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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Catarina, a pequena

por Kruzes Kanhoto, em 01.06.17

A primeira-ministra Catarina Martins já prometeu novos aumentos das prestações sociais, do salário mínimo e de mais umas quantas benesses. Não é que ache mal a intenção da pequena líder. Pelo contrário. O que me desagrada profundamente – que isto os desagrados devem ser sempre profundos - é o desprezo com que esta "coisinha" trata os restantes portugueses. Nomeadamente aqueles que ganham há um ror de anos pouco mais que o actual salário mínimo e que, a continuar assim, vão ficar em igualdade salarial com quem, antes da crise, ganhava bastante menos.  Para alguns a diminuição do leque salarial que está a ser promovida até pode constituir uma questão de justiça social. Por mim não consigo ver outra coisa senão falta de respeito pelo mérito, incentivo ao desleixo profissional e discriminação laboral e remuneratória. 

Sabe-se que aumentar apoios sociais e salários mais baixos estimula a economia, dado que os seus destinatários poem de imediato em circulação aquilo que recebem. A maioria por imperiosa necessidade e outros, não tão poucos quanto isso, apenas porque sim.  Cabeleireiros, manicuras, tatuadores e taberneiros, entre outros, que o digam. E é disso que a geringonça precisa. De pobres e de quem gaste. É por isso que não baixa os impostos. Esses ricaços que ganham seiscentos, oitocentos ou mil e poucos euros todos os meses que tratem de sustentar o optimismo nacional.  Porque os que ganham mais do que isso também já tiveram a sua benesse. 

 

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Desigualdades

por Kruzes Kanhoto, em 21.09.16

Tem sido, ao longo dos últimos dias, amplamente divulgado um estudo de uma Fundação acerca do aumento das desigualdades sociais provocadas em Portugal pela intervenção da troika. Será, de certo, um trabalho devidamente fundamentado e que deverá merecer, da parte de todos, a melhor atenção. Nomeadamente, pela sua responsabilidade, aos políticos. Coisa que, pelos vistos, não estará a acontecer. É que a melhor forma de evitar o agravamento dessas desigualdades será não cometermos os mesmos erros que nos levaram à inevitabilidade da assistência financeira. E essa parte, desconfio, não está a interessar a ninguém...

 

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