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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Corrida inclusiva. Ou quase.

por Kruzes Kanhoto, em 19.02.17

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Este cartaz todo catita parece constituir um incentivo à salutar prática desportiva. Exorta os portugueses a correr. Com todos, que os seus autores não gostam de discriminações. Embora, olhando bem para a mensagem, seja possível detectar uma ou outra discriminaçãozinha. Os coxos, por exemplo, não podem praticar a saudável actividade que é a corrida. Logo estarão excluídos do "todos". Não se faz.  

Por mim não alinho nisso. Não corro. Não me apetece. Prefiro caminhar. Pratico todos os dias e, por enquanto, com resultados positivos. Ali entre a meia-noite e as oito da manhã, mais coisa menos coisa, farto-me de caminhar. Com a minha Maria. Que isso do todos – ou todas, que não quero ser acusado de polidiscriminar ninguém - seria uma grande confusão.  

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Multidiscriminação?! Eh pá, vão mazé é prá p*** que os pariu!

por Kruzes Kanhoto, em 13.02.17

Ainda bem que temos um governo que se preocupa com coisas importantes. Assim tipo criar novos conceitos. Daqueles que importam às pessoas em particular e aos militantes do politicamente correcto em geral. Tipo a multidiscriminação - alguém que é discriminado por ser gordo e maricas - e a discriminação por associação, que acontece, por exemplo, se um velhote que se desloca com duas jovens brasileiras a um serviço público é mal atendido por estar com elas.  

Mas há mais. Discriminações que se baseiam na ascendência ou no território de origem, ou seja, que digam respeito a afrodescendentes, passarão também a merecer uma especial atenção. Aqui não são dados exemplos mas, presumo, passará a estar incluído aquele dichote de mandar para a terra dele um negro que tenha nascido na Amadora. Ou, digo eu, contar anedotas e piadolas visando ridicularizar os protagonistas em função do local de onde são oriundos. Mas, quanto a esta última parte, apenas se envolver coxos ou marrecos, certamente. 

Por fim algo que se afigura potencialmente perigoso e que terá sido sugerido por um comité qualquer da ONU. O suposto agressor é que deve provar que não cometeu aquilo de que é acusado. Num país onde quem mata uma pessoa, ainda que perante várias testemunhas, é considerado inocente até a sentença transitar em julgado, parece-me ser qualquer coisa para nos deixar preocupados. Pelo menos àqueles que gostam da democracia. 

Voltarei, obviamente, ao assunto. 

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