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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A discriminação entre pensionistas - próximos e futuros - não é inconstitucional?

por Kruzes Kanhoto, em 08.02.17

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Diz a OCDE que os futuros pensionistas serão lesados nas reformas. Diz, mas não precisava. Toda a gente sabe. O problema é que poucos se importam. Anda tudo satisfeitinho da vida com as fantásticas reversões do Costa que quase ninguém quer saber disso.

A iliteracia financeira – e da outra, já agora – é a maior aliada do governo. Deste, do anterior e do próximo. Só assim se percebe que a população aceite pacificamente cortes brutais nas futuras pensões, enquanto as actuais permanecem intocáveis. Não que eu seja apologista de redução de rendimentos seja de quem fôr. Quem tiver dúvidas acerca disso leia, se tiver paciência, outros posts que por aqui fui publicando. Mas, a ter de se fazer alguma coisa para garantir a sobrevivência da Segurança Social – e pelos viste tem – então que o sacrifício se distribua por todos.

Para se perceber o que está em questão, nada melhor do que um exemplo. Os meus anteriores chefes aposentaram-se há vinte anos. Tinham, então, a idade que eu tenho hoje. O montante da pensão atribuída foi o equivalente ao valor do vencimento que auferiam na altura. Já eu, se me quiser reformar amanhã, ficarei com menos de um terço do que ganho agora. Ou, ninguém me manda ter pressa, espero mais uma dúzia de anos para, depois, ficar com cerca de oitenta por cento. Se tiver sorte. Deve ser a isto que chamam solidariedade intergeracional, ou lá o que é.

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Da série ainda bem que acabou a austeridade...

por Kruzes Kanhoto, em 22.10.16

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O saco ganhou mais farinha. Avermelhada, mas nem por isso menos farinha. Por mais que alguns se esforcem por acreditar no contrário. Os tontinhos, nomeadamente. Ou, também, aqueles que estão a aproveitar os últimos suspiros do sistema.

Diz que a geringonça vai fazer exctamente o mesmo que condenava ao governo anterior. Cortar mais uns milhões às reformas. Era bom que dissesse quantos. Só para a malta comparar.

Ah, espera. É completamente diferente. Estes cortam às pensões futuras. À minha, portanto...

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Sensibilidades

por Kruzes Kanhoto, em 10.10.16

A esquerda, como se sabe, é a campeã da sensibilidade social. Tem tanta que até chateia de tão sensível que é. Deve ser por isso que pretende – e bem – aumentar o salário mínimo para seiscentos euros. Quer, também – e igualmente bem – aumentar em dez euros as pensões até oitocentos e quarenta e cinco euros.

Embora isso me comece a preocupar, dada a frequência com que está a acontecer, não podia estar mais de acordo com estas propostas esquerdelhas. Há, no entanto, uma coisinha de nada que me está a moer. A consumir, como diria a minha avó. Então e aquelas pessoinhas que trabalham na função pública – e menciono estas porque quanto às do privado não podem fazer grande coisa – que ganham entre seiscentos euros e oitocentos e quarenta e cinco? Para essas não há sensibilidadezinha absolutamente nenhuma?! Parece que não. Ficamos assim a saber que, para a esquerda, um trabalhador que ganha seiscentos e cinco euros é menos necessitado que um reformado que aufere oitocentos e quarenta e cinco. Deve ser a isto que chamam justiça social ou lá o que é…

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A minha reforma continua cortada...

por Kruzes Kanhoto, em 06.10.16

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 Acho imensa piada quando António Costa - ou outro geringonço qualquer – se gaba, todo orgulhoso com o seu feito, de ter posto fim aos cortes nas reformas vilmente perpetrados pelo anterior governo. A sério. Rio-me à gargalhada. Deles e dos que neles acreditam. É que, tirando aquela parte do vilmente, isso é conversa para tontinhos. A minha reforma, a menos que alguém se tenha esquecido de me avisar, continua cortada. Mas com essa ninguém se preocupa. Só ocorrerá daqui a dez anos. Ou quinze. Ou mais. Depende da demagogia dos governos que por lá forem passando. Mas podia ser já num dos próximos meses. Só não é porque isso dos direitos adquiridos é apenas para alguns.

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