quem quer. Quem não quer pagar não consome. É este o principal argumento usado sempre que o tema vem à baila e, diga-se, não podia estar mais de acordo. É por essa razão que reitero o meu apelo aos fiscalistas, economistas e outros parvos ao serviço do governo no sentido de taxar a queca. Também só paga quem quer. Ou pode.

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Os transfinanceiros (ricos que nasceram num corpo de pobre)

por Kruzes Kanhoto, em 11.10.17

Isto de governar um país, por mais que uma imensa maioria não perceba, é como gerir uma casa de família. A questão da divida, por exemplo. Eu, como quase toda a gente, também tive um crédito à habitação. Daqueles a pagar em vinte cinco anos. No meu caso foram “apenas” dezassete ou dezoito. A melhoria do nível vida verificada no tempo em que o Cavaco foi primeiro-ministro permitiu-me, com o aumento de rendimento, ir fazendo amortizações de capital e, com isso, poupar nos juros, diminuir a taxa de esforço e antecipar o fim do empréstimo em sete ou oito anos. Nada de mais. Qualquer pessoa minimamente inteligente – ou só precavida, vá – faria o mesmo.

Ora não é nada disso que os gajos que tomaram o poder estão a fazer. Para gáudio da populaça, diga-se, que se revela extremamente contente com o desvario que vai nos centros de decisão. Só um governo de idiotas e um povo imbecilizado não percebe que, numa altura de crescimento económico e de aumento do PIB, a única opção séria é reduzir a divida. Mas não. Pelo contrário. Ela cresce a cada dia. Perante, como se vê, o aplauso generalizado. É o que dá ter um país governado por gente que nem a sua vida sabe governar.

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Grande defensor dos trabalhadores e do povo, este...

por Kruzes Kanhoto, em 08.10.17

O que ontem era verdade hoje é mentira. Ou o contrário. Não sei, mas, no caso, é indiferente. Para o antigo chefe da CGTP, agora, não é possível baixar impostos. Nem desejável, acrescenta. Até porque, acha o cavalheiro, até nem pagamos por aí além. Pior, a criatura acha que teremos de nos conformar com a ideia de ir sempre pagando mais qualquer coisinha a cada ano que passa.

Já não me lembro – e não estou para ir pesquisar – mas suponho que este senhor tenha sido daqueles que considerou um roubo a quem trabalha aquilo do brutal aumento de impostos, ordenado pela troika, para pagarmos a bancarrota deixada pelo governo de Sócrates. Do qual, convém não esquecer, António Costa foi o número dois.

E é isto. É esta a coerência daqueles a quem a comunicação social vai dando voz e os contribuintes vão sustentando. São estas as baboseiras e estes alarves que vamos tendo de aturar. Nada de surpreendente nem a que não estejamos habituados. De estranhar, apenas, é que tanta gente ainda se mobilize para seguir estes idiotas.

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Por onde anda aquela malta de esquerda que se dizia sempre contra o governo, qualquer que ele fosse? Pelos vistos só resto eu...

por Kruzes Kanhoto, em 05.10.17

Esforço-me o mais que posso por gostar do governo. A sério. Dou o meu melhor para, tal como a maioria dos reformados, funcionários públicos e trabalhadores de empresas públicas me tornar num fã desta solução governativa. Ou problema, do meu ponto de vista. Mas, por mais esforços que desenvolva nesse sentido, não consigo. É escusado. De cada vez que estou quase a começar a tolerar aquela gentalha, eles encarregam-se de deitar por terra os meus esforços.

Admito que o problema seja meu. Ou do meu mau feitio. Se calhar – só para mencionar os exemplos mais recentes – preferir, como está a fazer a geringonça, que venham para cá migrantes pobres em vez de reformados estrangeiros abastados até será uma coisa boa. Eu, assim de repente, é que não estou a ver a vantagem. Mas, lá está, devo ter de me esforçar mais para apanhar o alcance da tramoia.

Depois os aumentos da reformas para o próximo ano. De certeza que aumentar as pensões de milhares de euros e manter congelados os vencimentos de seiscentos euros deve ser uma medida da mais elementar justiça social. Mas, lá está outra vez a minha ignorância, a mim parece-me uma tremenda injustiça que se faz a quem trabalha. Até porque terá de bulir muitos mais anos para, com sorte, ficar com metade da reforma daqueles que agora vão ser aumentados.

Por fim as mexidas no IRS. Ao que se sabe estará a ser estudada uma formula que impeça quem ganha mais de treze mil euros brutos anuais de beneficiar do alivio fiscal que andam por aí a prometer. Ou seja, para os alienados que mandam nisto tudo quem ganha novecentos e poucos euros brutos por mês é rico. O que, diga-se, me deixa ainda mais preocupado. Nomeadamente quando é sobejamente conhecida a determinação desta pandilha em tornar cada vez mais baixo o limiar de riqueza.

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Sexo, trabalho e boa-disposição...

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.17

 

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Segundo um estudo qualquer – desses estudos que ciclicamente aparecem sem que se descortine qual é a sua importância - onze em cada cem pessoas já tiveram relações sexuais com colegas de trabalho. Desconfio que, apesar da sua inutilidade, a conclusão encontrada não deve andar muito longe da verdade. Ou, se calhar, até peca por defeito. Pelo menos a fazer fé em metade do que se vai vendo, ouvindo e lendo por aí, por aqui e por outros lados.  

Ao contrário do que se possa pensar, esta prática, diz, não prejudica as empresas. Nada disso. Segundo a mesma investigação as pessoas vão com mais alegria para o local de trabalho, estarão mais motivadas e terão, por isso, um melhor desempenho profissional. Pelo menos enquanto as respectivas caras-metades não souberem. No entretanto, como diz alguém cujo nome não será aqui mencionado, são todos felizes. E ainda bem. 

Mas, a ser verdade isso da produtividade, este estudo suscita umas quantas questões. Cada uma mais inquietante que a outra. Tanto que até escuso de me alongar a identificá-las. Limito-me a constatar que há muito que se concluiu que uma pausa para café - ou para a bucha, vá - favorece a produção do trabalhador e que um intervalo para uns minutos de ginástica, garantem alguns, parece que também faz milagres no âmbito do bem estar laboral. 

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Florzinhas

por Kruzes Kanhoto, em 05.04.17

Diz que, no âmbito de um protesto qualquer contra aquilo a que o politicamente correcto designa de homofobia, aquele maluco que lamenta a nossa propensão para esturrar o guito todo em "gajas e copos"  se terá passeado pela rua de mão dada com outro individuo. Já os vi começar por menos, diria a minha avó. Ou, então, é uma maneira de se redimir tentando ganhar simpatias entre uma franja dos indignados pela outra conversa. Seja como for é lá com ele, dirão. Pois, será. Mas eu também o posso achar parvo. É cá comigo. Até porque nem ele nem a esmagadora maioria dos idiotas uteis conseguem perceber a razão do crescente número de ataques às pessoas que exibem aquelas tendências esquisitas. Por mais que lhes custe a aceitar, o aumento exponencial de gente a viver na europa oriunda de zonas do globo onde essa prática é vivamente repudiada, é capaz de ter alguma relação com o aumento das agressões. Coisas do multiculturalismo com que temos de conviver. Habituem-se.  

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E urinar sentado, também...

por Kruzes Kanhoto, em 18.03.17

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A Internet está cheia de noticias falsas e aquela a que hoje me refiro pode ser apenas mais uma. Espero que sim, mas temo que não. Ao que é relatado por uns quantos sites espanhóis, diversas organizações feministas estarão a preparar uma proposta, para apresentar ao parlamento do país vizinho, visando obter “a igualdade real entre sexos, géneros e identidades sexuais”. Seja lá o que for que isso queira dizer. Assim, entre outras parvoíces, pretende-se que os “médicos, durante a gravidez, fiquem proibidos de revelar aos progenitores se o bebé que aguardam é menino ou menina. Devem, isso sim, informar que tem órgãos sexuais de masculinos ou femininos.”

Todo o rol de disparates – e são muitos - constitui um excelente motivo para umas boas gargalhadas. Se, como tenho esperança, não passar apenas de uma piadola com o intuito de ridicularizar as feministas e restante a gentalha do politicamente correcto. Há, no entanto, uma ideia preocupante. Daquelas que, de alguma forma, já é defendida, e em alguns países aplicada, relativamente a outros tipos de doutrinas. Querem “impor sanções legais aos pais que inculquem ou permitam que inculquem aos seus filhos estereótipos machistas”. Se assim fosse a educação das crianças ficaria entregue aos valores e crenças de gente destravada, completamente doida e, em muitas circunstâncias, com conceitos de vida repugnantes ao comum dos mortais.

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Quando a noticia ainda é mais parva do que a ideia...

por Kruzes Kanhoto, em 22.02.17

A ideia daquele vereador sueco que propõe uma pausa diária de uma hora nos serviços da autarquia para o pessoal tratar de ir dar uma queca, perdoem-me os admiradores da proposta, não passa de uma idiotice. Por todas as razões. A maior parte delas facilmente entendíveis até por qualquer mentecapto.

Estranho - ou, talvez, nem tanto - é isto ter sido notícia por cá.  Com destaque em letras garrafais e tudo, como se de algo importante se tratasse. Já outras coisas que se passam por aquelas bandas não merecem da comunicação social tuga nem uma leve referência. Critérios. Que, diga-se, também são fáceis de entender. Carros a arder, desordens quase diárias e relatos de vítimas de todo o tipo de violência constituem quase sempre um excelente material para exibir em televisão. Mas isso para os gajos das notícias, nos tempos que correm, depende da cor da pele, da origem e da religião professada pelos desordeiros.

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O direito à queca.

por Kruzes Kanhoto, em 11.01.17

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Diz que na Alemanha há quem proponha que seja o Estado a providenciar gratuitamente serviços de índole sexual aos mais necessitados. Parece-me bem. Acho uma grande ideia. Não estou a ver é, assim de repente, o conceito de necessitado. Ou com base em que considerandos se pode incluir alguém – ou pior, excluir – no âmbito da necessidade sem tornar a coisa discriminatória. Quiçá inconstitucional, até.

Parece que, a avançar, será por prescrição médica e que a medida se destina a quem não consiga ter sexo de outra forma. O que, convenhamos, é muito relativo. Então se a patroa não estiver para aí virada? Ou, ao contrário, o marido estiver farto do camafeu que lhe calhou em sorte? Terão ambos, digo eu, o mesmo direito que o marreco meio amalucado que não arranja ninguém para dar uma queca. Podem é ter de lhe ceder a prioridade no atendimento, mas isso já é outra história.

 

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Só não digo para estudarem o c****** porque já o fizeram.

por Kruzes Kanhoto, em 07.09.16

Acho piada aos estudos. Daqueles científicos, que os órgãos de comunicação social gostam de mencionar para darem assim um ar mais a atirar para o culto, ou isso. O estudo de hoje, resultado de uma profunda e aturada análise dos factos estudados, conclui que as mulheres mais velhas – a partir dos cinquenta e sete anos – devem manter uma vida sexual activa. Faz-lhes bem, diz. Coisa de que jamais desconfiaríamos não fosse estes estudiosos terem, em boa hora, decidido partilhar connosco a sua descoberta.

O mesmo principio não se aplica aos homens, ainda segundo os tais cientistas. Faz-nos mal, concluíram. Muito mal. Parece que, a partir dos sessenta anos, quanto mais o pessoal fornica mais riscos corre de ficar doente ou, até, de quinar. Ora isso suscita um vasto conjunto de questões cada uma mais preocupante que a outra. Mas, para isto não se alongar em demasia, fico-me apenas por uma. A ser assim, qual é solução para as senhoras mais velhas, digamos, “manterem a fábrica em laboração”? Se os maridos “declaram falência”, com quem é que elas vão “fazer a escrita”?! Terão de recorrer a um “auditor externo”? Uma questão pertinente, sem dúvida. Inquietante, até. Principalmente num tempo em que o “outsourcing” está cada vez mais na moda.

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E em casa, pode-se?!

por Kruzes Kanhoto, em 15.06.16

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Os quatro leitores que seguem este blogue sabem que gosto de olhar para o outro lado da questão. Aquele que, normalmente, fica de fora na discussão mais acalorada dos diversos temas que vão constituindo a espuma dos dias. E, no caso do casal filmado a, alegadamente, ter relações sexuais na presença da filha menor, prefiro questionar outros aspectos que, a meu ver, são bastante mais inquietantes do que aquilo que, alegadamente, se vê no tal vídeo.

O primeiro é saber o que leva alguém, que visiona o vídeo no recato do seu lar, não conhece os intervenientes e não tem nada a ver com o assunto a telefonar para as autoridades da terra – a quatrocentos quilómetros do local de residência – onde, alegadamente, os factos terão ocorrido para denunciar os intervenientes. Gabo-lhe a paciência. Nomeadamente a que terá de arranjar para as muitas deslocações que fará até ao tribunal onde o assunto, se lá chegar, será julgado.

O segundo é o trauma da criança. Sabendo que os petizes tendem a imitar os adultos há, naturalmente, que existir da parte destes o cuidado necessário com o que fazem na presença dos mais pequenos. Seja na rua, seja em casa. Coisa a que, como está amplamente demonstrado, as autoridades competentes estão atentas. Portanto muito juizinho com o que se faz, também, no sofá. É que, embora isso pareça não constituir motivo de preocupação para as comissões todas modernaças que mandam nisto tudo, corremos o risco de, um dia destes, começar a ver meninos a apalpar as pilinhas dos outros meninos...

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