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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Ainda que mal pergunte...

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.17

A propósito daquela coisa do Rendimento Social de Inserção atribuído aos cidadãos de etnia cigana – o mesmo que ciganos, mas escrito à intelectual – sabe-se quantos de entre os que recebem aquela prestação social – e ao que parece serão muitos – é que foram inseridos socialmente? E, caso se saiba e o número seja sensivelmente aquele que todos desconfiamos, ninguém é responsabilizado pelo rotundo falhanço dos objectivos que a medida visa alcançar ou, vá, investigada a competência dos técnicos que a aplicam? Ou isto só são os presidentes de câmara e os autarcas em geral é que são enxovalhados publicamente e condenados na justiça por esturrarem dinheiro de forma desabrida e fazerem pouco caso de um ou outro preceito legal?

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Aquilo da integração, ou lá o que é, é só para receber?

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.17

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Queixam-se aqueles que consideram Portugal um país ainda com um longo caminho a percorrer no que diz respeito à eliminação do racismo, xenofobia e outras ideias igualmente discriminatórias da falta, por exemplo, de apresentadores de televisão e “opinion makers” pretos ou ciganos. Têm toda a razão. Eu também me queixo. Não disso, porque idiotas nas televisões e nos jornais já sobram, mas de noutras actividades, daquelas realmente úteis, não encontrar negros nem ciganos. Para não ir mais longe fico-me aqui pela terrinha. Apesar das largas centenas de ciganos que cá habitam, nem um – alguém que me corrija se estiver enganado – é bombeiro voluntário. Porque (não) será?

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Vá lá, sejam tolerantes...

por Kruzes Kanhoto, em 18.07.17

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Isto, se não fosse extremamente perigoso, constituiria motivo para umas boas risadas. Mas não constitui. A brigada das novas verdades e do politicamente correcto – o equivalente ocidental às policias religiosas dos países islâmicos ou aos diversos “comités” de outras ditaduras – é para levar a sério. A nova vitima destes biltres é o candidato do PSD à Câmara de Loures. O homem exprimiu a sua opinião acerca do comportamento da comunidade cigana e, aqui d’el rei, caiu-lhe tudo em cima. Ameaças, processos, queixas, exigência de retirada da candidatura e o rol habitual de insultos que sempre ocorrem quando além ousa dizer coisas que um minoria, determinada em fazer das suas convicções uma cartilha obrigatoriamente seguida por todos, não aceita. O curioso é que o motivo da controvérsia não é o conteúdo das acusações. Talvez por todos saberem que, por aí, não existe muito para contestar. O problema parece apenas residir no facto de terem sido proferidas. Ainda que, para muitos dos ofendidos com a frontalidade e o desembaraço de língua da criatura, os ciganos sejam o que menos importa. Para esses a grande chatice é que se o homem resolve manter o discurso ainda ganha aquilo.

 

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Isto anda tudo ligado

por Kruzes Kanhoto, em 07.04.17

Isto já nada é o que era. Nem os "Verdes", aquela agremiação esquisita com assento parlamentar apesar de nunca ter tido um único voto, são o que foram.  Até estes, agora, parecem gostar de produtos químicos. Pelos menos de alguns. Daqueles que são utilizados pelas pessoas certas, nomeadamente.  

 

Como escrevi na ocasião em que a coisa "me soou", o governo vai avançar com um programa municipal para, alegadamente, melhorar as condições de vida das pessoas de etnia cigana e promover a sua integração social. Por mim, apesar disso poder colidir com a liberdade que cada um tem de não se pretender integrar,  acho bem. Já vem tarde, tal medida. Daí não entender que a mesma, apesar de anunciada, apenas avance após a eleições autárquicas. Deve ser uma esperteza saloia qualquer. Espero é que os candidatos aos órgãos autárquicos, nos seus programas eleitorais, digam claramente se aderem ou não a este programa. Cá os da terra, caso o não façam, tenciono questioná-los quanto a isso.  

 

Mais um atentado. Na Suécia, desta vez. Nada de surpreendente. Nem as reações. Lamentações diversas, fingimentos vários e consternações patéticas como sempre. Tretas, em resumo. Amanhã continuará tudo na mesma. Mudança nos discursos e nas atitudes apenas e só quando as vitimas tiverem mais peso. E não, não estou a pensar numa carnificina de obesos.  

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Alegada vitima de racismo alegadamente homofobica

por Kruzes Kanhoto, em 25.05.16

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Sabe-se como as minorias protestam contra a discriminação de que, alegadamente, serão vitimas. Não gostam de se sentir discriminadas. Conseguiram, até, que a mais pequena referência à sua condição minoritária fosse considerada como um crime. Lá terão – e o legislador também – as suas razões.

Esta legislação é potencialmente causadora de situações assaz curiosas. Hilariantes, mesmo. Em muitas circunstâncias, presumo, capazes de deixar horrorizados os bem-pensantes do politicamente correcto. Nomeadamente quando os alegados discriminados se vitimizam e insultam em simultâneo. Como aquela cidadã de etnia cigana que, indignada, terá berrado com quanto ar tinha nos pulmões: “Racista! És um paneleiro! Queres é levar no cú!”. Isto, alegadamente, contra um pacato cidadão que não é nem uma coisa nem outra e que, para o lado do traseiro, nem uma seringa gosta de ver apontada. Se uma coisa destas chegasse a tribunal estaríamos, se calhar, perante um imbróglio jurídico.

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