Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

A demagogia do costume

por Kruzes Kanhoto, em 05.06.17

100_5169.JPG

 

Há qualquer coisa nessa polémica dos estagiários do Pingo Doce que se me está a escapar. Assim de repente não estou a ver questiúncula que justifique o alarido armado por aquele deputado esquisito do Bloco de Estrume. Nem, a bem dizer, consigo perceber as contas dele. Quinhentos euros limpos e dez horas de trabalho, incluindo duas de pausa para refeiçoar, é o que recebem e o horário cumprem grande parte dos trabalhadores do privado. Das duas uma. Ou o coisinho não sabe fazer contas – o gajinho é de letras, não admira que os números o baralhem – ou então nem sequer sabe o valor do salário mínimo nacional, nem qual é o horário normal de trabalho. O que, diga-se, não surpreende. Nunca deve ter vivido com um ou cumprido o outro. É nestas alturas que gosto de citar Jerónimo de Sousa: “Ele sabe lá o que é a vida”. Embora, para ser deputado, não precise de saber.


Compartilhar no WhatsApp

Je suis Bloco de Esquerda

por Kruzes Kanhoto, em 26.02.16

 

Bloco - tiro nos pés.jpg

 

 

Verdade. Suis mesmo. Não que me tenha convertido às tontices daquele conjunto de grupelhos esquerdistas ou deixado seduzir pelas falinhas mansas das Mortáguas e da putativa primeira-ministra mas, tão só, por achar que aqueles badamecos têm toda a liberdade para esparvoar como muito bem lhes apetecer. Por mais provocatória que seja a sua vontade. Apenas uma coisa me desagrada. É, digamos, uma coisinha de nada. Tem a ver com o facto de marrarem sempre para o mesmo lado. De vez em quando podiam variar. Assim tipo mencionarem o Maomé, sei lá…

Compartilhar no WhatsApp

Alguém que lhe diga para pôr mais tabaco naquilo...

por Kruzes Kanhoto, em 21.10.15

bobesponjadoidao.jpg

 

Ainda mal tinha acabado de escrever o post de ontem - vaticinando tempos divertidos à conta do futuro governo dos perdedores - e já Catarina Martins, a pequenota de olhos esbugalhados e olhar alucinado, revelava ao mundo as preocupações que o seu partido pretende ver reflectidas no programa de governo dos derrotados nas eleições. Ficámos assim a saber que a anulação das recentes alterações à lei do aborto e um problema qualquer relativo às parelhas do mesmo sexo, constituem as preocupações maiores da pequena líder.

Compreendo que a criatura pretenda satisfazer o seu eleitorado. Fica-lhe bem. O que já não me parece tão acertado é tornar as problemáticas relacionadas com as partes pudibundas a prioridade da acção governativa. É divertido, todos damos umas boas gargalhadas à conta disso mas, que diabo, é capaz de haver um ou outro assunto um bocadinho mais importante a tratar. Não sei, digo eu. Que, assim de repente e por comparação, até já começo a achar aquilo da educação de adultos, que inviabilizou o acordo do PS com os PAF's, uma coisa de extrema importância.

Compartilhar no WhatsApp