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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Temei, velhinhos, temei...

por Kruzes Kanhoto, em 31.05.16

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Depois dos petizes que esturram mealheiros e quase passam fome para jogar no Placard, eis que surge algo igualmente perverso no âmbito da jogatina. Diz que há para aí – deve ser lá para o norte, pois por aqui ainda não soa que tal ocorra – um esquema manhoso de apostas ilegais onde os catraios gastam as mesadas e os velhotes derretem as reformas.

Suspeito que, mais uma vez, a coisa não será bem como a pintam. Com tanta oferta de jogo devidamente legalizado, seja o da Santa Casa ou na Internet, apostar em jogo clandestino parece-me uma coisa assim a modos que um bocado parva. Nomeadamente pelo risco envolvido e, digo eu, pelos prémios que dificilmente serão mais apelativos.

E depois é aquilo dos velhotes. Sempre os velhotes. Até dá a ideia que, lá por terem mais idade, são palermas. Brasileiras, jogo, burlões, filhos a gamarem-lhes as reformas...Só perigos a atormentar a existência dos idosos. Ainda bem que ali entre os dezoito e os setenta anos – ou outra idade a partir da qual se é oficialmente velho - são todos espertos e imunes a qualquer espécie de ameaça. Haja pachorra!

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"Zovens" com espírito de iniciativa...

por Kruzes Kanhoto, em 22.01.16

Não conhecia o funcionamento do Placard, o mais recente jogo de apostas desportivas da Santa Casa. Foram as noticias acerca da miudagem que, alegadamente, anda a apostar naquilo como se não houvesse amanhã, que me motivaram a curiosidade de ver como se joga. Nomeadamente preço, valor dos prémios e a forma de apostar. E, sinceramente, não estou a ver razões para tanta indignaçãozinha. Nem, a bem-dizer, para indignação de espécie nenhuma. Acho, até, bastante razoável que os putos “invistam” no Placard. É barato, não é preciso estar à espera uma semana pelo resultado, não depende exclusivamente da sorte e, não sendo ganancioso, é relativamente fácil ir ganhando “algum”. Ao contrário dos outros jogos não dá prémios “fabulásticos” mas, sem muito azar, é possível multiplicar o valor da aposta mínima – um euro – por dois ou três.

Não quero com isto dizer que o jogo deva ser permitido a menores mas, que diabo, há coisas muito piores a que todos fechamos os olhos diariamente. Este caso, ao contrário de outros, revela até que os miúdos terão um louvável espírito de iniciativa. Apostam num jogo onde as probabilidades de ganhar, ainda que pouco dinheiro, são bem maiores do que aqueles onde os adultos apostam fortunas sem que daí tenham o mais pequeno retorno.

Também eu vou jogar nesta coisa. Irei apostar um euro na vitória do Benfica. Se o Glorioso não me desiludir recebo um euro e doze cêntimos...

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