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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A demagogia do costume

por Kruzes Kanhoto, em 05.06.17

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Há qualquer coisa nessa polémica dos estagiários do Pingo Doce que se me está a escapar. Assim de repente não estou a ver questiúncula que justifique o alarido armado por aquele deputado esquisito do Bloco de Estrume. Nem, a bem dizer, consigo perceber as contas dele. Quinhentos euros limpos e dez horas de trabalho, incluindo duas de pausa para refeiçoar, é o que recebem e o horário cumprem grande parte dos trabalhadores do privado. Das duas uma. Ou o coisinho não sabe fazer contas – o gajinho é de letras, não admira que os números o baralhem – ou então nem sequer sabe o valor do salário mínimo nacional, nem qual é o horário normal de trabalho. O que, diga-se, não surpreende. Nunca deve ter vivido com um ou cumprido o outro. É nestas alturas que gosto de citar Jerónimo de Sousa: “Ele sabe lá o que é a vida”. Embora, para ser deputado, não precise de saber.


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E assim nos vamos indignando...

por Kruzes Kanhoto, em 22.08.16

O que não falta por aí é gente a diabolizar o sector privado. Basta ver a base de apoio da geringonça. O pior é que a dita iniciativa privada está, constantemente, a pôr-se a jeito. A dar razão a quem os abomina. Isto dos estágios é só mais uma sacanice das muitas em que os portugueses – “públicos” e “privados”, “individuais” e “colectivos” – são especialistas. “Semos” todos muito espertos. Gabamo-nos do nosso engenho em contornar as leis. Orgulhamo-nos de desenrascar tudo e todos. Depois dá nisto. E pior. Pena é que os gajos que se tramam sejam sempre os mesmos. É o que dá termos patrões a mais e empresários a menos, excesso de políticos e falta de gestores, lacaios incompetentes a fazer o que não sabem e cobardolas que falam quando deviam estar calados e se calam quando deviam falar.

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