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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Os gloriosos malucos das máquinas voadoras

por Kruzes Kanhoto, em 05.08.17

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Desconheço a denominação técnica daquelas coisas que, na época balnear, costumam esvoaçar sobre as praias. Podia, na minha ignorância, chamar-lhe um ovni. Mas, para simplificar, chamemos-lhes parapente com motor. Pois um destes objectos esteve, um dia destes, em manifesta dificuldade para se manter no ar. Mas, felizmente, lá conseguiu. Depois de muitas piruetas, que a pouca qualidade da máquina e a minha ainda menor habilidade para a fotografia não permitiram documentar convenientemente, a criatura dominou a traquitana e seguiu a sua vida. Ficou o cagaço. Para ele e para quem estava cá em baixo.

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Evolução, dizem eles.

por Kruzes Kanhoto, em 27.07.17

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Cada um peticiona o que muito bem entende. E, para peticionar, nem precisa sair de casa. Deve ser por isso que essas coisas das petições são mais que muitas. Tantas que até aborrecem.

Dando uma olhadela pelos sites que promovem essas actividades lúdicas, percebe-se que quase todas são acerca de coisas importantes. Cães, na maioria. Deve ser o que mais preocupa esse exercito de desocupados. Querem - melhor, exigem - os peticionários de uma delas que os seus amiguinhos de quatro patas possam acompanhar os donos em centros comerciais, supermercados, restaurantes, hotéis, cafés e aceder livremente às praias. Dizem eles que é o que já acontece em muitos países mais avançados. Achava eu que o tempo em que homens e animais partilhavam o espaço seria nos tempos das cavernas ou daqueles casebres de aspecto bíblico mas, pelos vistos, há umas bestas que acham o contrário.

Talvez num futuro próximo esta gente consiga o que pretende. Quiçá, nessa sociedade mais evoluída, eu tenha o privilégio de refeiçoar num restaurante enquanto o cão da mesa ao lado manda uma cagada ou de apanhar sol na praia ao lado do canito que se está a espojar alegremente na areia. Talvez até - apesar de, curiosamente, isso ainda não ter sido reivindicado pelos patetas da causa - todos possamos ir à opera, ao teatro, ao cinema ou assistir a um show erótico acompanhados do cachorro. Isso é que era evolução. Peticione-se!

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Cães na praia. Exibicionismo ou estupidez?

por Kruzes Kanhoto, em 26.04.17

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Face à gravidade dos últimos acontecimentos envolvendo cães, tudo o que decorre de passear o canito na praia é irrelevante. Ainda assim é algo que me repugna. Que alguém aprecie partilhar o mesmo espaço e sabe-se lá que mais com um animal, é lá com ele. Ou ela. Não podem é obrigar-me a fazer o mesmo. E isso é o que esta gentinha, alegadamente adoradora dos animais, anda a fazer. Sem entenderem, os idiotas, o mal que andam a fazer. A todos. A começar pela tortura que infringem aos pobres dos bichos, que não deviam ser obrigados a viver em espaços manifestamente desadequados para aloja-los, e a acabar em nós, que vemos a nossa segurança e a nossa saúde colocada em causa por estes imbecis. Como esta criatura que, apesar das inúmeras placas a proibir a presença de cães no areal, insiste em passear o cão praia fora.

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Façam mas é uma campanha de sensibilização, ou isso...

por Kruzes Kanhoto, em 16.08.16

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Hesito em concordar com as autoridades francesas que proibiram o uso do burkini – aquelas vestes ridículas que as muçulmanas usam quando vão a banhos – nalgumas praias onde, por causa da dita fatiota, se registaram alguns conflitos entre os banhistas. Proibir, desconfio, apenas fará com que mais gajas se vistam assim. E multar também não adianta. Além da multa ser irrisória, diz que há um mouro ricaço qualquer que paga a conta.

Obviamente que, na praia, ao cidadão comum incomoda a presença de pessoas assim trajadas. Tal como também incomodam os nudistas. Ou os cães. É por isso que se optou por criar praias para os amantes do nudismo. E, mais recentemente, para cães. Quiçá esse seja o caminho. Em lugar de proibir que as criaturas usem o dito burkini, criar praias onde essa prática seja permitida. Não de uso exclusivo, que isso seria discriminação, mas onde um veraneante qualquer soubesse, ao aceder ao local, com aquilo que contava.

Já li, a este propósito, vários comentários indignados com esta proibição. Não muitos, diga-se. Parece-me é que não são das mesmas pessoas que se indignaram contra a invasão de uma piscina, exclusiva para naturistas, por parte de um grupo de muçulmanos que, reclamando pelo seu encerramento, ofenderam e agrediram os utentes. Isto da tolerância e do multiculturalismo funcionar apenas num sentido ainda vai acabar mal...

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Consultei o programa do PAN e não encontrei nada sobre isto...

por Kruzes Kanhoto, em 19.10.15

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Parece-me perfeitamente normal que muitos considerem o animal de estimação que têm em casa como mais um membro da família. É lá com eles. Cada um sabe de si e do grau de parentesco que o liga ao bicho com que coabita. O que não se me afigura muito dentro da normalidade é que, em situações como as da foto, os extremosos donos finjam que nem conhecem o animal. É, também por isto, que continuo sem perceber se é o cão que é da família deles ou eles é que são da família do cão.

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