Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Sim, o PCP apoia, sustenta e é solidariamente responsável pelo governo

por Kruzes Kanhoto, em 04.12.16

perola-comunistafeliz.jpg

Imagem obtida aqui

 

Percebo o embaraço do partido comunista quando confrontado com o apoio claro, inequívoco e empenhado que presta ao governo. É tramado estar de alma e coração com um executivo que gosta da união europeia, aprecia o euro e faz questão de, mesmo concordando pouco com elas, respeitar as regras europeias quanto à disciplina orçamental. Daí que os comunistas se esforcem por garantir o contrário. Tanto que até chega a ser ridículo. Não vale a pena. Não se cansem. A malta compreende o vosso drama. E, descansem, isto de estar de acordo e simultaneamente de opinião contrária em relação às políticas do Costa, não será coisa para colocar em causa a tão enaltecida coerência comunista. Se andar dezenas de anos a chamar “ilha da liberdade” a Cuba não colocou, não vai ser agora isso de fazerem parte da geringonça que manchará a reputação. 

Compartilhar no WhatsApp

Ainda lhe cai um dentinho...

por Kruzes Kanhoto, em 15.09.16

100_4871.JPG

Os Pokémons estão na ordem do dia. Servem para parodiar quase tudo. No caso da imagem trata-se de um Muppi do PCP a publicitar a Festa do Avante onde alguém deixou uma mensagem alusiva ao evento e à febre da caça ao dito bicho virtual.

Mas há gente que não tem jeito para fazer piadas nem, por mais que se esforce a inventar dichotes espirituosos, consegue arrancar um sorriso a quem o ouve. António Costa é um desses casos. Veja-se a tentativa de laracha que ontem tentou fazer, envolvendo Pokémons, como forma de resposta a Passos Coelho. Nem o ministro da educação ou qualquer outro dos circundantes - apesar dos lacaios por norma se rirem sempre muito das graçolas dos lideres – esboçou um sorriso mais do que amarelado. É a vida e, toda a gente concordará, não tem mal nenhum em ser assim. Até porque como dizia a minha avó – essa sábia senhora – mais vale cair em graça do que ser engraçado. É o caso desta criatura.

Compartilhar no WhatsApp

Uns modernaços, estes comunas.

por Kruzes Kanhoto, em 11.07.16

PCP.jpg

Até nas medidas que toma a geringonça revela o quanto é modernaça. Têm todas vários pais. Até o PCP entra no espírito da coisa apesar de não alinhar em paneleirices. Neste caso congratula-se com a co-paternidade de um conjunto de iniciativas que, excepto os feriados que não aquecem nem arrefecem, aumentam a despesa e diminuem a receita. Já agora - por seriedade ou, vá, apenas por distracção – podiam ter dito quem são os filhos da puta que vão pagar a conta.

Compartilhar no WhatsApp

O que é que tem a Caixa que, para a esquerda, é diferente dos outros?!

por Kruzes Kanhoto, em 07.06.16

PTDC0282.JPG

 

 

O buraco na Caixa Geral de Depósitos que os contribuintes terão de tapar será, ao que rezam as crónicas mais pessimistas, superior aos do BNP e do BANIF somados. O que, tratando-se de um banco público, se afigura assaz estranho. Quase uma impossibilidade, diria. Pelo menos a acreditar na retórica esquerdista, que defende a nacionalização do sector bancário por forma a proteger-nos dos desmandos dos banqueiros privados. Vê-se. A julgar pela amostra nem é necessária grande capacidade imaginativa para calcular a tragédia em que estaríamos metidos se toda a banca fosse pública…

Estranho – ou, às tantas, talvez não – é que os Galambas, Jerónimos, Mortáguas e outros arautos da transparência e da honestidade não andem já por aí a malhar nas sucessivas administrações da Caixa. Mais estranho ainda não terem já proposto a constituição de uma comissão de inquérito para apurar a que se deve o descalabro da CGD. Terão, se calhar, medo das conclusões. Ou, então, já “concluíram” tudo. À excepção de uns quantos patetas, encandeados com o brilhantismo intelectual auto proclamado da esquerda, toda a gente percebe o que aconteceu. E também percebe que a esquerda não queira que se saiba.

Compartilhar no WhatsApp

Mas ainda ninguém topou o esquema do Jerónimo?!

por Kruzes Kanhoto, em 18.11.15

A esquerda anda nervosa. A perspectiva de Cavaco não nomear o líder do partido que sofreu uma das mais humilhantes derrotas eleitorais da sua história, está a deixar muita gente à beira de um ataque de nervos. Da histeria, quase. E isso impede-os de perceber a estratégia do PCP, brilhantemente protagonizada pelo camarada Jerónimo. Parece-me mais do que evidente que a direcção comunista está a fazer tudo o que pode - por mais que diga o contrário – para que o Presidente da República não indigite o Costa como primeiro ministro. As propostas de lei apresentadas – e as retiradas, também – no parlamento são, apenas, mais um sinal. Se a isto juntarmos a recusa em garantir a aprovação do Orçamento para 2016, não vejo que outra conclusão se pode retirar das atitudes protagonizadas pelos comunistas.

O não de Cavaco à nomeação de Costa resolve dois problemas ao PCP. Liberta-o da obrigação de, forçosamente, ter de aprovar medidas anti-populares que as bases comunistas dificilmente entenderão e, ao mesmo tempo, não carrega com o ónus de inviabilizar um governo de esquerda.

Portanto, seja qual for a decisão do Presidente, a diversão está garantida.

Compartilhar no WhatsApp

A coligação de esquerdelhos é cada tiro cada melro...

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.15

Com aquela coisa dos macacos que se andaram a explodir por Paris, a entrevista do camarada Jerónimo à RTP quase passou despercebida. O homem, entre outras declarações assaz curiosas, garantiu não saber se o seu partido vai ou não aprovar o orçamento de Estado para 2016 que um eventual governo do PS venha a apresentar mal acabe de tomar posse. Estamos, portanto, conversados acerca da solução estável e credível que António Costa tem para apresentar ao Cavaco...

Compartilhar no WhatsApp

Vai ser bonita a festa, pá...O pior será a ressaca!

por Kruzes Kanhoto, em 06.11.15

fogos-lavras.jpg

Acredito que a concretização do acordo de governo entre os partidos derrotados nas últimas eleições constitua, para muitos dos que neles votaram, a concretização de uma espécie de sonho. Nada que me incomode. Embora tenha a certeza, mais do que absoluta, que este sonho de alguns acabará num imenso pesadelo para todos. Mas cada um acredita no que quer e se existe quem acredite que os pastorinhos viram uma senhora a pairar sobre uma azinheira, também não me surpreende que uns quantos possam estar convencidos da bondade das politicas que advirão da existência de um governo desta natureza.

Estou mesmo em crer que, daqui por vinte ou trinta anos, haverá quem faça questão de recordar o governo onde estiveram o BE e o PCP como um dos melhores de sempre. Tal como, já hoje, há quem não se canse de garantir ter sido a governação de Vasco Gonçalves a melhor de todos os tempos. Claro que, no presente, quem tem o discernimento suficiente para analisar o passado sabe a que nos conduziu o desvario daquele general. E sabe, igualmente, onde no futuro vai ter o percurso que estes novos “companheiros”, “camaradas” ou lá como se vão tratar eles vão percorrer. Sabe, também, quem vai apanhar as canas. Mas, até lá, que venham os foguetes.

 

Compartilhar no WhatsApp

Propaganda pobrezinha

por Kruzes Kanhoto, em 07.07.15

Estamos todos enganados. Ou, melhor escrevendo, andamos todos a ser enganados acerca do que se está a passar na Grécia. Que é como quem escreve, daquilo que “eles” - os porcos capitalistas que nos querem aterrorizar, não vá ocorrer-nos a ideia de colocar no poleiro um Syriza qualquer à escala nacional – pretendem que nós pensemos que está a acontecer.

Afinal não há por lá bichas – filas, vá, como se diz agora - nenhumas para levantar dinheiro dos multibancos. É tudo uma encenação dos jornalistas estrangeiros a soldo do grande capital. Segundo afiança a imprensa livre, séria e independente são os próprios jornalistas que se filmam uns aos outros nessas actividades para nos fazerem acreditar que os gregos estão mesmo em pânico e que querem retirar o máximo de dinheiro possível do sistema bancário antes que o mesmo colapse.

E depois há aquilo dos sessenta euros. Uma balela, garantem-nos os mais esclarecidos. E uma fortuna também. Esclarecem-nos, piedosamente, todos aqueles cuja inteligência já lhes permitiu ver a “luz”. É que isso é coisa apenas reservada a quem aufere, pelo menos, mil oitocentos e sessenta euros líquidos por mês. Logo, como é óbvio, não afecta rigorosamente nada a população grega.

É necessária de facto muita inteligência para discorrer tudo isto. Conclusões dotadas deste brilhantismo não estão ao alcance de qualquer um. Só, como se tem visto em sucessivas eleições, aí de uns dez por cento dos eleitores. Mais ou menos os mesmos que, em mil novecentos e oitenta e seis, acreditaram convictamente que a noticia da explosão do reactor de Chernobyl era uma manobra de propaganda anti-comunista.

Compartilhar no WhatsApp