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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A "Vitória" é nossa e há-de ser! O PAN que se vá f****!

por Kruzes Kanhoto, em 27.06.16

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Não me importo nada que os meus escritos provoquem manifesto desagrado aos defensores dos animais que visitam este espaço. Estou-me nas tintas. Nem, como já escrevi noutras circunstâncias, admito pressões no sentido de escrever ou deixar de escrever seja acerca de que assunto for. Pressões que, diga-se, nunca tive. Até porque, quem as fizer – seja lá quem for - vai ter o nome aqui escarrapachado, vai ler e, sobretudo, ouvir um sonoro “vai para o c******”. Sem asteriscos. Depois, se não ficar satisfeito, pode queixar-se nos locais próprios. Até porque, comigo, estas coisas costumam funcionar ao contrário. Quanto mais se sentirem incomodados, mais vezes o assunto aqui será abordado, a critica mais corrosiva e o humor mais jocoso. Apenas por dois motivos. O primeiro porque quero e o segundo porque posso.

Posto isto – e por me dar um especial gozo malhar nos amiguinhos dos animais – vejamos as últimas ideias do PAN. Trata-se de uma proposta de regulamento municipal do animal, apresentada por aquela agremiação na Assembleia municipal de Lisboa e, felizmente, rejeitada pela maioria dos membros daquele órgão autárquico da capital. A ser aplicado, ficaria proibido o uso de aves de rapina para fins de controlo de segurança no aeroporto ou, por exemplo, a exibição da águia “Vitória” no Estádio da Luz.

Mas há mais. E pior. O controlo dos pombos apenas podia ser feito com recurso a contraceptivos e, mesmo para os afugentar, apenas se poderia recorrer a meios que não fossem susceptíveis de os magoar. Estão a ver aquilo dos picos nos edifícios? Com este regulamento tal seria impossível. Proibido seria também a existência de coches, atrelados e jaulas de transporte de cães e gatos. Trela apenas se não prejudicar os movimentos do bicho e, no caso dos cães perigosos, as pessoas devem adoptar um comportamento que não os irrite. Mesmo o extermínio de pragas de insectos ou ratazanas ficaria condicionado à aplicação de métodos que não causassem sofrimento aos exterminados.

Por fim, tipo piece-de-resistance, os “donos” deixariam de o ser. Passariam a “detentores”. Ainda bem que já não tenho animais de estimação. Acho que o meu cão ia ficar confuso quando me ouvisse chama-lo “BENFICA! Anda cá ao detentor”.

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A culpa não é deles. É dos idiotas que lhes deram o voto...

por Kruzes Kanhoto, em 05.11.15

O PAN - essa coisa a quem uns quantos palermas entregaram o seu voto, mesmo sem conhecer o que os gajos querem mas apenas porque lá pelo meio fala em animais – parece que andou a mandar umas bocas contra a praça de touros cá da terra e a defender o fim do voo da águia Vitória no estádio do GLORIOSO. Em relação ao touril aqui do burgo ainda percebo. Eu também não gosto daquilo. Não pelas mesmas razões dos esparveirados do PAN, mas porque, enquanto contribuinte, entendo que o dinheiro público – europeu ou nacional – deve ser aplicado em investimento útil. Se os aficionados querem touradas, que as paguem. Desde as arenas aos bois.

Já quanto à Vitória a coisa muda de figura. O PAN que vá marrar para outro lado. Deixem lá o bicharoco em paz. Eles que proíbam os cães e gatos enclausurados em apartamentos onde mal se podem mexer, os pássaros presos em gaiolas, os peixinhos nos aquários e as aranhas metidas em caixinhas minúsculas. Ou, melhor, eles que continuem mas é a divertir-nos com aquela coisa dos copos...

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Consultei o programa do PAN e não encontrei nada sobre isto...

por Kruzes Kanhoto, em 19.10.15

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Parece-me perfeitamente normal que muitos considerem o animal de estimação que têm em casa como mais um membro da família. É lá com eles. Cada um sabe de si e do grau de parentesco que o liga ao bicho com que coabita. O que não se me afigura muito dentro da normalidade é que, em situações como as da foto, os extremosos donos finjam que nem conhecem o animal. É, também por isto, que continuo sem perceber se é o cão que é da família deles ou eles é que são da família do cão.

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A importância do copo menstrual

por Kruzes Kanhoto, em 05.10.15

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Como era de esperar as eleições trouxeram poucas novidades. Só uma a bem dizer. Aquela coisa do Pessoas-Natureza-Animais ou lá o que é. Contra as expectativas quase gerais conseguiram enfiar um deputado no Parlamento. Ainda bem que uns quantos portugueses introduziram na urna o seu voto com a cruzinha inserida no quadrado fronteiro ao símbolo do PAN e, assim, contribuíram para tornar mais animada a programação do canal televisivo AR TV.

Só hoje fui ler as linhas programáticas com que se coze aquela nova força politica. Fiquei, reconheço, manifestamente agradado. Deparei com uma panóplia de intenções geralmente boas – as minhas preferidas – e que depois de beber umas bejecas até era capaz de subscrever. Destaco aquela dos copos menstruais. Não estando, naturalmente, habilitado a pronunciar-me quanto às vantagens ou desvantagens do bem reutilizável em causa, saliento apenas a pertinência da questão. Ainda bem que alguém trouxe a menstruação para o debate politico. Era, admitamos, o tema fracturante que faltava.

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