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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Falta muito para aquilo dos pássaros?

por Kruzes Kanhoto, em 14.09.17

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Pouco admira que um governo de esquerdistas, comunistas e socialistas malucos se sinta tentado a fazer aquilo que todas as ditaduras fazem. Regular todos os aspectos da vida dos cidadãos. Agora chegou a vez dos jogos de futebol. Que, pelos vistos, apenas se poderão realizar quando o governo entender. E, vá lá, que por enquanto apenas entende que não se podem fazer em dia de eleições. Quem sabe, no futuro, também não se possa jogar à bola quando o primeiro-ministro discursa ao país, no fim-de-semana da festa do avante ou quando a Catarina Martins anuncia as próximas medidas a aprovar pelo governo. E ainda bem que a CGTP já não faz manifestações, senão era mais um dia em que não havia futebol para ninguém.

A sequência desta senda reguladora continuará, mais dia menos dia, com as bolachas. Que isto do povo comer desreguladamente o que lhe apetece não é coisa própria de sociedades avançadas e devidamente organizadas. Tipo a Coreia do Norte, a Venezuela e assim. Aproveitando a deixa do sal, da gordura, do açúcar ou seja lá o que for que aquilo tem em excesso, não deixarão também passar a oportunidade de proibir a marca de bolachas “Maria”. Quando muito permitirão que se chamem “Mari@”. A bem de qualquer coisa de que eles se hão-de lembrar.

Mas, a bem-dizer, nada destas palermices que surpreendem. O que me surpreende e preocupa é que exista tanta gente a concordar com elas. A continuarmos assim não estará longe o dia em que, ao ligarmos a TV, nos vamos deparar com um individuo de tez ligeiramente mais escura que a maioria, a garantir que um passarito lhe chilreou qualquer coisa ao ouvido...

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Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 26.03.17

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Haverá na comunicação social muita gente séria e honesta. Na prateleira, provavelmente. É que, a julgar por aquilo que diariamente vamos lendo, entre os que reúnem pelo menos uma daquelas qualidades não serão muitos os que estão no activo. Vejamos dois casos ilustrativos. Só, que não me apetece ser exaustivo.

 

“Pontuar na Luz costuma dar título ao dragão” garante hoje, em plena primeira página, um pasquim que se publica na cidade do Porto. Costuma pois. Ora se costuma. Basta ver o exemplo do ano passado. Ou, se não chegar, o do ano anterior. Estamos, portanto, conversados em termos de qualidade informativa.


Por seu lado “A Bola”, logo na capa, recorda aos seus leitores que “Maxi nunca perdeu contra o Benfica”. Grande feito. Ao alcance de poucos, convenhamos. Principalmente por causa dessa coisa do nunca. Seria, de facto, uma proeza assinalável não se desse o caso desse nunca corresponder a três jogos. Já agora - e até nem custava muito - poderiam ter acrescentado que o uruguaio caceteiro, desde que deixou o Glorioso nunca mais foi campeão. Mas isso, enfim, sou eu que tenho algum apreço pelo rigor terminológico. Coisa que, obviamente, não se pode esperar dos lambe-cús da actual comunicação social tuga.

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Eu também "acradito"!

por Kruzes Kanhoto, em 22.02.16

Garantia um benfiquista, visivelmente desanimado com o comportamento da equipa sempre que defronta os rivais, que não se é campeão perdendo os derbis. Ora aí está um adepto ciente das limitações da equipa e que já se está a preparar psicologicamente para a perda do campeonato. Pensava eu, na mesa ao lado, enquanto beberricava um dos últimos cafés com vinte e três por cento de iva. Nada disso, retorquiu de imediato o cidadão – nem sei se benfiquista - a quem o adepto do Enorme tinha manifestado o receio de não ver o Glorioso atingir o tri. Então, prosseguiu, por que raio não há-de o Benfica ser campeão, ainda que não ganhando ao porto e ao sporting, se o Costa mesmo perdendo as eleições para o PSD e CDS chegou a primeiro-ministro?! Faz sentido. Mas futebol e politica não são bem a mesma coisa. Em comum apenas têm o facto de, ambos, estarem repletos de gajos cheios de sentido de oportunidade.

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Refeições, fruta e transferências bancárias.

por Kruzes Kanhoto, em 29.10.15

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Acho mal – do pior, mesmo – isso das ofertas aos árbitros. Inclua o rol do ofertório canetas, camisolas, fruta, refeições ou apenas uma bebida num bar qualquer. Ou, até, coisas de menor importância como depósitos em dinheiro nas contas bancárias dos homens da arbitragem. Estou, portanto, do lado dos indignados que exigem a descida de divisão dos clubes ofertantes. E a despromoção não seria para a segunda divisão. Iam era direitinhos para os distritais.

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"Eles mentem muito. Nunca vi mentir tanto."

por Kruzes Kanhoto, em 20.09.07

Convicto que a equipa que dirige não vai a lado nenhum, ainda menos à fase final da competição para a qual está a disputar a qualificação, o treinador, que não quer por nada ser despedido, pensa numa estratégia para se manter no cargo.

Na sequência de uma ideia luminosa acabadinha de surgir esmurra o primeiro jogador adversário que lhe surge por perto, alega que foi em defesa de uma minoria e no dia seguinte, frisando que não tem culpa, pede desculpa a toda gente.

Quando é conhecido o castigo aplicado pela uefa o treinador rejubila. O castigo são apenas quatro jogos de suspensão. Os que faltam disputar à sua equipa. Não pode estar no banco, nem lá perto. Maravilha. Assim ninguém o pode culpar da não qualificação. Nem despedir. Afinal não tem culpa.

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"Eles mentem muito. Nunca vi mentir tanto."

por Kruzes Kanhoto, em 20.09.07
"Eles mentem muito. Nunca vi mentir tanto."
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