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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Nem sei para que é preciso WC...uma esquina servia!

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.17

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Esta sinalética, o que ela representa, as instalações que sinaliza e o conceito do espaço são manifestamente discriminatórios, degradantes e atentatórios da dignidade de qualquer ser humano que se preze. Por mim, se as tivesse de utilizar, sentir-me-ia profundamente discriminado, humilhado e capaz de cometer, mesmo ali, um acto de vandalismo qualquer. Mas que raio de sociedade é esta que equipara - para efeitos mictórios, cagatórios ou outros - um homem a um cão? Será que em vez de um urinol se mija para uma árvore ou um poste? E no lugar da sanita está um espaço com areia? Não tarda, em lugar de nos cumprimentarmos com um aperto de mão ou um beijo, ainda vão querer que cheiremos o cú uns aos outros.

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Aquilo da integração, ou lá o que é, é só para receber?

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.17

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Queixam-se aqueles que consideram Portugal um país ainda com um longo caminho a percorrer no que diz respeito à eliminação do racismo, xenofobia e outras ideias igualmente discriminatórias da falta, por exemplo, de apresentadores de televisão e “opinion makers” pretos ou ciganos. Têm toda a razão. Eu também me queixo. Não disso, porque idiotas nas televisões e nos jornais já sobram, mas de noutras actividades, daquelas realmente úteis, não encontrar negros nem ciganos. Para não ir mais longe fico-me aqui pela terrinha. Apesar das largas centenas de ciganos que cá habitam, nem um – alguém que me corrija se estiver enganado – é bombeiro voluntário. Porque (não) será?

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Xuning tuga

por Kruzes Kanhoto, em 09.05.17

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Gostava de perceber o que vai na cabeça de quem faz inscrições desta natureza – ou de outra, não importa para o caso – na pintura do seu meio de transporte. Ou de exibição, sabe-se lá. E, bem assim, que vantagens se obtém de um acto tão parvo.

Isto para não falar na “qualidade” da mensagem que se pretende transmitir. Se bem entendo, a criatura pretenderá ridicularizar quem ousar presumir que o carrito abusa do consumo de combustível. Usa, para isso, uma referência às actividades orais de uma familiar próxima do putativo perito em assuntos automóveis. Ora esta tentativa de escarnecer do próximo baseia-se, assim de repente porque bem visto podiam-se encontrar mais, em duas premissas profundamente erradas. A primeira é achar que existe alguém que se importa com o que a prima faz ou deixa de fazer. Ninguém quer saber disso. A segunda, muito pior, é a critica implícita ao acto de mamar. Como se o facto de a prima mamar fosse algo de condenável. Vá lá que o tuga ainda teve o bom-senso de não escrever “primo”. Por esta altura já teria um processo na Comissão para a igualdade e contra a discriminação, ou lá o que é…


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Pelo fim da discriminação no âmbito pecado.

por Kruzes Kanhoto, em 08.03.17

Depois de já ter revertido quase tudo o que havia para reverter, António Costa decidiu agora abrir uma nova frente no âmbito da reversão. Os ditados populares. Essa coisa da sabedoria popular não parece ser lá muito do agrado do primeiro-ministro em particular nem, mas isso sou eu a especular, dos geringonços em geral. Há, disse hoje o homem, que acabar com aquele dito de "entre marido e mulher ninguém mete a colher". Está, de facto, ultrapassado esse conceito. Actualmente – dizem, pois eu dessas cuscuvilhices não sei nada -  metem-se pelo meio do casal muitas coisas. E poucas, parece, são talheres. Mas fiquemos por aqui, que isto é um blogue frequentado por gente séria.  

Neste aspecto não discordo do tipo. Digamos que até acho bem. E, já agora que vem aí o Papa Xico, podíamos aproveitar para ir mais longe. Metia-se uma cunha -  coisa para a qual os tugas têm uma especial habilidade – para a igreja acabar de vez com aquela idiotice de considerar a cobiça da mulher alheia como um pecado. Não faz, nos tempos que correm, qualquer sentido manter em vigor esta visão discriminatória acerca do mulherio que se pode ou não cobiçar.  

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Corrida inclusiva. Ou quase.

por Kruzes Kanhoto, em 19.02.17

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Este cartaz todo catita parece constituir um incentivo à salutar prática desportiva. Exorta os portugueses a correr. Com todos, que os seus autores não gostam de discriminações. Embora, olhando bem para a mensagem, seja possível detectar uma ou outra discriminaçãozinha. Os coxos, por exemplo, não podem praticar a saudável actividade que é a corrida. Logo estarão excluídos do "todos". Não se faz.  

Por mim não alinho nisso. Não corro. Não me apetece. Prefiro caminhar. Pratico todos os dias e, por enquanto, com resultados positivos. Ali entre a meia-noite e as oito da manhã, mais coisa menos coisa, farto-me de caminhar. Com a minha Maria. Que isso do todos – ou todas, que não quero ser acusado de polidiscriminar ninguém - seria uma grande confusão.  

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A discriminação entre pensionistas - próximos e futuros - não é inconstitucional?

por Kruzes Kanhoto, em 08.02.17

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Diz a OCDE que os futuros pensionistas serão lesados nas reformas. Diz, mas não precisava. Toda a gente sabe. O problema é que poucos se importam. Anda tudo satisfeitinho da vida com as fantásticas reversões do Costa que quase ninguém quer saber disso.

A iliteracia financeira – e da outra, já agora – é a maior aliada do governo. Deste, do anterior e do próximo. Só assim se percebe que a população aceite pacificamente cortes brutais nas futuras pensões, enquanto as actuais permanecem intocáveis. Não que eu seja apologista de redução de rendimentos seja de quem fôr. Quem tiver dúvidas acerca disso leia, se tiver paciência, outros posts que por aqui fui publicando. Mas, a ter de se fazer alguma coisa para garantir a sobrevivência da Segurança Social – e pelos viste tem – então que o sacrifício se distribua por todos.

Para se perceber o que está em questão, nada melhor do que um exemplo. Os meus anteriores chefes aposentaram-se há vinte anos. Tinham, então, a idade que eu tenho hoje. O montante da pensão atribuída foi o equivalente ao valor do vencimento que auferiam na altura. Já eu, se me quiser reformar amanhã, ficarei com menos de um terço do que ganho agora. Ou, ninguém me manda ter pressa, espero mais uma dúzia de anos para, depois, ficar com cerca de oitenta por cento. Se tiver sorte. Deve ser a isto que chamam solidariedade intergeracional, ou lá o que é.

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Viva a discriminação! Esta deve ser a bebidofobia, talvez.

por Kruzes Kanhoto, em 03.07.16

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Já dizia a minha avó – essa sábia senhora – que isto mais vale cair em graça do que ser engraçado. Assim está a geringonça. Em estado de graça. Agora é o IVA da restauração. Montaram uma trapalhada monumental mas, apesar disso, ninguém se queixa. A receita fiscal diminuirá – terá de ser compensada com um aumento de outro imposto qualquer – e o IRS que nós, os parvos do costume, teremos a pagar irá aumentar. Mas anda tudo satisfeito. Se fosse o insensível governo de direita é que era uma chatice. Uma violência sobre quem menos pode e menos tem, até. Ou, se preferirem, um assalto descarado aos bolsos dos portugueses, para satisfazer o grande capital. Ou pequeno, não interessa.

Acredito que, mais mês menos menos mês, sairá um estudo sério e aprofundado, como convém, da autoria do João Galamba ou de outro economista igualmente sério, onde ficará demonstrada a bondade desta medida e onde serão evidenciados os magníficos resultados em termos de crescimento do emprego, do PIB ou do pirilau dos clientes. Por mim as contas estão feitas. Tomemos como exemplo o café. Se eu beber mil café por ano, a sessenta e cinco cêntimos cada um, pago exactamente o mesmo que pagava quando o iva era a 23%, mas deduzo menos sete euros de IRS. O vendedor, pelos mesmos mil cafés, entrega ao fisco menos quarenta e seis euros e setenta e sete cêntimos. Que ficam para o bolso dele.

Nem vale a pena questionar acerca de quem fica a perder. Isso, no entanto, não nos tira a fé na geringonça. Têm mesmo muita graça, eles. E nós também.

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Viajar para o passado.

por Kruzes Kanhoto, em 31.03.16

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Acho muito bem isso da carruagem só para mulheres. É, convenhamos, de toda a justiça reservar um espaço para as senhoras que não apreciam a companhia masculina. Mais. Entendo que não se deve ficar apenas por aí. Há que ir mais longe. Reservar outra, por exemplo, aos homens que não queiram partilhar a viagem com mulheres, mais outra aos homossexuais e ainda outra aos que não são carne nem peixe. E, já agora, separem-se igualmente negros, brancos, chineses, benfiquistas, sportinguistas, portistas, socialistas, comunas, bloquistas (os três últimos podem ir todos na mesma) e perigosos reaccionários. Sim que nisto do assédio, dos incómodos e das impertinências não deve existir discriminação. No meio de tudo isto convêm não esquecer os animais de estimação. Também devem ter direito a carruagem exclusiva. Pode, admito, vir a ser um bocadinho confuso para uma mulher negra, perigosa reaccionária, adepta confessa do Benfica, que não seja nem carne nem peixe, acompanhada por um cão saber ao certo para que carruagem se há-de enfiar… mas isso será coisa de somenos. Não serão essas minudências que vão impedir imbecis vários e multiculturalistas de diversas orientações de nos conduzir, alarvemente, rumo ao passado.

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Discriminaçãozinha do mais positivo que há

por Kruzes Kanhoto, em 02.02.16

A discriminação é uma coisa que me aborrece. Toda. Seja ela de que espécie for. E então aquilo a que uns tontos resolveram chamar discriminação positiva tira-me do sério. Dá-me, até, vontade de partir para a violência sobre os seus mentores. Não fora eu um gajo pacifico – um pacato cidadão, por assim dizer – e já tinha dado um par de tabefes àqueles que usam o dinheiro dos contribuintes para discriminar. E, já que era para esmurrar, de caminho iam igualmente aqueles que defendem estas coisas como algo muito positivo.

Discriminações promovidas por autarquias locais, então, é um nunca mais acabar. Ele é desconto por ser jovem ou por ser velho. Ele é comes e bebes à borla. Ele são livros e mantinhas. Ele são viagens à pala para criancinhas e velhinhos. Sejam ricas ou pobres, não interessa nada. Há é que manter os eleitores mais velhos e tentar conquistar os mais novos. Já os do meio é melhor deixá-los de fora. São muito imprevisíveis.

No âmbito da discriminação diz que, lá para o norte que aqui não há disso, uma autarquia se terá lembrado de conceder descontos na recém construída casa mortuária. Apenas aos portadores do cartão jovem e do cartão de idoso, claro está. Os outros que paguem e não bufem. Mas é tudo legal, obviamente. E constitucional, também. Aquilo de sermos todos iguais perante a lei está, nestes casos, devidamente salvaguardado. É que estas discriminações estão todas previstas em regulamentos...

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