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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O cone

por Kruzes Kanhoto, em 16.12.17

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Se eu fosse um gajo com queda para a dissertação desatava para aqui a tecer considerandos acerca da época natalícia. Mas não tenho esses dotes. Nem, a bem dizer, dissertar seja coisa que me apeteça por aí além. Fico-me pelo cone. Que, sem se saber ao certo como nem porquê, se tornou no mais recente símbolo de Natal. Deve ser para não ofender os amigos dos pinheiros, ou isso. Mas, seja lá qual for o motivo, agora todas as terras têm um. Nós, por cá, também. E está janota, o sacana do cone.

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Ladrão no espeto

por Kruzes Kanhoto, em 29.11.17

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Acredito que a capa do Jornal E – um dos dois quinzenários que se publicam em Estremoz – dificilmente deixará alguém indiferente. Por mim acho-lhe piada. Mesmo não percebendo – ainda não li o jornal, confesso – as circunstâncias, rocambolescas na certa, que levaram o meliante a ficar em tão insólita posição. Se o jornal devia ou não publicar a foto, mais ainda na capa como hoje já vi e ouvi discutir, é coisa que pouco me importa. Pode o autor não ganhar nenhum prémio no âmbito do foto-jornalismo mas lá que o “boneco” está bem apanhado, isso está. E o ladrão, também. Ou alegado, sei lá.

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Aeroporto de Estremoz

por Kruzes Kanhoto, em 25.11.17

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Isso da descentralização parece-me uma coisa catita. Já mudar a sede de um instituto publico ou outro organismo qualquer de Lisboa para o Porto é, apenas, uma coisa parva. Descentralizar seria transferir serviços para o interior. Para cá da A1 a norte ou da A2 a sul. O resto é politiquice - da cara, no caso - para entreter autarcas e espevitar regionalismos bacocos como aquele de que padecem os portuenses.

E se vai um instituto para o Porto, que tem quase tudo, porque não um aeroporto para Estremoz? A campanha publicitária a promover voos já está online. Agora só falta a vontade política.

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O décimo terceiro mês...

por Kruzes Kanhoto, em 25.10.17

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Trinta dias tem Novembro, Abril, Maio e Setembro. De vinte e oito há só um e os demais têm trinta e um. Já com o nome Estremoz não conheço nenhum...

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Velharias

por Kruzes Kanhoto, em 07.10.17

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Segundo um site de passeatas, a feira das velharias que semanalmente se realiza em Estremoz constitui um dos locais de visita obrigatória para todos os passeantes. Também acho. Mesmo que não ache grande piada ao material exposto e, não raramente, fique sem saber se o item para o qual estou a olhar é classificável como velharia ou como lixo. Mas esta classificação fica, naturalmente, para os entendidos no assunto. A mim tanto se me dá.

Já a este quiosque, situado no centro da dita feira, não hesito em classificar como velharia. Apesar de fechado há anos, está tal e qual – ou quase, vá – como no último dia em que esteve aberto. O que, salvo melhor opinião de algum versado na temática, constitui uma inegável mais valia para o espaço circundante. É a preservação de equipamentos desta natureza que enriquece o património colectivo e mantém vivas as memórias de um povo. Está é a precisar de uma pintura, ou isso...

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Mais coisinhas boas promovidas pela geringonça...

por Kruzes Kanhoto, em 28.07.17

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O facto de eu ter um Dácia na garagem e um morador das Quintinhas um Audi, não faz de mim um pobre nem transforma o habitante do resort mais famoso de Estremoz e arredores num rico. Tão pouco comparar o dinheiro que eu possa ter depositado no banco ou que o outro sujeito tenha, suponhamos, enterrado na sub-cave da barreca pode servir para aferir das necessidades de cada qual. Mesmo a eventualidade de sair o euromilhões a um de nós – a mim ou ao cigano das Quintinhas – não fará de nenhum dos dois um milionário. Na ocorrência de tal bambúrrio, se ambos retirarmos o dinheiro do banco – o que constituiria uma medida ajuizada, saliente-se – ambos podemos ser considerados uns pobres de Jó e, logo, candidatos a receber o RSI. Sim, que nestas coisas – como em todas as outras, aliás – a malta de esquerda é que sabe. E se a malta da esquerda disser que o sortudo apostador pode receber umas valentes maçarocas da Segurança Social, então é porque assim é que está bem e encerra-se já aqui o assunto.

De referir, por fim, que quem não estiver de acordo com o exposto é racista, xenófobo, populista, cultiva um discurso de ódio e devia era estar preocupado com o Berardo, o Oliveira, o Cavaco, o Dias Loureiro e as grandes fortunas que não pagam impostos. Mencionar o Sócrates, o Vara ou três bancarrotas com governos do Partido Socialista não vale.

 

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Estou no trabalho, amor.

por Kruzes Kanhoto, em 24.07.17

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É este o sugestivo nome de um estabelecimento de diversão, bar, café ou seja lá o que for que tem as portas abertas cá no burgo. Bem esgalhado, o raio do nome. Há, no entanto, uma questão inquietante. E se, no retorno ao recesso do lar, a patroa perguntar “onde estiveste?”. A ideia até está engraçada. Merece, ainda assim, uns retoques. É que serve para o presente mas descura o passado e, eventualmente, pode comprometer o futuro.

 

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"Cóltura". Muita "cóltura".

por Kruzes Kanhoto, em 06.07.17

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(Foto publicada na internet por: Municipio de Estremoz) 

 

Acho muito bem isso do Museu Berardo em Estremoz. Precisamos de coisas. De todo o género. Nomeadamente daquelas que tragam gente à cidade. Por mim, mesmo não apreciando por aí além essas cenas da cultura, sou gajo para ir lá dar uma vista de olhos a uma ou outra exposição. Especialmente quando os itens expostos forem assim mais ou menos como aqueles, da colecção do cavalheiro, que estão no Centro Cultural de Belém. Visitar aquilo faz-me sentir bem. Saio sempre de lá convencido que arte daquela também eu fazia. Mas bem feita.

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Acolhimentos

por Kruzes Kanhoto, em 23.05.17

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Desconheço, até porque só vi de longe, a que espécie de acolhimento se refere a tarja afixada – presumo com a devida autorização municipal – no coreto cá do sítio. Deve ser, calculo, algo que tem a ver com o turismo. Uma maneira simpática de saudar os muitos turistas que nos visitam, provavelmente. O que, diga-se, só nos fica bem. São eles que estão a fazer crescer a nossa economia, a contribuir para a queda do desemprego e, de certa maneira, a tornar-nos um povo mais feliz e optimista. São bem-vindos e merecem o nosso agradecimento. Esses. Quanto aos outros…que saibamos honrar a memória do nosso primeiro rei.

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O eleitor multiculturalista

por Kruzes Kanhoto, em 21.05.17

Ciclicamente há quem se lembre de sugerir que a autarquia cá do sitio - Estremoz, no caso -  deve construir casas para albergar os habitantes do resort. Não são, felizmente, muitos os defensores desta ideia. Se quisermos ter a certeza quanto ao seu número nem são necessárias grandes contas. Basta atentar nos resultados eleitorais das forças politicas que se têm candidatado a dirigir os destinos do município. Poucas terão proposto isso aos eleitores e quem o fez, se é que alguém se atreveu, teve o sucesso eleitoral que se conhece.

Confesso, no entanto, que começo a mudar de opinião acerca deste tema. Não me chocaria que, no âmbito de um projecto piloto qualquer, a autarquia realojasse alguns moradores do bairro de barracas. Só para ver como é que a coisa corria. O que não falta por aqui – tal como em todo o interior – são habitações devolutas. Mais que muitas. Daí que não existe necessidade nenhuma de edificar novas construções. Basta aproveitar o que há. Bem que a autarquia, aproveitando o bom momento financeiro que atravessa, podia adquirir umas quantas habitações e instalar lá parte daquela população. Perto, condição sine qua non, daqueles que entendem ser obrigação do município dar uma casinha a essa gente. Seria um projecto com sucesso garantido e capaz de suscitar a admiração por esse mundo fora. Nomeadamente ao nível de integração social e do multi-culturalismo.

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Ironias...

por Kruzes Kanhoto, em 28.03.17

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A política local não é tema que caiba neste blogue. Mas hoje apetece-me fazer uma excepção. Uma coisa assim para confirmar a regra. O assunto, convenhamos, merece. Até porque não é todos os dias que um tribunal declara a perda de mandato de um presidente de Câmara. O que, como não podia deixar de ser, constitui o assunto do momento cá na cidade.

Não tenho sobre o caso nenhum “estado de alma” acerca do qual valha a pena dissertar. Tão pouco me importa a forma, o conteúdo, a bondade ou não de todas as tomadas de posição acerca do assunto ou outros pormenores da trama. Nem sequer os pormaiores. O único detalhe que não me deixa indiferente é a ironia do autarca poder vir a perder o mandato - se, a seguirem-se eventuais recursos, a sentença vier a ser confirmada por instâncias superiores - na sequência de uma sua decisão que envolve deixar de fazer despesa.  Coisa que é capaz de ser mais ou menos inédita. Assim a atirar para o sui generis, quase.

 

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Inferno fiscal

por Kruzes Kanhoto, em 09.12.16

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Desconheço se o proprietário deste imóvel estará ou não sujeito ao imposto da gaiata Mortágua. Ignoro, igualmente, o valor que lhe foi atribuído pelo fisco. Mas, suspeito, não deve ser assim tão pouco. O prédio está à venda há alguns anos e, pelos vistos, ninguém lhe pega. É disto que por aqui escrevo de vez quando. Do valor manifestamente exagerado da avaliação fiscal, dos impostos a que os imóveis estão sujeitos e da pouca ou nenhuma rentabilidade que, em muitas circunstâncias, os proprietários deles obtêm. Pode, admito, nada disto se aplicar a este caso em concreto. Agora o que não se pode é presumir que alguém, pelo simples acaso de possuir algum património, é automaticamente um ricaço da pior espécie e por isso merece ser tributado ao nível do esbulho.

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Qualidade de vida...é um conceito muito vago!

por Kruzes Kanhoto, em 05.11.16

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Acredito que uma empresa de estudos de mercado faça as suas análises com base na seriedade, no rigor e na competência de quem os elabora. Nem me passa pela cabeça que os resultados apurados não sejam analisados à lupa e que eventuais falhas não sejam corrigidas antes da sua divulgação pública. Daí a minha perplexidade perante um estudo que aponta cinco concelhos do vizinho distrito de Portalegre como aqueles que possuem, a nível nacional, melhor qualidade de vida.

Admito que, em todos eles, se viva extremamente bem. Melhor, admito também, do que no meu. Que, diga-se, nem desconfio em que posição se encontra. Embora, olhando para a pontuação dos melhores do distrito de Évora, presuma que se situe num lugar muito distante dos primeiros. Deve ser dos indicadores, ou lá o que é. Diz que neste estudo deram muita importância a aspectos como a educação, a saúde ou a cultura.

Deve ser por causa desses critérios que Sousel é considerado, pelo tal estudo, o segundo melhor concelho do país para viver. Muito melhor do que Estremoz, que dista daquele paraíso uns miseráveis dezassete quilómetros. Quase nada, convenhamos. Um trajecto que se faz em pouco mais de vinte minutos e que é percorrido diariamente pelos alunos souselenses que, concluído o ensino básico, pretendem frequentar o secundário e o lugar mais perto para o fazerem é Estremoz. Ou por aqueles que durante a noite e ao fim de semana são acometidos por alguma maleita e, se a coisa for ligeira, têm de recorrer ao serviço de atendimento de Estremoz. O mesmo para os que queiram ir ao cinema, dado que em Sousel também não há e o mais próximo, adivinhem, é o de Estremoz.

Não coloco, naturalmente, em causa a credibilidade deste estudo. Outros itens haverá naquele concelho que dão a Estremoz uma goleada de dez a zero. Não estou é, assim de repente, a ver nenhum...

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Tomatada

por Kruzes Kanhoto, em 18.08.16

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Consta – presumo que seja verdade - que esta semana, ao atravessar a cidade pela EN 18, um automobilista terá sido surpreendido pelo arremesso de objectos contra a sua viatura ao circular na zona da rotunda da “Primavera”, junto ao Continente. Tomates, no caso. Significa, portanto, que o senhor em causa se pode considerar um sortudo. Outros, igualmente ao que se diz, não terão tido, noutras ocasiões, a mesma fortuna. Os itens que voam em direcção a quem passa, parece, costumam ser de natureza mais consistente e, por isso, capazes de causar estragos de maior monta.

Coisas de crianças, provavelmente. Ou próprias da irreverência de uma juventude sem perspetivas de futuro, talvez. Quiçá, até, de adultos marginalizados por uma sociedade incapaz de os integrar. Não sabemos. Mas lá que constitui uma boa explicação, isso constitui.

Podem, porventura, ter sido os militares da GNR – o quartel, para quem não sabe, é mesmo ali – a treinar a pontaria. Se atirarem tomates aos meliantes pelo menos não correm o risco de os matar e, por causa disso, acabar na prisão ou, pior, na miséria. Pouco provável esta hipótese, reconheço, mas fica a ideia.

Já completamente de descartar é a possibilidade do ataque ter partido dos habitantes do resort. Ná. Não acredito. Não são gajos para isso. Ainda que os tomates estivessem impróprios para consumo eles não os iam desperdiçar. Uma saladinha, para desenjoar depois de uma tarde nas cervejolas, cai sempre bem. Cá para mim aquilo foi algum espanhol a antecipar a tomatina deste ano, ou isso.

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Ó sol és a minha crença...

por Kruzes Kanhoto, em 07.08.16

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Estremoz. Catorze horas e trinta minutos. Cinquenta graus. É nestes dias que mais me lembram os idiotas que fazem piadas acerca da lentidão dos alentejanos e da nossa alegada pouca propensão para o trabalho. Gostava de os ver a trabalhar oito horas sob este sol. Depois, se sobrevivessem, falávamos acerca da vontade de trabalhar.

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Se aqui está assim imagina em Beja!

por Kruzes Kanhoto, em 25.07.16

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Estão a ver aquela graçola de oportunidade acerca do calor em que o alentejano desabafa para o amigo, “se aqui está assim imagina em Beja”? Não?! Não interessa. Esqueçam. Aqui está mais calor. Isto foi ontem. À sombra, aí pela cinco da tarde. Hoje foi igual e amanhã também vai ser assim. Por isso não se queixem do calor. Ou, se tiverem mesmo de se queixar, podem sempre dizer: Se aqui está assim imaginem em Estremoz!

 

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Só eu sei porque não fico em casa...

por Kruzes Kanhoto, em 01.05.16

 

 

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Mais uma FIAPE e mais um enorme sucesso. Para todos. Organização, concelho e contribuintes em geral nomeadamente. Nada de surpreendente. É, salvo uma outra rara excepção, o que se repete há trinta anos.

Duas questões inquietantes, no entanto. Que, reconheço, apenas a mim inquietam, não interessam a mais ninguém e apenas as menciono porque este espaço é meu e aqui faço menção às inquietações que muito bem entender. Têm ambas a ver com os espectáculos musicais. A primeira: Que faço eu ali?! A segunda: Que fazem ali bebés com poucos meses de vida?! Uma multidão de largos milhares de espectadores num espaço onde, em caso de emergência, dada a elevada concentração de pessoas não será propriamente fácil sair ou entrar e decibéis muito acima daquilo que os meus ouvidos toleram não constituem o cenário onde me sinto mais confortável. Nem, acho eu, o mais recomendável para criancinhas pouco mais que recém-nascidas. Mas isto, como é óbvio, tem sempre a ver com a falta de juízo de cada um. Minha e dos alegados pais dos ditos bebés.

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A casa já veio abaixo

por Kruzes Kanhoto, em 10.04.16

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Há por aqui umas alminhas muito aflitas com a hipotética venda, pelo município local, das ruínas da antiga casa da Câmara. Diz que os destroços do imóvel vão ser vendidos em hasta pública a quem mais oferecer por ele, ficando o eventual comprador com a obrigação de fazer ali qualquer coisa no âmbito do turismo. Diz, reitero. Porque daí até fazer, terá de ser percorrido um caminho muito longo. E, por envolver a malta que superintende nos assuntos da cultura e do património, muito sinuoso. Fácil, fácil era se fosse em Évora ou assim.

Mas voltando à aflição. Não estou a ver motivo para tanto. Aquilo não serve para nada. Está ao abandono desde que me lembro. Empregar dinheiro público – dos nossos impostos, portanto – a reconstruir o edifício seria criar mais um elefante. Daí que a opção de venda é, sem dúvida, a mais ajuizada. Principalmente se dali resultar um investimento que crie riqueza e, nomeadamente, postos de trabalho. Daqueles à séria.

Presumo que uma enorme falange de contestatários da venda preferissem ver o imóvel transformado em mais um espaço cultural. Como aqueles que há por aí aos pontapés, vazios ou para entreter velhotas entediadas, que muito caros ficam aos contribuintes. É uma opinião. Vale o que vale. Como todas as outras, de resto. Custa é muito mais aos nossos bolsos.

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Declaro-me amnistiado

por Kruzes Kanhoto, em 28.02.16

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Provavelmente devido à inexistência de factos relevantes, a Amnistia Internacional resolveu incluir no seu relatório anual uma referência ao incidente ocorrido o Verão passado nas piscinas municipais de Estremoz e que levou o municipio local a proibir uns quantos moradores do resort cá do sitio de frequentar o espaço. 

Cagar no meio aquático parece-me, de facto, um direito inalienável de qualquer ser humano. Que, como qualquer outro direito – inalienável, adquirido ou de outra espécie – não pode ser posto em causa apenas por individuos racistas, xenofobos e portadores de outros defeitos, o principal dos quais não serem de esquerda, se sentirem incomodados com a presença de um cagalhão na água em que se banham. Nem se entende como é que isso constitui motivo para aborrecimento. Menos ainda quando, alegadamente, se trata de um cagalhão dotado de um alto teor de multiculturalismo.

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E as gajas nuas?! Por que raio é que não há gajas nuas, porra?!

por Kruzes Kanhoto, em 07.02.16

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Está tudo muito bom, muito bonito, muito jeitoso e tudo o mais que se queira. Concordo com tudo e mais o resto que se diga, escreva ou murmure. Mas falta a sátira. E, principalmente, as moçoilas desnudadas. Há, portanto, que cortar no apoio público. O dinheiro dá para demasiada farpela...

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