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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Osculações

por Kruzes Kanhoto, em 25.05.17

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 Fonte da imagem: Reprodução/Chris Sembrot

 

Diz que uma escola secundária está em pé de guerra por causa da reprimenda do conselho directivo a duas alunas que terão sido avistadas a beijarem-se. Não será, digo eu, motivo para tanto. Nem para reprimendas ou, ainda menos, para guerras. Isto cada um – e cada uma, também – beija o que lhe dá na realíssima gana e ninguém tem nada a ver com isso. Além dessa coisa da discriminação, ou lá o que é, que, parece, estará na origem do aquecimento dos ânimos. Assim de repente não estou a ver onde está o mal. Duas gajas na beijoquisse pode ser, admito, um bocado badalhoco. Mas, se quisermos ir por aí, nem sei o que diga de uma gaja e um cão na maior lambideira. Mas disso ninguém reclama. Até acham todos muito engraçado. Menos eu, que acho um nojo.

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Liberdade. É disso que se trata, gajas!

por Kruzes Kanhoto, em 17.06.16

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Por um acaso qualquer, que me esforçarei por não repetir, dei por mim a ler um blogue de gajas. Daqueles que, volta e meia e sabe-se lá porquê, estão em destaque no Sapo. Para meu espanto, quer a gaja autora quer as gajas comentadoras estavam manifestamente encantadas com a proibição – censura, é capaz de ser mais apropriado – imposta pelo autarca de Londres à exibição de publicidade, que envolva mulheres com pouca roupa, nos transportes públicos daquela cidade. Esta opinião escapa, confesso, ao meu entendimento. Provavelmente todas elas, as gajas do blogue, serão gordas, feias e mal-apessoadas. Uns camafeus, em suma. Embora isso não se afigure – excepto, quiçá, para as próprias – como um problema de especial importância. Não precisam é de ser invejosas.

Se calhar, um destes dias, por lá, terão de passar a andar na rua um pouco mais cobertas. Coisa que, de certo, também não vão achar mal. Talvez, até, mais dia menos dia, dar porrada na mulher deixe de ser considerado crime. Nessa altura, possivelmente, gajas como as do tal blogue de gajas poderão começar a pensar que talvez se esteja a ir um nadinha longe de mais. Então o mais certo é já ser demasiado tarde. Mas pedir a uma gaja – ou mais – que escreve para gajas, num blogue de gajas sobre coisas de gajas, para perceber que se trata de uma questão de liberdade e não de estética é, seguramente, pedir demais.

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"Ganda" invenção!

por Kruzes Kanhoto, em 25.08.15

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Aplaudo, como quase toda a gente, os avanços da medicina e saúdo o surgimento de novos fármacos com entusiasmo (a bem-dizer não faço nada disso mas pareceu-me uma boa maneira de começar o post). No entanto esta coisa do “viagra” para as mulheres parece-me uma ideia potencialmente perigosa. É que, se bem percebo, caso o tal comprimido corresponda às expectativas, vai trazer de volta ao activo um significativo número de gajas que, até agora, não estariam para aí viradas. Pior - ou melhor,  quiçá - aquilo não terá apenas um efeito orientado para um determinado momento e limitado a um certo intervalo temporal. Facto que, não sendo necessariamente mau nem especialmente preocupante, pode suscitar uma infinidade de problemas. Tantos quantos a imaginação mais prodigiosa conseguir imaginar. O que trará, imagino, consequências que agora nem imaginamos...

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Moda

por Kruzes Kanhoto, em 14.06.15

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A moda é uma coisa chata. Sem piada. Nem sei como é que o gajedo – e uns quantos panilhas, também – perdem tanto do seu escasso tempo de vida a falar ou escrever acerca do assunto. Muito mais animado seria se os gajos do marketing conseguissem pôr o pessoal a trajar fatiotas como a da senhora da foto. O limite seria a criatividade dos designers...

 

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