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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Chapéus há muitos…

por Kruzes Kanhoto, em 10.12.17

Apesar da má conta em que tenho os jornalistas e o jornalismo de uma maneira geral, era gajo para tirar o meu chapéu – se usasse - à reportagem exibida pela TVI a propósito de umas quantas manhosices alegadamente praticadas pela presidenta de uma associação de solidariedade. Ainda que nada daquilo me soe a novidade. Com as devidas proporções, dependendo sempre da escala de cada associação, presumo – mais por precaução do que por ausência de certezas – que situações como a descrita, ou outras de uso em actividades de utilidade duvidosa dos dinheiros públicos que são atribuídos a associações, sejam comuns por esse país fora. Mesmo que os valores envolvidos ou a natureza das manigâncias alegadamente praticadas possam ser – caso ocorram – bastante diversos.

Desconfio que não será difícil encontrar associações onde a direcção pode reunir no quarto e a assembleia geral na sala de jantar. Nem se revestirá de grande dificuldade deparar com entidades associativas que só existem para justificar o emprego – ou negócio – dos seus “dirigentes”. Nada disso teria mal se não estivesse envolvido dinheiro público. Seja sob a forma de subsidio ou, eventualmente, fuga ao fisco.

E depois há aquelas que já nem se dão ao incomodo de disfarçar. São as que não se importam nada de justificar que gastaram o dinheiro dos contribuintes em festas e comezainas. Mas, confesso, as minhas preferidas são as que nem se envergonham de pedir – em modo de exigência, quase – apoio público para festas privadas. Assim tipo almoços ou jantares comemorativos de coisas.

Em todas as circunstâncias não é apenas a má consciência cívica dos “dirigentes associativos” que está em causa. Pior, muito pior, é acção dos detentores de cargos públicos que lhes “dão” o guito. O nosso guito, convém relembrar.

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Qualquer coincidência será pura semelhança

por Kruzes Kanhoto, em 14.03.17

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Se tivesse o meu dinheiro depositado no Montepio teria ficado, após ouvir as explicações dos entendidos acerca da situação do banco, muito mais descansado. Ainda assim, não sendo depositante, os meus níveis de traquilidade atingem valores bastante elevados no que se refere ao futuro da instituição. Mesmo enquanto contribuinte escuso de me preocupar. Garantem-me os gajos que sabem destes assuntos que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Assim tipo o BES, estão a ver? Aquele banco que, como toda a gente ficou a saber, nada tinha a ver com o GES, ou lá o que era, como não se cansaram de nos explicar, em tempos, os gajos que sabem mesmo destas matérias.

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Banca publica, vícios privados. Ou o contrário. Não sei...estou confuso!

por Kruzes Kanhoto, em 21.05.16

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Diz que o governo se prepara para injectar mais quatro mil milhões de euros na banca. Dinheiro, claro está, que sai do bolso dos contribuintes. Mais uma vez. Tudo porque a banca está na mão de banqueiros e capitalistas que a saqueiam para satisfazer os seus interesses. Ou seja ficam com os lucros e fazem-nos pagar os prejuizos, os patifes. Logo, para acabar com este estado de coisas, toda a actividade bancária devia estar nas mãos do Estado. Nacionalizar os bancos e não permitir que constitua negociata de privados. Isso é que era. Assim já não precisávamos de pagar os tais quatro mil milhões que o governo quer dar à Caixa Geral de Depósitos para que esta se recapitalize. É mais ou menos isto, não é? 

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Coisar sai caro ao contribuinte...

por Kruzes Kanhoto, em 12.05.16

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Isto de comprar em grandes quantidades terá algumas vantagens. O preço, nomeadamente. Mas, convenhamos, é muito preservativo. E muito dinheiro, também. Mais de seiscentos e vinte mil euros só para a malta coisar devidamente protegida. Significa que se fornica bastante, por cá. Ou que os portugueses andam todos a f****-se uns aos outros. E às outras, que é uma coisa assim mais dentro da normalidade.

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