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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Acolhimentos

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.17

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Desconheço, até porque só vi de longe, a que espécie de acolhimento se refere a tarja afixada – presumo com a devida autorização municipal – no coreto cá do sítio. Deve ser, calculo, algo que tem a ver com o turismo. Uma maneira simpática de saudar os muitos turistas que nos visitam, provavelmente. O que, diga-se, só nos fica bem. São eles que estão a fazer crescer a nossa economia, a contribuir para a queda do desemprego e, de certa maneira, a tornar-nos um povo mais feliz e optimista. São bem-vindos e merecem o nosso agradecimento. Esses. Quanto aos outros…que saibamos honrar a memória do nosso primeiro rei.

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O eleitor multiculturalista

por Kruzes Kanhoto, em 21.05.17

Ciclicamente há quem se lembre de sugerir que a autarquia cá do sitio - Estremoz, no caso -  deve construir casas para albergar os habitantes do resort. Não são, felizmente, muitos os defensores desta ideia. Se quisermos ter a certeza quanto ao seu número nem são necessárias grandes contas. Basta atentar nos resultados eleitorais das forças politicas que se têm candidatado a dirigir os destinos do município. Poucas terão proposto isso aos eleitores e quem o fez, se é que alguém se atreveu, teve o sucesso eleitoral que se conhece.

Confesso, no entanto, que começo a mudar de opinião acerca deste tema. Não me chocaria que, no âmbito de um projecto piloto qualquer, a autarquia realojasse alguns moradores do bairro de barracas. Só para ver como é que a coisa corria. O que não falta por aqui – tal como em todo o interior – são habitações devolutas. Mais que muitas. Daí que não existe necessidade nenhuma de edificar novas construções. Basta aproveitar o que há. Bem que a autarquia, aproveitando o bom momento financeiro que atravessa, podia adquirir umas quantas habitações e instalar lá parte daquela população. Perto, condição sine qua non, daqueles que entendem ser obrigação do município dar uma casinha a essa gente. Seria um projecto com sucesso garantido e capaz de suscitar a admiração por esse mundo fora. Nomeadamente ao nível de integração social e do multi-culturalismo.

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Ironias...

por Kruzes Kanhoto, em 28.03.17

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A política local não é tema que caiba neste blogue. Mas hoje apetece-me fazer uma excepção. Uma coisa assim para confirmar a regra. O assunto, convenhamos, merece. Até porque não é todos os dias que um tribunal declara a perda de mandato de um presidente de Câmara. O que, como não podia deixar de ser, constitui o assunto do momento cá na cidade.

Não tenho sobre o caso nenhum “estado de alma” acerca do qual valha a pena dissertar. Tão pouco me importa a forma, o conteúdo, a bondade ou não de todas as tomadas de posição acerca do assunto ou outros pormenores da trama. Nem sequer os pormaiores. O único detalhe que não me deixa indiferente é a ironia do autarca poder vir a perder o mandato - se, a seguirem-se eventuais recursos, a sentença vier a ser confirmada por instâncias superiores - na sequência de uma sua decisão que envolve deixar de fazer despesa.  Coisa que é capaz de ser mais ou menos inédita. Assim a atirar para o sui generis, quase.

 

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Inferno fiscal

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.16

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Desconheço se o proprietário deste imóvel estará ou não sujeito ao imposto da gaiata Mortágua. Ignoro, igualmente, o valor que lhe foi atribuído pelo fisco. Mas, suspeito, não deve ser assim tão pouco. O prédio está à venda há alguns anos e, pelos vistos, ninguém lhe pega. É disto que por aqui escrevo de vez quando. Do valor manifestamente exagerado da avaliação fiscal, dos impostos a que os imóveis estão sujeitos e da pouca ou nenhuma rentabilidade que, em muitas circunstâncias, os proprietários deles obtêm. Pode, admito, nada disto se aplicar a este caso em concreto. Agora o que não se pode é presumir que alguém, pelo simples acaso de possuir algum património, é automaticamente um ricaço da pior espécie e por isso merece ser tributado ao nível do esbulho.

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Qualidade de vida...é um conceito muito vago!

por Kruzes Kanhoto, em 05.11.16

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Acredito que uma empresa de estudos de mercado faça as suas análises com base na seriedade, no rigor e na competência de quem os elabora. Nem me passa pela cabeça que os resultados apurados não sejam analisados à lupa e que eventuais falhas não sejam corrigidas antes da sua divulgação pública. Daí a minha perplexidade perante um estudo que aponta cinco concelhos do vizinho distrito de Portalegre como aqueles que possuem, a nível nacional, melhor qualidade de vida.

Admito que, em todos eles, se viva extremamente bem. Melhor, admito também, do que no meu. Que, diga-se, nem desconfio em que posição se encontra. Embora, olhando para a pontuação dos melhores do distrito de Évora, presuma que se situe num lugar muito distante dos primeiros. Deve ser dos indicadores, ou lá o que é. Diz que neste estudo deram muita importância a aspectos como a educação, a saúde ou a cultura.

Deve ser por causa desses critérios que Sousel é considerado, pelo tal estudo, o segundo melhor concelho do país para viver. Muito melhor do que Estremoz, que dista daquele paraíso uns miseráveis dezassete quilómetros. Quase nada, convenhamos. Um trajecto que se faz em pouco mais de vinte minutos e que é percorrido diariamente pelos alunos souselenses que, concluído o ensino básico, pretendem frequentar o secundário e o lugar mais perto para o fazerem é Estremoz. Ou por aqueles que durante a noite e ao fim de semana são acometidos por alguma maleita e, se a coisa for ligeira, têm de recorrer ao serviço de atendimento de Estremoz. O mesmo para os que queiram ir ao cinema, dado que em Sousel também não há e o mais próximo, adivinhem, é o de Estremoz.

Não coloco, naturalmente, em causa a credibilidade deste estudo. Outros itens haverá naquele concelho que dão a Estremoz uma goleada de dez a zero. Não estou é, assim de repente, a ver nenhum...

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Tomatada

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.16

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Consta – presumo que seja verdade - que esta semana, ao atravessar a cidade pela EN 18, um automobilista terá sido surpreendido pelo arremesso de objectos contra a sua viatura ao circular na zona da rotunda da “Primavera”, junto ao Continente. Tomates, no caso. Significa, portanto, que o senhor em causa se pode considerar um sortudo. Outros, igualmente ao que se diz, não terão tido, noutras ocasiões, a mesma fortuna. Os itens que voam em direcção a quem passa, parece, costumam ser de natureza mais consistente e, por isso, capazes de causar estragos de maior monta.

Coisas de crianças, provavelmente. Ou próprias da irreverência de uma juventude sem perspetivas de futuro, talvez. Quiçá, até, de adultos marginalizados por uma sociedade incapaz de os integrar. Não sabemos. Mas lá que constitui uma boa explicação, isso constitui.

Podem, porventura, ter sido os militares da GNR – o quartel, para quem não sabe, é mesmo ali – a treinar a pontaria. Se atirarem tomates aos meliantes pelo menos não correm o risco de os matar e, por causa disso, acabar na prisão ou, pior, na miséria. Pouco provável esta hipótese, reconheço, mas fica a ideia.

Já completamente de descartar é a possibilidade do ataque ter partido dos habitantes do resort. Ná. Não acredito. Não são gajos para isso. Ainda que os tomates estivessem impróprios para consumo eles não os iam desperdiçar. Uma saladinha, para desenjoar depois de uma tarde nas cervejolas, cai sempre bem. Cá para mim aquilo foi algum espanhol a antecipar a tomatina deste ano, ou isso.

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Ó sol és a minha crença...

por Kruzes Kanhoto, em 07.08.16

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Estremoz. Catorze horas e trinta minutos. Cinquenta graus. É nestes dias que mais me lembram os idiotas que fazem piadas acerca da lentidão dos alentejanos e da nossa alegada pouca propensão para o trabalho. Gostava de os ver a trabalhar oito horas sob este sol. Depois, se sobrevivessem, falávamos acerca da vontade de trabalhar.

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Se aqui está assim imagina em Beja!

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.16

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Estão a ver aquela graçola de oportunidade acerca do calor em que o alentejano desabafa para o amigo, “se aqui está assim imagina em Beja”? Não?! Não interessa. Esqueçam. Aqui está mais calor. Isto foi ontem. À sombra, aí pela cinco da tarde. Hoje foi igual e amanhã também vai ser assim. Por isso não se queixem do calor. Ou, se tiverem mesmo de se queixar, podem sempre dizer: Se aqui está assim imaginem em Estremoz!

 

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Só eu sei porque não fico em casa...

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.16

 

 

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Mais uma FIAPE e mais um enorme sucesso. Para todos. Organização, concelho e contribuintes em geral nomeadamente. Nada de surpreendente. É, salvo uma outra rara excepção, o que se repete há trinta anos.

Duas questões inquietantes, no entanto. Que, reconheço, apenas a mim inquietam, não interessam a mais ninguém e apenas as menciono porque este espaço é meu e aqui faço menção às inquietações que muito bem entender. Têm ambas a ver com os espectáculos musicais. A primeira: Que faço eu ali?! A segunda: Que fazem ali bebés com poucos meses de vida?! Uma multidão de largos milhares de espectadores num espaço onde, em caso de emergência, dada a elevada concentração de pessoas não será propriamente fácil sair ou entrar e decibéis muito acima daquilo que os meus ouvidos toleram não constituem o cenário onde me sinto mais confortável. Nem, acho eu, o mais recomendável para criancinhas pouco mais que recém-nascidas. Mas isto, como é óbvio, tem sempre a ver com a falta de juízo de cada um. Minha e dos alegados pais dos ditos bebés.

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A casa já veio abaixo

por Kruzes Kanhoto, em 10.04.16

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Há por aqui umas alminhas muito aflitas com a hipotética venda, pelo município local, das ruínas da antiga casa da Câmara. Diz que os destroços do imóvel vão ser vendidos em hasta pública a quem mais oferecer por ele, ficando o eventual comprador com a obrigação de fazer ali qualquer coisa no âmbito do turismo. Diz, reitero. Porque daí até fazer, terá de ser percorrido um caminho muito longo. E, por envolver a malta que superintende nos assuntos da cultura e do património, muito sinuoso. Fácil, fácil era se fosse em Évora ou assim.

Mas voltando à aflição. Não estou a ver motivo para tanto. Aquilo não serve para nada. Está ao abandono desde que me lembro. Empregar dinheiro público – dos nossos impostos, portanto – a reconstruir o edifício seria criar mais um elefante. Daí que a opção de venda é, sem dúvida, a mais ajuizada. Principalmente se dali resultar um investimento que crie riqueza e, nomeadamente, postos de trabalho. Daqueles à séria.

Presumo que uma enorme falange de contestatários da venda preferissem ver o imóvel transformado em mais um espaço cultural. Como aqueles que há por aí aos pontapés, vazios ou para entreter velhotas entediadas, que muito caros ficam aos contribuintes. É uma opinião. Vale o que vale. Como todas as outras, de resto. Custa é muito mais aos nossos bolsos.

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Declaro-me amnistiado

por Kruzes Kanhoto, em 28.02.16

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Provavelmente devido à inexistência de factos relevantes, a Amnistia Internacional resolveu incluir no seu relatório anual uma referência ao incidente ocorrido o Verão passado nas piscinas municipais de Estremoz e que levou o municipio local a proibir uns quantos moradores do resort cá do sitio de frequentar o espaço. 

Cagar no meio aquático parece-me, de facto, um direito inalienável de qualquer ser humano. Que, como qualquer outro direito – inalienável, adquirido ou de outra espécie – não pode ser posto em causa apenas por individuos racistas, xenofobos e portadores de outros defeitos, o principal dos quais não serem de esquerda, se sentirem incomodados com a presença de um cagalhão na água em que se banham. Nem se entende como é que isso constitui motivo para aborrecimento. Menos ainda quando, alegadamente, se trata de um cagalhão dotado de um alto teor de multiculturalismo.

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E as gajas nuas?! Por que raio é que não há gajas nuas, porra?!

por Kruzes Kanhoto, em 07.02.16

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Está tudo muito bom, muito bonito, muito jeitoso e tudo o mais que se queira. Concordo com tudo e mais o resto que se diga, escreva ou murmure. Mas falta a sátira. E, principalmente, as moçoilas desnudadas. Há, portanto, que cortar no apoio público. O dinheiro dá para demasiada farpela...

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Hoje fico-me por cá

por Kruzes Kanhoto, em 22.11.15

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Embora a qualidade – ou a falta dela – da imagem não deixe perceber, a placa por baixo do sinal de transito proibido diz “excepto veículos afectos ao transporte para o CCVE”. Que é como quem diz Centro de Ciência Viva de Estremoz.

 

Presumo que o problema se situe mais ao nível da minha compreensão. Talvez, reconheço, não revele grande capacidade para assimilar todos os conceitos que envolvem a ciência da colocação da sinalética de trânsito. A incompreensão que manifesto quanto à sinalização do meu bairro é disso um bom exemplo. Mas, neste caso em concreto, sempre gostava de saber para que serve ao certo – ou até mesmo ao incerto - aquele sinal.

 

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Pombos

por Kruzes Kanhoto, em 26.03.15

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Cá a terrinha, como quase todas as outras sejam grandes ou pequenas, está cheia de pombos. O que não surpreende. Os gajos reproduzem-se como o caraças e, para ajudar à festa, há sempre uns javardões a tratar de os alimentar. Devem-lhes achar muita graça, eles. Ou, coitados, pensam que estão a fazer uma boa acção. Se a isso juntarmos a habitual e tão característica inércia das autoridades que deviam tratar disto e não tratam, temos a javardice perfeita.

 

 

 

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A pato "dado"...Ou a estória de um dado pato.

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.08
Desde a abertura do Modelo em Estremoz, dentro do espírito concorrencial que move estas coisas, que o Pingo Doce "oferece" um produto, previamente anunciado, a quem efectuar compras superiores a determinado montante, normalmente 25 ou 30 euros. Uma iniciativa simpática e que já distribuiu pelos clientes bacalhau, polvo ou bolo rei.Hoje, a promoção do dia era pato congelado. Dentro da arca frigorífico acomodavam-se patos de vários tamanhos, a maioria tipo Gastão ou Peninha, o meu herói preferido e ao qual obviamente me estava a afiambrar. Mas, como tenho tanta sorte para estas coisas como o Donald, acabei por trazer um do tipo Zézinho. O que é muito bem feito, diga-se, para não me armar em Patacôncio e desatar a encher o carrinho só para trazer a ave. Que nem sequer é Maria.Como sempre, quem tem razão é o Patinhas que protege as suas moedas destas bruxarias.
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A pato "dado"...Ou a estória de um dado pato.

por Kruzes Kanhoto, em 09.01.08
A pato "dado"...Ou a estória de um dado pato.
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Resultados porreiros, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.07
Concluída que está a primeira sondagem "Kruzes Kanhoto" é tempo de analisar os resultados.Em primeiro lugar a participação. Verificaram-se onze votos, o que significa que todos os leitores do blog participaram. Ou seja uma fantástica participação de 100%!!!!!Quanto aos resultados. Nove dos votantes considerou a "Cozinha dos Ganhões" um acontecimento porreiro, pá! O que sem dúvida é um resultado porreiro, pá.Apenas um único leitor considerou a edição de este ano "como as demais". O que também não deixa de ser porreiro, pá!Para um outro leitor esta foi a melhor edição de sempre do certame. Ainda bem que acha isso! É genialmente porreiro, pá!
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Resultados porreiros, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.07
Resultados porreiros, pá!
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O tgv não passa aqui...

por Kruzes Kanhoto, em 26.11.07
Foi recentemente publicado no Diário da Republica o Decreto nº 25/2007, que estabelece diversas medidas preventivas nas áreas abrangidas pelo traçado preliminar da ligação Lisboa-Madrid. E, felizmente, o traçado do comboio de alta velocidade passa longe, o que constitui uma excelente noticia para o concelho de Estremoz.
Tudo indica que, para chegar à estação a construir na zona do Caia, a linha atravessará os concelhos de Redondo e Alandroal, passando perto de Juromenha e seguindo daí numa linha praticamente paralela ao rio Guadiana até à dita estação.
Isto, claro, se os "Al Gores" alentejanos estiverem de acordo...
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O tgv não passa aqui...

por Kruzes Kanhoto, em 26.11.07
O tgv não passa aqui...
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