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Cem Tino

por Kruzes Kanhoto, em 14.02.17

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Curiosa a campanha que os escribas de esquerda -  na sua maioria, porque ainda há um ou outro sério que não alinha nessas coisas – no sentido de branquear as pantominices do Centeno. Nomeadamente quando as mesmas encrencas disseram o que Maomé não disse do toucinho, a propósito de cenas parecidas protagonizadas por gente da direita. Ou mesmo de esquerda. Como o Sócrates, por exemplo. Isto, evidentemente, cingindo-nos apenas ao âmbito da aldrabice. 

Faz-me confusão, isso. Não entendo como é que o cidadão comum, que escreve em blogues, desabafa no Facebook ou atira umas larachas numa roda de amigos não consegue manter a lucidez suficiente – e nem é precisa muita – para perceber que patetices destas acontecem com todos os que estão envolvidos na politica. Sejam ou não da facção que mais nos agrada.  

Isto está cada vez mais parecido com o futebol. O nosso clube do coração joga sempre bem e merece sempre ganhar. O que, no meu caso, até é verdade. Mas isso sou eu, que sou do Benfica e isso me envaidece.  

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publicado às 19:35

Não tenho nada contra o vencimento que aufere aquele senhor da Caixa Geral de Depósitos. Pelo contrário. Acho, até, muito bem. O que está mal é não haver muitos mais portugueses a ganhar assim. Ou mesmo um poucochinho menos, vá.

Já não achei assim tão bem que, há uns anitos atrás, um outro presidente do banco público se tenha reformado com uma pensão superior a dezoito mil euros mensais. Uma obscenidade, como garantia um ministro do governo de então.

Ora o argumentário dos críticos do vencimento do actual gestor envolve, quase invariavelmente, o baixo montante das reformas para atacar o chorudo ordenado da criatura. Fraquinho, o argumento. Nomeadamente quando o mesmo governo que aprovou o pagamento de um vencimento desta grandeza, tratou também de aumentar – pela via do fim da CES - significativamente a reforma, já de si obscena, do outro senhor.

Digo eu, que gosto muito de dizer coisas, podiam igualmente argumentar que os funcionários públicos, nomeadamente os que ganham entre seiscentos e mil e quinhentos euros, não veem o seu vencimento aumentado há oito anos. Ao contrário dos pensionistas. Mesmo dos que ganham cinco, dez ou vinte mil euros.

 

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publicado às 20:07

Perdoai-lhes senhor...

por Kruzes Kanhoto, em 28.08.16

Não é que me surpreenda muito – que isto os cidadãos, ao contrário do que se pensa, não diferem assim tanto dos políticos – mas questiono-me sobre a ausência de criticas ao resgate à Caixa Geral de Depósitos por parte dos autores de uns quantos blogues que tenho o hábito de ler com alguma regularidade. Na respeitável opinião dos seus autores o BPN, o BPP, o BES e o BANIF – tudo culpa do Passos Coelho, claro está – são os responsáveis por tudo e mais um belo par de botas. Já a solução para a CGD, que nos vai sugar mais cinco mil milhões, não parece ser da responsabilidade da geringonça. Nem, pelos vistos, de ninguém. Às tantas ainda há-de ser minha, por um certo dia de sol ter passado à porta daquilo…

Até, à semelhança do BE, o orçamento rectificativo que aí vem se afigura como a coisa mais natural deste mundo. Como se do mesmo apenas vá constar a despesa e a receita surja do nada. Tipo um milagre qualquer, ou assim. Que, para além dos que lhes aparecem nos recibos de vencimentos ou das pensões de reforma, as pessoas pouco percebam de números não é de criticar. Mas que falem deles como verdadeiros entendidos no assunto e ainda chamem ignorantes aos que, por uma ou outra razão, têm algum conhecimento do tema é que já me parece um bocadinho parvo. É por isso que eu evito dissertar aqui sobre unhal de gel, depilação intima ou viagens a destinos exóticos.

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publicado às 12:37

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O buraco na Caixa Geral de Depósitos que os contribuintes terão de tapar será, ao que rezam as crónicas mais pessimistas, superior aos do BNP e do BANIF somados. O que, tratando-se de um banco público, se afigura assaz estranho. Quase uma impossibilidade, diria. Pelo menos a acreditar na retórica esquerdista, que defende a nacionalização do sector bancário por forma a proteger-nos dos desmandos dos banqueiros privados. Vê-se. A julgar pela amostra nem é necessária grande capacidade imaginativa para calcular a tragédia em que estaríamos metidos se toda a banca fosse pública…

Estranho – ou, às tantas, talvez não – é que os Galambas, Jerónimos, Mortáguas e outros arautos da transparência e da honestidade não andem já por aí a malhar nas sucessivas administrações da Caixa. Mais estranho ainda não terem já proposto a constituição de uma comissão de inquérito para apurar a que se deve o descalabro da CGD. Terão, se calhar, medo das conclusões. Ou, então, já “concluíram” tudo. À excepção de uns quantos patetas, encandeados com o brilhantismo intelectual auto proclamado da esquerda, toda a gente percebe o que aconteceu. E também percebe que a esquerda não queira que se saiba.

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publicado às 22:00



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