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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Bem-dita geringonça!

por Kruzes Kanhoto, em 04.10.16

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Sempre achei bem essa cena de aumentar os impostos indirectos e não é agora, só por ser a gerigonça a concretizar o que defendo, que vou mudar de ideias. Ainda assim, melhor ainda acharia se esse aumento, em vez de servir para esturrar mais e mais dinheiro, fosse aproveitado para reduzir a tributação sobre o trabalho e os imóveis. Mas isso são outras contas que pouco importam às Mortáguas e aos Galambas desta vida.

Estou, portanto, de acordo com o tal imposto sobre o açúcar, a fast-food ou lá o que é aquilo que os geringonços se preparam para inventar. Acho bem. Receio é que não passe do papel. Alguém de entre eles se há-de lembrar que a coisa vai incidir sobre bens que os alegados mais pobres consomem em abundância. E, quem tiver dúvida quanto a isso, que olhe para os tapetes das caixas dos supermercados e atente nos bens alimentares que esses tais pobres adquirem. Comida ultracongelada, batatas fritas e refrigerantes são os itens que constam do cardápio. Pudera. São baratos, não dão trabalho a cozinhar e não necessitam de qualquer espécie de dote culinário. Vão pôr é essa malta a pagar impostos. Finalmente. Bem-dita geringonça!

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