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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Lágrimas de crocodilo

por Kruzes Kanhoto, em 04.06.17

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Nem sei por que razão acontecimentos como os de ontem em Londres ainda constituem noticia. É o novo normal. É isto que cobardemente aceitamos quando estamos dispostos a acolher entre nós uma legião de gente que nos odeia e nos deseja cortar as goelas.

Hoje é o dia para as habituais lágrimas de crocodilo. Outra vez. Por esta hora já todos condenámos o ataque. Alguns, daqueles que apenas por uma má disfarçada vergonha não aplaudem estas acções, acrescentaram uns quantos “mas” seguidos de palavras como “americanos”, “petróleo” ou “Israel” entre outras patranhas. Aproveitámos também para declarar que não temos medo nenhum deles e que vamos, haja o que houver, continuar a fazer a nossa vidinha. Seguir-se-ão umas vigílias, minutos de silêncio e as inevitáveis homenagens às vitimas. Entretanto acendem-se velas, depositam-se flores nos locais da tragédia e colocam-se bandeiras e frases enternecedoras no Facebook. Tudo isto enquanto garantimos que o islão não tem nada a ver com o assunto, que a moirama não é toda igual e acusamos de islamofobia quem se atrever a associar os seguidores do profeta ao terrorismo. O habitual.

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Trump e as badalhocas

por Kruzes Kanhoto, em 22.01.17

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Também por cá umas quantas centenas de pessoas, principalmente mulheres, se manifestaram contra o Trump. Custa-lhes engolir a vontade popular. É quase sempre assim quando os resultados das eleições não são aquilo que os iluminados acham que deviam ser. É uma parvoíce, mas entendo. Estão no seu direito de expressar todo o azedume que lhes vai na alma por a democracia estar a funcionar.

O que tenho manifesta dificuldade em perceber é o tipo de ameaça que – enquanto mulheres - preocupa essa gente. Acharão as criaturinhas que a sua liberdade está em perigo? Pensarão realmente que os direitos das mulheres vão regredir cem anos? E que isso, apesar de termos um oceano pelo meio, vai acontecer igualmente em Portugal? Se sim, então são mesmo estúpidas, hipócritas ou, não sendo nada disso, foram pagas para se manifestarem. É que não me consta que estas pessoas – ou outras, não importa – já se tenham manifestado contra a maneira como o islão trata as mulheres. E, neste caso, não é do outro lado do mundo. É aqui, na Europa. Na nossa casa. E não é apenas o que impõe a quem professa essa religião. É também a imposição desses usos e costumes medievais, que já afecta mulheres de muitas regiões europeias. Mas isso não as preocupa. Badalhocas!

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É o multiculturalismo...

por Kruzes Kanhoto, em 01.11.15

A socialista Câmara de Lisboa prepara-se para esturrar três milhões de euros na construção de uma nova mesquita. Andarei, muito provavelmente, a dispersar a minha atenção por outras cenas igualmente rocambolescas – também elas, curiosamente, protagonizadas pelos xuxas – para ainda não ter dado conta de nenhum movimento de indignação contra este escandaloso esbanjamento de dinheiro público. Se o há não dei por nada. Nem, sequer, um grupelho qualquer de intelectuais a manifestarem o seu asco à promiscuidade entre o poder e a religião. Algo assim, sei lá, do tipo daquilo que fizeram por causa dos crucifixos. Ou, vá, um protestozito ao nível daqueles que apelam ao fim do financiamento público às touradas e correlativos. Mas não, ninguém protesta. Nem, tão pouco, acham isto uma espécie de má despesa pública. Deve por isso da mesquita ser uma coisa assim a atirar para o multiculturalismo. O que, como se sabe, é algo que dá ares de inteligente até ao maior burro.

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O futuro um dia destes

por Kruzes Kanhoto, em 10.09.15

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Chocantes as imagens de milhares de alegados refugiados a tentarem chegar aos países ricos do norte da Europa. Quase todos desesperados e sem documentos de identificação que, parece, têm muita tendência a cair ao mar. Ao contrário dos modernos telemóveis que ostentam, que ou são à prova de àgua ou possuem bóia incorporada.

Chocam-me essas imagens porque vejo nelas o futuro. O futuro da próxima geração de europeus a fugir, sabe-se lá para onde, dos filhos daqueles que agora generosamente acolhemos e que, num espaço temporal que dificilmente ultrapassará as escassas dezenas de anos, tratarão de nos expulsar das nossas casas, das nossas terras e dos nossos países. Por sorte Covadonga é já ali...



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