Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Entregues à bicharada...

por Kruzes Kanhoto, em 20.10.17

Já dizia o outro que os tempos e as vontades se vão mudando. Ou, como se diz agora, as causas. É bom que assim seja. Mau é que algumas delas absorvam recursos que deviam ser destinados a assuntos realmente sérios. É, por exemplo, o caso da justiça. Apesar de os senhores juízes não terem tempo nem para se coçarem, pelo menos tendo em conta o que demora qualquer processo de trazer por casa a ser resolvido, são cada vez mais os problemas relacionados com as novas causas a ocuparem o tempo que a justiça devia reservar para o que é importante.

Isto a propósito de um julgamento, que está a decorrer algures num tribunal deste país, onde um homem é acusado de enforcar um gato. Acção que, obviamente, reprovo tanto como o facto de um tribunal mobilizar umas dezenas de pessoas e esturrar uns milhares de euros para julgar o alegado facínora. Se calhar uma coima seria mais penalizadora para a criatura e poupavam-se recursos – monetários, logísticos e humanos – muito mais úteis noutro processo qualquer. Mas não. Estes inventores de novas causas tinham mesmo de ir pelo mais difícil. Deve dar-lhes jeito que a justiça se entretenha com idiotices destas para, quiçá, um dia não ter tempo de os julgar a eles.

Ao que se relata, ainda acerca deste julgamento, o homem em questão era useiro e vezeiro em enxotar os animais que dele se acercavam. Em certa ocasião, ao que afiança uma testemunha, terá mesmo pontapeado um pato com tal violência que lhe causou – ao pato – um hematoma no abdómen. Não consigo deixar de sorrir perante esta descrição da cena de pancadaria entre homem e ave. E, também, de me congratular com a sorte do “marreco”. Por pouco não ficou a grasnar fininho...

Compartilhar no WhatsApp

Oh, valha-me Eu! Até os gatos...

por Kruzes Kanhoto, em 18.04.17

gato9.jpg

 

Que o mundo está a ficar um lugar estranho, já se sabe desde há muito. Não constitui novidade. Está é a mudar depressa demais para o meu gosto. Há coisas a que não me habituo. Recuso-me. E, como se não bastassem as pessoas a adoptarem comportamentos cada vez mais idiotas, contra-natura e que renegam não sei quantos milhares de anos de evolução, agora até os animais parecem estar a seguir a mesma conduta. Este gato, por exemplo. Está pior que o bichano maricas da vizinha. Aprecia a companhia da passarada, ao que parece. E aquela pouca vergonha deve ser habitual, pois os pássaros não se incomodaram mesmo nada com a presença do pequeno felino. Que disso de felino, convenhamos, não tem nada. Chocante!

Compartilhar no WhatsApp

Ajudem os animais celibatários, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 27.01.17

1350x900y900.jpg

 

Acho muita piada àquelas pessoas que relatam as aventuras dos seus animais de companhia como se estivessem a falar das traquinices dos filhos ou dos netos. Sou capaz de ficar largos minutos, embevecido, a ouvi-las. E, ao contrário do que se possa supor, levo-as muito a sério. Aprende-se bastante a escutá-las.

Exemplo disso era uma balzaquiana – muito bem conservada, diga-se – que contava a quem a ouvia que o mariola do canito – ou seria o gato? – à falta de companhia da mesma espécie – feminina, suponho, que o bicho se calhar não é paneleiro – se esfregava como se não houvesse amanhã, feliz da vida, numa almofada especialmente destinada para o efeito.

Não é que tenha nada a ver com isso, mas acho mal. Não que o bicho se esfregue, evidentemente. O que me parece grave – uma lacuna imperdoável, diria - é o mercado, a tecnologia, a ciência ou seja lá o que for ainda não dar resposta adequada às necessidades mais básicas dos nossos amigos de quatro patas. Ou de três, como o do meu amigo Joaquim O. (Só alguém cujo nome não será aqui revelado percebe o sentido da coisa, mas isso agora não interessa nada. Desculpa lá pessoa cujo nome não será revelado, mas tinha mesmo de fazer esta piadola!). Mas, dizia, é uma pena que ainda não tenham generalizado a produção e comercialização de uma cadela – ou uma gata, vá – insuflável. Ou outros briquedos sexuais, até. Seriam, de certo, um sucesso de vendas. E substituiriam as almofadas com inegáveis vantagens. Isto para além de, quase de certeza, nos proporcionarem histórias ainda mais animadas. Fica a ideia para um potencial investidor na nossa nova zona industrial…

Compartilhar no WhatsApp

O gato inútil

por Kruzes Kanhoto, em 19.05.16

100_4604.JPG

 

Estão a ver aquela cena dos garrafões cheios de água para afugentar os gatos? Esqueçam isso. Não resulta. Os bichanos não se assustam, nem tal coisa os incomoda. Ou então já se habituaram. O gato maricas da vizinha até parece gostar. É o lugar preferido para dormir longas sestas enquanto devia era andar à caça. Que é para isso que um gato serve. Mas não. Este tem medo dos pássaros.  Um mariconço é o que é.

Compartilhar no WhatsApp

País de malucos...

por Kruzes Kanhoto, em 23.04.16

Casas.jpg

Ao outro, coitado, chateavam-no por ofertar electrodomésticos. Pagos, no caso, do próprio bolso. A estes, que compram a simpatia dos eleitores com o dinheiro dos contribuintes, aplaudem. A caridade, pelos vistos, para ser valorizável deve ser feita com fundos públicos. E a compra de votos também.

 

Centeno.jpg

É por estas e por outras que não conseguimos saciar o monstro. Há que pagar os desvarios. De todos os desvairados. E eles são muitos. Os desvarios. E os desvairados.

 

Gatos.jpg

De toda a espécie. E não, não estou a incluir os pequenos felinos. Os malucos são os humanos. Pouco me importa o que fazem com os bichanos, mas lá que isto é coisa de quem não bate bem, lá isso é...

Pensaoparacao.jpg

Mas há os desvairados, os malucos...e isto. Que, a bem-dizer, nem sei ao certo o que lhe chame. Serão os valores, a falta deles ou outra coisa qualquer que só se cura quando alguém lhes dê com um gato morto pelas trombas. Até ele - o gato - miar, como diria a minha avó. Essa sábia senhora.

Manicomio.jpg

Não, não parece. É. Este país é um gigantesco manicómio. Está tudo doido varrido. E pior, orgulham-se disso.

 

 

Compartilhar no WhatsApp