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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Bravatas à tuga...

por Kruzes Kanhoto, em 07.05.16

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Agora a sério. Continuo a achar parvo que mais de mil pessoas tenham apresentado queixa contra o idiota que publicou o vídeo do canito no Facebook. Até porque, parece-me, a esmagadora maioria dessas almas desconhece o sarilho em que se meteu. A bravata vai sair-lhes cara. Terão de prestar depoimento num posto policial qualquer e, se a coisa chegar a julgamento, estar presente em audiência para testemunhar acerca da ocorrência. O que, garanto por experiência própria, não é das situações mais agradáveis. Principalmente pelo tempo perdido e as inúmeras deslocações ao tribunal onde os factos serão julgados – sim que o julgamento não deverá ser despachado numa única sessão – com todas as consequências, de toda a ordem, daí decorrentes. E se pensam que aquilo da vídeo-conferência e outras modernices podem minimizar os transtornos que descrevi, esqueçam. Ou melhor, tirem o cavalinho da chuva não vá ele constipar-se e alguém queixar-se que andam a mal-tratar a alimária.

 

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Interrogue-se o cão! Ele que diga tudo o que sabe!

por Kruzes Kanhoto, em 24.02.16

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Nas redes sociais, sempre que o assunto são os animais, a polémica está assegurada. As opiniões entre o parvo e o esquisito multiplicam-se. Livre-se alguém, com um pouco de lucidez - apenas relativamente ajuizado será suficiente - deixar por lá uma opinião vagamente sensata. Está feito. Os amiguinhos dos animais tratam de destilar todo o ódio que carregam em relação aos que insistem – veja-se o desplante – em achar que entre pessoas e bichos ainda é capaz de existir alguma diferença.

Ontem, a propósito do cão que matou o dono, deparei-me com mais umas quantas dessas criaturas. Apesar de quase todos fazerem parecer o Bruno de Carvalho um cavalheiro, não consigo deixar de lhes achar piada. Divertem-me. São tão burros, mas tão burros, que nem chegam a meter dó. São hilariantes, apenas.

Entre todos, seleccionei o comentário que ilustra esta posta. Não lhe consegui resistir. Aquilo de pretender que o cão preste declarações para se saber o que alega em sua defesa é mesmo genial!

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O que é mais difícil, carregar uma foto no facebook ou confirmar uma despesa no e-factura?

por Kruzes Kanhoto, em 11.02.16

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O e-factura constitui o mais eficaz meio de combate à evasão fiscal inventado nos últimos anos. Daí que não surpreenda a permanente descredibilização de que tem sido alvo. Nem, ainda menos surpreendente, que o actual governo o queira arrumar. Deve ser uma espécie de reversão. Ou, bem à maneira socialista e esquerdola em geral, um prémio aos trafulhas e a todos aqueles que apreciam viver na barafunda. Usam, como argumento para deitar aquilo abaixo, a lengalenga dos velhinhos que, coitadinhos, não se entendem com estas modernices. Nem os velhotes nem os mais desfavorecidos que, coitados, não possuem essas geringonças informáticas nem têm acesso à Internet. Deve ser, deve. Mas só para o que convém. A mexer no Facebook são, uns e outros, uns especialistas...

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Devo ser um "especista", eu... O que, presumo, será crime um dia destes.

por Kruzes Kanhoto, em 01.11.15

O que está hoje a indignar os profissionais da indignação que operam no facebook – uma espécie de brigada do politicamente correcto – é o caso da morte, devido a electrocussão, de um canito no passeio marítimo de Oeiras em consequência de uma avaria num foco luminoso instalado no pavimento. Chocante esta morte. Até porque podia dar-se o azar de ter sido uma pessoa. Tudo o que vem a seguir é que se dispensa. Nomeadamente o discurso que equipara os animais às pessoas, tornam-os quase humanos e enxovalhando todos os que têm a lucidez de recordar aos mais fanáticos da causa animal – uma imensa trupe de urbano deprimidos - que os bichos não podem ter os mesmos direitos nem a sua existência valer o mesmo que a vida humana.

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Tudo é relativo. Mas há coisas mais relativas do que outras.

por Kruzes Kanhoto, em 23.10.15

Leio e ouço com frequência que o país está numa espécie de emergência social. Pode ser que sim. Mas tendo a desconfiar que isso da emergência é capaz de ser manifestamente exagerado. Nomeadamente quando os exemplos apontados vão num sentido bastante diferente daquilo que por aí se vai vendo.

Atente-se no caso dos reformados. Uma “classe” que, vá lá saber-se porquê, é permanentemente apontada como a principal vitima da pretensa malvadez do governo. Admito que, como quase todos os portugueses, tenham fundados motivos de queixa das opções de quem governa. Convém, contudo, relativizar as coisas. Se consultarmos as páginas pessoais no Facebook de muitos reformados, os lamentos que lá vão deixando relativamente aos alegados maus tratos governativos de que estão a ser alvo, não são compatíveis com as numerosas fotografias de convívios gastronómicos, viagens, cruzeiros e outros eventos manifestamente dispendiosos onde constantemente marcam presença. Nada, obviamente, tenho a ver com isso. Acho até muitíssimo bem que pratiquem essas actividades e todas as outras que lhes dê na real gana. O que me desagrada é que se queixem da miséria para onde foram atirados quando, se calhar, estão a gozar de privilégios que nenhuma geração teve antes e que, a seguir, mais nenhuma terá.

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Há muita falta de memória...

por Kruzes Kanhoto, em 12.09.15

Escrevi em inúmeras ocasiões que os portugueses nada aprenderam com a crise. Nada. Nadinha. Népia. A maioria não percebe a ponta de um corno de politica, são iletrados em matéria financeira e, quase todos, uns perfeitos ignorantes da nossa história. Mesmo da mais recente. Além de que padecem de outro problema. São terrivelmente esquecidos e apenas conseguem reter na memória as recordações de curtíssimo prazo.

Tanto assim é que se preparam para colocar outra vez o PS no poder e eleger toda a tralha de incompetentes que nos levou à falência. Outro sinal – tão preocupante como o primeiro - é que, a julgar pela amostra de hoje, se puderem vão às trombas ao Parvus Coelho. Já não se lembram que o último politico que levou nas fuças foi Presidente da República durante dez anos quando, na campanha em que foi escovado, não tinha mais de oito por cento das intenções de voto...



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