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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

E ir à piscina de ceroulas, pode-se?

por Kruzes Kanhoto, em 08.08.17

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Foram noticia nos últimos dias diversas situações de mulheres, alegadamente seguidoras da religião islâmica, que se terão banhado vestidas nas piscinas dos hotéis onde se encontravam instaladas. Ou, na versão delas, com uma vestimenta de acordo com os preceitos a que obriga a sua crença. Mas, para todos os efeitos, estavam vestidas de alto abaixo e de fora apenas tinham o focinho, as mãos e os cascos.

Perante tão desadequado traje, na maior parte das ocorrências, os responsáveis pelas piscinas fizeram o que era esperado. Não permitiram tamanho disparate. Ora, quando esta actuação devia merecer o aplauso generalizado, não tardaram a aparecer os defensores da diversidade, do multiculturalismo e de mais uns trezentos conceitos cada um mais parvo do que o outro a condenar os responsáveis pela decisão de impedir o banho naquelas circunstâncias.

Parece, argumentam estes malucos, que aquilo de se meterem numa piscina naquela triste figura é integrador e que não devem ser discriminadas por isso. Como isto está a ir de mal a pior a cada ano que passa, desconfio que nas próximas férias a probabilidade de encontrar malta nesses preparos será bastante elevada. É por isso que já estou a tratar da indumentária que irei usar quando for chapinhar para a piscina. Uma fatiota mais ou menos como a da foto. Só para me sentir integrado. 

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O porcos também têm direito a ir à praia...

por Kruzes Kanhoto, em 03.09.16

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Não será, de certeza, a melhor solução. Mas não importa. É por uma boa causa, tem piada e, acima de tudo, estará a cumprir os objectivos a que os autores da ideia se propuseram. Expulsar as gajas dos burkinis e os muçulmanos em geral das praias corsas. Pena que estas e outras coisas que se estão a passar na Europa – esfaqueamentos diários levados a cabo “pessoas com problemas mentais”, por exemplo - não constem do alinhamento noticioso dos mé(r)dia europeus. A censura instituída no ocidente, que faz parecer a do Estado novo uma brincadeira de meninos, não permite à população ter acesso a este tipo de informação. Mesmo sites, blogs e páginas de diversas redes sociais que se dedicam a denunciar as tropelias praticadas pelos invasores, estão a ser sistematicamente encerrados. Diz que é para não criar sentimentos de ódio em relação às pessoas que professam a religião da paz. Aquelas criaturas boas, simpáticas e tolerantes para quem a nossa forma de vida constitui uma ofensa. Culpa nossa, obviamente.

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"Cada um veste o que quer". A sério?! Acham mesmo isso?

por Kruzes Kanhoto, em 27.08.16

 

Cada um veste o que quer, onde e quando muito bem entender. Será. Não consigo discordar convictamente desta tese, tão reclamada por estes dias, acerca da liberdade de escolha da indumentária. Mais. Estou com uma vontade danada de a colocar em prática. Assim do tipo ir à ópera de calções e xanatos. Ou ir à mesquita e não descalçar os sapatos. Ou ir ao banco com um capacete integral na cabeça. Daqueles com viseira escura e tudo. E não me digam que estes exemplos não valem por não se tratar de um espaço público. A opera pode ser no teatro cá da terra – que é municipal e de vez em quando também tem cenas dessas – o banco é a Caixa Geral de Depósitos – que mais pública não podia ser – e a mesquita como não paga impostos também pertence ao povo. Sempre quero ver se não me deixam entrar. Eu depois conto. Até já estou a imaginar, caso me barrem a entrada, a onda de solidariedade que se vai levantar na Internet em defesa da minha liberdade a vestir o que quiser quando muito bem me apetecer...

Por falar em solidariedade, tolerância e o camandro. Lembrei-me, vá lá saber-se porquê, daquele futebolista português que foi jogar para um clube espanhol e que na apresentação aos sócios e à imprensa local apareceu vestido com uma camisola onde estava estampada a cara do General Franco. Podemos ver neste link, no espaço reservado aos comentários, o que escreveram sobre isso uns quantos portugueses...Ou no último ano mudámos de opinião quanto a essa coisa de cada um vestir o que quiser ou então isto é tudo um bando hipócritas. Inclino-me mais para esta segunda hipótese.

 

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Pobres avós que tão estúpidos netos têm...

por Kruzes Kanhoto, em 26.08.16

Fiquei por estes dias a saber – a propósito disto do burkini – que as avozinhas de muita gente também iam à praia naquele preparo. Completamente vestidas e com um lenço na cabeça. Quase todas de preto, garantem. Sem que ninguém ousasse incomodá-las por causa da fatiota. E desenganem-se os que pensam – tal como eu pensei – que quem assim escreve tem mais de cinquenta anos e se está a referir a velhinhas que já entregaram a alminha ao criador. Nada disso. São jovens – de idade, de resto não sei – os que afiançam ser esta a realidade dos areais portugueses trinta anos mais atrás. Aí por volta de mil novecentos e oitenta e seis, para nos situarmos melhor. Há, até, quem queira que nós acreditemos que a sua avó, hoje com sessenta e oito anos, dos quais quase quarenta vividos em Paris, é exactamente assim que, por estes dias, se banha nas águas mediterrânicas do sul de França. Pois. Deve ser, deve.

Desconheço o que andam a fumar. Ou a beber. Mas, decerto, tem pouco tabaco ou está estragado. Há trinta anos – ou mesmo mais – não havia banhistas assim vestidas, contudo, com as mentalidades que por aí existem, daqui por mais trinta não haverá ninguém em bikini. Mas é bem feito, que é para não serem parvos. E, principalmente, parvas.

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Façam mas é uma campanha de sensibilização, ou isso...

por Kruzes Kanhoto, em 16.08.16

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Hesito em concordar com as autoridades francesas que proibiram o uso do burkini – aquelas vestes ridículas que as muçulmanas usam quando vão a banhos – nalgumas praias onde, por causa da dita fatiota, se registaram alguns conflitos entre os banhistas. Proibir, desconfio, apenas fará com que mais gajas se vistam assim. E multar também não adianta. Além da multa ser irrisória, diz que há um mouro ricaço qualquer que paga a conta.

Obviamente que, na praia, ao cidadão comum incomoda a presença de pessoas assim trajadas. Tal como também incomodam os nudistas. Ou os cães. É por isso que se optou por criar praias para os amantes do nudismo. E, mais recentemente, para cães. Quiçá esse seja o caminho. Em lugar de proibir que as criaturas usem o dito burkini, criar praias onde essa prática seja permitida. Não de uso exclusivo, que isso seria discriminação, mas onde um veraneante qualquer soubesse, ao aceder ao local, com aquilo que contava.

Já li, a este propósito, vários comentários indignados com esta proibição. Não muitos, diga-se. Parece-me é que não são das mesmas pessoas que se indignaram contra a invasão de uma piscina, exclusiva para naturistas, por parte de um grupo de muçulmanos que, reclamando pelo seu encerramento, ofenderam e agrediram os utentes. Isto da tolerância e do multiculturalismo funcionar apenas num sentido ainda vai acabar mal...

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