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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Em tempos houve outro que queria um imposto europeu...

por Kruzes Kanhoto, em 13.12.16

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Como era de esperar a proposta de Rui Rio, no sentido de criar um novo imposto com a receita consignada ao pagamento dos juros da divida portuguesa, deixou os profissionais da indignação à beira de um ataque de nervos. Nem, diga-se, outra coisa seria de esperar. Por várias razões. Uns não percebem do que está o homem a falar. Embora, como se viu e leu, isso não os impeça de dar uso aos dedos para vilipendiar a ideia. Outros, mesmo não pagando impostos nem sabendo ao certo o que isso é, martelaram furiosamente o teclado só porque sim. Ou, relativamente à proposta, porque não.

Por mim não acho que a sugestão seja grande coisa. Ou, sequer, valha a pena perder tempo e criar burocracia com novos impostos que, parcialmete, substituam os existentes. A intenção seria fazer sentir a cada um de nós – aos poucos que pagam – quanto nos custa a divida. Talvez assim, pensará o aspirante a líder do PSD, percebamos melhor o esforço colectivo que estamos a fazer para pagar os desvarios dos governantes. Mas não. É escusado. Não queremos saber. Nem tão-pouco nos importamos com a forma como eles esturram aquilo que nos custa a ganhar. Veja-se o caso do IMI. A barbaridade de dinheiro que nos sacam é descaradamente esturrada nas nossas barbas sem que ninguém se irrite com isso. Ou, vá, gentilmente peça contas ao gastadores. Pelo contrário. Muitos até gostam de o ver a arder. Sem aspas. Propositadamente.

 

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Vamos lá elevar os padrõezinhos…

por Kruzes Kanhoto, em 01.09.16

Insisto. Por andam aqueles bloggers, gajos da área da geringonça - incluído o primeiro-ministro - e comentadores diversos que durante quatro anos não pararam de criticar o anterior governo por ter aumentado a divida? Isto apesar das razões para esse aumento terem maioritariamente a ver, como toda a gente sabe, com o empréstimo da troika, o alargamento do perímetro orçamental e aquilo dos “cofres cheios”. Ficava-lhes bem, acho eu, que dissessem qualquer coisinha acerca do tema agora que a divida, já sem as premissas anteriores, não pára de aumentar. Mas, se calhar,  pedir alguma honestidade intelectual a quem a não quer ter é capaz de ser coisa para estar a colocar os padrõezinhos da seriedade num patamar demasiado elevado.

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