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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Mais mil milhões que voaram...

por Kruzes Kanhoto, em 11.06.17

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A administração tributária terá deixado prescrever, no último ano, dividas ao fisco no valor aproximado de mil milhões de euros. Assim, sem mais nem menos. Sem que, aparentemente, nada aconteça. A coisa parece ficar por um simples “olha que aborrecimento, lá perdemos uns trocos”. Ou, se calhar, nem isso. Ninguém se rala por tão pouco. Agora, que se os factos ocorressem na vigência de outro governo qualquer teríamos conversa para vários dias. Afinal, trata-se apenas de uma bagatela que daria para pagar cerca de um mês de vencimentos aos funcionários públicos. Quase nada, portanto.

Mais do que a perda de tanto dinheiro – a somar a muito outro que já se perdeu em receita fiscal – o que me deixa estupefacto é a reacção que observo em meia dúzia de blogues – não me apeteceu ler mais – de acérrimos apoiantes da geringonça. Para quase todos a culpa não é do governo. Coitado, não tem responsabilidade nenhuma nisso. Os culpados são os malandros dos funcionários. Esses patifes que só atrapalham. Nisto e noutros – poucos - aspectos onde a actuação do governo ainda não conseguiu atingir a genialidade. Eu sei que reverter cortes nas reformas actuais à custa de cortes nas reformas futuras, faz toda a diferença na maneira como os reformados de hoje e os reformados de amanhã olham para o governo. Não precisamos é de ficar cegos. Ou, apenas, de não querer ver. Nem escrever.


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É a conta...ó faxavor!

por Kruzes Kanhoto, em 26.02.17

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Os taberneiros continuam a fugir ao fisco. Como sempre fizeram, diga-se. Estimam uns entendidos no assunto que a marosca chegue aos quinhentos milhões de euros. Coisa pouca, convenhamos. Nada que surpreenda. É, até, algo perfeitamente normal. Mais ainda desde que a geringonça decidiu baixar o IVA e, por força da menor dedução no IRS, desincentivar a exigência de factura pelo consumidor. Se, antes, a porta do galinheiro estava entreaberta agora, com esta medida, está totalmente escancarada e a chave entrega às raposas. Hoje em dia ninguém quer factura. Nem eu já ligo a isso. Qual é, portanto, o espanto?! Quanto aos milhões a menos, alguém os pagará. Tenho uma vaga ideia acerca de quem vai ser... 

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Inferno fiscal

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.16

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Desconheço se o proprietário deste imóvel estará ou não sujeito ao imposto da gaiata Mortágua. Ignoro, igualmente, o valor que lhe foi atribuído pelo fisco. Mas, suspeito, não deve ser assim tão pouco. O prédio está à venda há alguns anos e, pelos vistos, ninguém lhe pega. É disto que por aqui escrevo de vez quando. Do valor manifestamente exagerado da avaliação fiscal, dos impostos a que os imóveis estão sujeitos e da pouca ou nenhuma rentabilidade que, em muitas circunstâncias, os proprietários deles obtêm. Pode, admito, nada disto se aplicar a este caso em concreto. Agora o que não se pode é presumir que alguém, pelo simples acaso de possuir algum património, é automaticamente um ricaço da pior espécie e por isso merece ser tributado ao nível do esbulho.

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Esquerda para lamentar

por Kruzes Kanhoto, em 30.01.16

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A esquerdalha “descobriu” agora que, ao contrário do que tem andado a papaguear, a redução da taxa do iva na restauração abrirá um buraco descomunal nas contas públicas. Mas, ainda assim, acredita que pode avançar com mais essa loucura. Nada que os aflija. Nomeadamente quando a ideia daqueles malucos parece ser forçar a saída do euro. Entre quebra de receita fiscal, fuga ao fisco e tramóias diversas será só mais um Banif. Isto só à conta do sector da restauração. A única diferença é que este se repete todos os anos. Daí que, digo eu, é capaz de ser um bocadinho difícil convencer os gajos das Europas de que esta é apenas mais uma medida extraordinária. Ao contrário dos extraordinariamente parvos apoiantes do governo, que estão mais do que convencidos da genialidade de tudo o que brota da ala esquerda “para lamentar”...

 

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Se querem privacidade não ponham a foto no fuçasbook!

por Kruzes Kanhoto, em 21.01.16

Ainda não li as reacções – que presumo já abundem por aí – à ideia do governo de obrigar os bancos a comunicar às Finanças os saldos das contas bancárias de cada um. Se relativamente ao número de contribuinte nas facturas é o escarcéu que se conhece, nem quero imaginar o que será se esta medida for avante. Por mim aplaudo de pé. Só peca por tardia. Embora tenha muitas dúvidas, para não dizer certezas, quanto à possibilidade da comissão de protecção de dados conceder autorização para que tal aconteça. Por cá protege-se sempre o prevaricador. Nem que para isso se castigue a vitima. E, neste caso dos impostos, as vitimas somos nós. Os que pagamos impostos e que não temos nada a esconder por detrás de uma privacidade que alguns evocam de cada vez que dá jeito.

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Coisas de malucos. Ou de portugueses, tanto faz.

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.16

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Ainda as penhoras - ou a sua impossibilidade - por dividas ao fisco. Podia argumentar, baseando-me na sabedoria popular, que quem não aguenta o peso larga a carga. Mas não, não vou por aí. Admito, até, a bondade na lei quanto a um ou outro caso. Custa-me é aceitar que muitos chicos-espertos – seguramente a esmagadora maioria dos envolvidos – se continuem a rir à conta de todos. Ou a roubar-nos. Como aquele taberneiro que não entregou o IVA que eu lhe paguei. Mas se é disto que o povo gosta...

Tal como também gosta daquela coisa de taxar as heranças. Um roubo que a maioria de esquerda pretende que o Estado volte a fazer aos contribuintes. Ou seja. Para a esquerda e, a julgar pelas opiniões que vou lendo e ouvindo, para a maioria da população sensível, educada, culta, solidária e tudo o mais que se queira, deve-se perdoar os caloteiros mas, simultaneamente, obrigar outros a pagar aquilo que já é seu por direito ainda que, eventualmente, nem tenham liquidez para o fazer. Embora, neste caso, possam sempre também eles tornarem-se caloteiros e, assim, obter o perdão daqueles que os pretendem roubar. Coisa de malucos? Não. Estamos em Portugal e esta é a vontade dos portugueses.

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A estupidez devia ser taxada...

por Kruzes Kanhoto, em 26.07.15

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Apreciamos a rebaldaria, admiramos o chico esperto e detestamos o rigor. Somos assim, enquanto povo. Não há nada a fazer. Por mim gosto de ser o labrego da barraca que o imbecil que escreveu este comentário retrata. Com uma pequena nuance. Estou-me nas tintas para o Audi. Não gosto é de pagar impostos. Coisa que o javardola que se diz de férias na Grécia, provavelmente, nem sabe o que é. Que fique por lá. Patetas destes não fazem cá falta nenhuma.

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