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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Blogs do ano

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.17

A sério que o blog do ano, na área do entretenimento, é uma coisa chamada “Bumba na fofinha”?!

E o “Poupadinhos e com vales” - graças ao qual ficaria elucidado acerca das diferenças entre a Bimby nova e a velha Bimby, se me desse ao incomodo de ler o post sobre o tema – foi o vencedor na categoria “negócios e empreendimento”?! De verdade, ou isso é só a reinar?!

Diz também que o “Emprego pelo Mundo” ganhou na categoria “Política e Economia”. Deve ser por não ter tido actualizações nos últimos seis meses…

Claro que nada disto tem importância. Nem, obviamente, serve para coisa alguma. A não ser para evidenciar a indigência mental que vai reinando por aí...

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O Estado serve, ao certo, para quê?!

por Kruzes Kanhoto, em 12.11.17

Que um policia seja malhado por um meliante não me parece nada de por aí além. É um dos riscos, talvez o principal, que consigo associar à profissão. Inquietante é a ausência de reacção à agressão. Quer o agente agredido quer o colega teriam, como todos os agentes da autoridade, uma arma à cintura. E, ambos, optaram por não a utilizar. Em cumprimento, presumo, de alguma lei ou regulamento que determina o protocolo a seguir numa daquelas situações. Ou, mais inquietante ainda, por receio do que viria a seguir se, por sorte, limpassem o sebo ao agressor. Ora é precisamente aqui que a coisa se torna extremamente preocupante. Se os policias agiram assim quando em causa estava o seu próprio coiro, nem quero imaginar o que fariam se fosse o meu.

Perante situações deste género, a pergunta “para que serve o Estado?” é cada vez mais pertinente. Se abandona o território, deixa as populações à sua sorte e não garante a segurança dos cidadãos não parece que sirva para grande coisa. Excepto, talvez, para aquilo de recolher impostos com vista a satisfazer pensionistas e sindicatos.

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Os transfinanceiros (ricos que nasceram num corpo de pobre)

por Kruzes Kanhoto, em 11.10.17

Isto de governar um país, por mais que uma imensa maioria não perceba, é como gerir uma casa de família. A questão da divida, por exemplo. Eu, como quase toda a gente, também tive um crédito à habitação. Daqueles a pagar em vinte cinco anos. No meu caso foram “apenas” dezassete ou dezoito. A melhoria do nível vida verificada no tempo em que o Cavaco foi primeiro-ministro permitiu-me, com o aumento de rendimento, ir fazendo amortizações de capital e, com isso, poupar nos juros, diminuir a taxa de esforço e antecipar o fim do empréstimo em sete ou oito anos. Nada de mais. Qualquer pessoa minimamente inteligente – ou só precavida, vá – faria o mesmo.

Ora não é nada disso que os gajos que tomaram o poder estão a fazer. Para gáudio da populaça, diga-se, que se revela extremamente contente com o desvario que vai nos centros de decisão. Só um governo de idiotas e um povo imbecilizado não percebe que, numa altura de crescimento económico e de aumento do PIB, a única opção séria é reduzir a divida. Mas não. Pelo contrário. Ela cresce a cada dia. Perante, como se vê, o aplauso generalizado. É o que dá ter um país governado por gente que nem a sua vida sabe governar.

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Grande defensor dos trabalhadores e do povo, este...

por Kruzes Kanhoto, em 08.10.17

O que ontem era verdade hoje é mentira. Ou o contrário. Não sei, mas, no caso, é indiferente. Para o antigo chefe da CGTP, agora, não é possível baixar impostos. Nem desejável, acrescenta. Até porque, acha o cavalheiro, até nem pagamos por aí além. Pior, a criatura acha que teremos de nos conformar com a ideia de ir sempre pagando mais qualquer coisinha a cada ano que passa.

Já não me lembro – e não estou para ir pesquisar – mas suponho que este senhor tenha sido daqueles que considerou um roubo a quem trabalha aquilo do brutal aumento de impostos, ordenado pela troika, para pagarmos a bancarrota deixada pelo governo de Sócrates. Do qual, convém não esquecer, António Costa foi o número dois.

E é isto. É esta a coerência daqueles a quem a comunicação social vai dando voz e os contribuintes vão sustentando. São estas as baboseiras e estes alarves que vamos tendo de aturar. Nada de surpreendente nem a que não estejamos habituados. De estranhar, apenas, é que tanta gente ainda se mobilize para seguir estes idiotas.

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Por onde anda aquela malta de esquerda que se dizia sempre contra o governo, qualquer que ele fosse? Pelos vistos só resto eu...

por Kruzes Kanhoto, em 05.10.17

Esforço-me o mais que posso por gostar do governo. A sério. Dou o meu melhor para, tal como a maioria dos reformados, funcionários públicos e trabalhadores de empresas públicas me tornar num fã desta solução governativa. Ou problema, do meu ponto de vista. Mas, por mais esforços que desenvolva nesse sentido, não consigo. É escusado. De cada vez que estou quase a começar a tolerar aquela gentalha, eles encarregam-se de deitar por terra os meus esforços.

Admito que o problema seja meu. Ou do meu mau feitio. Se calhar – só para mencionar os exemplos mais recentes – preferir, como está a fazer a geringonça, que venham para cá migrantes pobres em vez de reformados estrangeiros abastados até será uma coisa boa. Eu, assim de repente, é que não estou a ver a vantagem. Mas, lá está, devo ter de me esforçar mais para apanhar o alcance da tramoia.

Depois os aumentos da reformas para o próximo ano. De certeza que aumentar as pensões de milhares de euros e manter congelados os vencimentos de seiscentos euros deve ser uma medida da mais elementar justiça social. Mas, lá está outra vez a minha ignorância, a mim parece-me uma tremenda injustiça que se faz a quem trabalha. Até porque terá de bulir muitos mais anos para, com sorte, ficar com metade da reforma daqueles que agora vão ser aumentados.

Por fim as mexidas no IRS. Ao que se sabe estará a ser estudada uma formula que impeça quem ganha mais de treze mil euros brutos anuais de beneficiar do alivio fiscal que andam por aí a prometer. Ou seja, para os alienados que mandam nisto tudo quem ganha novecentos e poucos euros brutos por mês é rico. O que, diga-se, me deixa ainda mais preocupado. Nomeadamente quando é sobejamente conhecida a determinação desta pandilha em tornar cada vez mais baixo o limiar de riqueza.

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Deve ser aquela cena de "mais vale cair em graça do que ser engraçado". Ou, quiçá, coisa pior...

por Kruzes Kanhoto, em 11.05.17

No seu blogue cada qual escreve acerca do que muito bem lhe apetece. Tem, obviamente, todo o direito a fazê-lo. Mas há coisas que me fazem espécie. Não que me incomodem. Era só o que faltava. Deixam-me é um bocado baralhado. Os blogues das promoções dos supermercados, por exemplo, que nem precisam de escrever. Ao certo servem para quê? E, sobretudo, a quem? Aos que procuram esse tipo de informação não bastam os sites das grandes – e pequenas – cadeias de distribuição, bem como  toda a parafernália de publicidade, para estarem devidamente informados acerca das pechinchas que podem adquirir? Mas, enfim, admitamos que não. Façamos de conta que são mesmo úteis. Merecem, por isso, os sucessivos destaques e prémios que lhes vão sendo atribuídosRepresentam o reconhecimento do quê? Do trabalho que aquilo dáDa notória criatividade que é exigida para alimentar o espaço? O que está por detrás disso?! Tudo questões inquietantes. Pertinentes, até. Ou, pelo menos, impertinentes.  

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Caça-promoções

por Kruzes Kanhoto, em 09.11.15

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Diz que duas famílias se envolveram em pancadaria, numa grande superfície comercial, quando duas crianças disputavam o mesmo brinquedo. Deve ser, digo eu, mais um sinal de retoma da economia. Um facto revelador, quiçá, do crescimento do poder de compra da população. A juntar a muitos outros a que assistimos diariamente. Como, por exemplo, num supermercado cá do sitio onde quase tudo o que pode ser consumido na restauração desaparece num ápice das prateleiras. Neste caso não consta que tenha havido recurso ao tabefe para levar a última garrafa. Desconfio, até, que o primeiro taberneiro a chegar as levou todas. E depois ainda têm a lata de andar por aí com a lamuria disso da crise e tal...

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Iva da restauração. Alguém vai pagar a promessa do Costa...

por Kruzes Kanhoto, em 30.08.15

Continuo a achar que baixar a taxa de IVA na restauração é uma parvoíce. A acontecer, como o Costa anda a prometer, apenas servirá para transferir dinheiro dos bolsos dos contribuintes para os empresários sem que daí resulte qualquer beneficio. A não ser para os próprios, claro. Este sector, mesmo com isto das facturas deduzirem no IRS, continua a escapar à malha fiscal. Ou seja, anda a enganar-nos a todos. Mas isso é outra história da qual só nós temos a culpa.

Se, como ouço repetidamente afirmar, a restauração está assim tão mal é de estranhar, por exemplo, o verdadeiro “assalto” às promoções das grandes superfícies por parte dos empresários do ramo. Todo e qualquer produto da área de alimentação e bebidas desaparece das prateleiras, das peixarias e dos talhos dos supermercados cá do sitio mal estes abrem portas. É vê-los de carrinhos a transbordar de bens que, certamente, não serão para o banco alimentar. Sem, curiosamente, nunca se esquecerem de pedir factura com número de contribuinte. Para quem está em crise...

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Cada bala mata um...pelo menos!

por Kruzes Kanhoto, em 25.03.15

 

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Vá lá saber-se porquê existe sempre gente disposta a viajar para países de onde a maior parte dos que lá vivem querem sair a qualquer custo. A Tunísia não será disso o melhor exemplo mas, ainda assim e até pelos acontecimentos mais recentes, talvez não seja o melhor destino turístico do momento. Quiçá por isso, as passeatas para aquele país do norte de África estão em promoção. Uma campanha que, por preços relativamente módicos, pretende aliciar os portugueses mais endinheirados e de espírito aventureiro – gente capaz de cumprir ambas as premissas é coisa que não falta – a passar uma semana em Djerba. Escusava era de se chamar Pim, pam, PUM...

 

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