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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Pelo fim da discriminação no âmbito pecado.

por Kruzes Kanhoto, em 08.03.17

Depois de já ter revertido quase tudo o que havia para reverter, António Costa decidiu agora abrir uma nova frente no âmbito da reversão. Os ditados populares. Essa coisa da sabedoria popular não parece ser lá muito do agrado do primeiro-ministro em particular nem, mas isso sou eu a especular, dos geringonços em geral. Há, disse hoje o homem, que acabar com aquele dito de "entre marido e mulher ninguém mete a colher". Está, de facto, ultrapassado esse conceito. Actualmente – dizem, pois eu dessas cuscuvilhices não sei nada -  metem-se pelo meio do casal muitas coisas. E poucas, parece, são talheres. Mas fiquemos por aqui, que isto é um blogue frequentado por gente séria.  

Neste aspecto não discordo do tipo. Digamos que até acho bem. E, já agora que vem aí o Papa Xico, podíamos aproveitar para ir mais longe. Metia-se uma cunha -  coisa para a qual os tugas têm uma especial habilidade – para a igreja acabar de vez com aquela idiotice de considerar a cobiça da mulher alheia como um pecado. Não faz, nos tempos que correm, qualquer sentido manter em vigor esta visão discriminatória acerca do mulherio que se pode ou não cobiçar.  

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Pecados. Públicos e privados.

por Kruzes Kanhoto, em 02.07.16

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Podia, por ser sábado e véspera do dia do senhor ou simplesmente por me apetecer, dissertar sobre a arrogância, a gula, ou a luxuria que, naquilo que se relaciona com os pecados capitais é o que mais se propicia à piadola fácil, ao sarcasmo e aos dichotes mais jocosos. Fica para uma próxima oportunidade.

Hoje limito-me à ganância. À minha, nomeadamente. Arriscar uns cobres ao jogo constitui um acto de ganância, dizem. Se assim é, confesso-me um pecador. Mas pouco. Apenas no Placard e com resultados bastante satisfatórios. E depois, ao contrário de outros pecados de outros pecadores – alguns, quiçá, potencialmente mais devotos - este meu pecado não aborrece ninguém. Só a mim, quando não ganho.

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