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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Jerónimo!!!

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.16

Simpatizo com o Jerónimo. Curiosamente a minha simpatia em relação ao senhor está a aumentar na mesma proporção que os seus votantes estão a diminuir. Coincidência, só isso. Mas lá que lhe acho piada, acho. Ao contrário de muitos que só falta andarem com o homem em ombros mas que ficaram indignados com a graçola das candidatas engraçadinhas. Esteve bem o Jerónimo. Não sei se aquilo se pode entender como um piropo à Marisa ou uma graçola à Belém. Mas seja um ou outro ou, até, ambos os dois, não era motivo para pedir desculpa. Não precisava de o fazer. A menos que tenha sido um desabafo. A sê-lo o único com razão para ter ficado chateado era o camarada Edgar.

Confesso, no entanto, que sinto saudade – uma espécie de nostalgia, vá – do tempo em que o Jerónimo dizia mal do governo. Parecia-me um país mais normal, o dessa altura. Agora já nem os telejornais são a mesma coisa. Perderam a piada. O que eu apreciava aquela parte em que ele contestava a “politica de direita” e as “perseguições impiedosas” do “goverrrrrrrrno” aos trabalhadores e ao povo...

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Parem lá de me defender, se fazem favor...

por Kruzes Kanhoto, em 12.12.15

Se há coisa que me aborrece no Partido Comunista – e até há muitas – é aquela conversa parva, repetitiva e desconchavada de se auto-proclamarem defensores dos interesses dos trabalhadores e do povo. Começam logo por fazerem uma distinção, cujo sentido me escapa, entre trabalhadores e povo. Será que, para a camaradagem, o povo não trabalha? Ou os que trabalham não integram o povo? Povo é só quem está desempregado ou reformado? Admito que a resposta às minhas dúvidas seja óbvia mas, o que é que querem, não estou a captar a ideia. Ou então há uma gritante ausência de rigor terminológico no discurso comunista.

Depois, sendo eu trabalhador ou eventualmente povo, não me lembro de ter pedido a ninguém para me defender fosse no que fosse. E se tivesse pedido não seria, de certo, ao PCP. Parece-me, portanto, abusivo que o camarada Jerónimo e os seus sequazes me atormentem com a insistência de defender os meus interesses. Fazem lembrar as testemunhas de Jeová. Ou os vendedores de cartões de crédito. No fundo, no fundo, andam todos ao mesmo.

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Mas ainda ninguém topou o esquema do Jerónimo?!

por Kruzes Kanhoto, em 18.11.15

A esquerda anda nervosa. A perspectiva de Cavaco não nomear o líder do partido que sofreu uma das mais humilhantes derrotas eleitorais da sua história, está a deixar muita gente à beira de um ataque de nervos. Da histeria, quase. E isso impede-os de perceber a estratégia do PCP, brilhantemente protagonizada pelo camarada Jerónimo. Parece-me mais do que evidente que a direcção comunista está a fazer tudo o que pode - por mais que diga o contrário – para que o Presidente da República não indigite o Costa como primeiro ministro. As propostas de lei apresentadas – e as retiradas, também – no parlamento são, apenas, mais um sinal. Se a isto juntarmos a recusa em garantir a aprovação do Orçamento para 2016, não vejo que outra conclusão se pode retirar das atitudes protagonizadas pelos comunistas.

O não de Cavaco à nomeação de Costa resolve dois problemas ao PCP. Liberta-o da obrigação de, forçosamente, ter de aprovar medidas anti-populares que as bases comunistas dificilmente entenderão e, ao mesmo tempo, não carrega com o ónus de inviabilizar um governo de esquerda.

Portanto, seja qual for a decisão do Presidente, a diversão está garantida.

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A coligação de esquerdelhos é cada tiro cada melro...

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.15

Com aquela coisa dos macacos que se andaram a explodir por Paris, a entrevista do camarada Jerónimo à RTP quase passou despercebida. O homem, entre outras declarações assaz curiosas, garantiu não saber se o seu partido vai ou não aprovar o orçamento de Estado para 2016 que um eventual governo do PS venha a apresentar mal acabe de tomar posse. Estamos, portanto, conversados acerca da solução estável e credível que António Costa tem para apresentar ao Cavaco...

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