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Estou curioso acerca das reacções que os cânticos entoados no pavilhão do Porto, pela claque do clube local, vão suscitar nas diversas instâncias. Desportivas, politicas e judiciais, nomeadamente.

Presumo que Bruno de Carvalho, por esta altura, já tenha publicado um – ou mesmo dois –posts no facebook a insurgir-se contra aquelas atitudes e esteja já a preparar uma queixa  pelo comportamento dos adeptos. No mínimo exigirá uns vinte jogos à porta fechada. Também Pinto da Costa tratará de meter aquela gente toda na ordem.  A esta hora já os deve ter expulsado a todos e tratado de os enviar para Canelas. Outra coisa nem será de esperar de tão ilustre, educada e bem-quista personagem.  

Calculo que igualmente os meios políticos e judiciais estejam em polvorosa. Talvez, para prevenir futuras repetições deste triste episódio, tenham já sido encomendadas diversas propostas de lei a vários escritórios de advogados. A justiça estará, quase de certeza, a instaurar inquéritos a tudo o que mexe e que se relacione com o evento em causa. Isto para não falar das mais diversas associações que lutam bravamente contra o racismo, a xenofobia e outras intolerâncias de nome esquisito. Em nome da coerência, certamente, todos eles se vão manifestar contra aquele comportamento e exigir uma punição exemplar contra os que tiveram aquela atitude miserável. Nem tenho dúvidas quanto a isso... 

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publicado às 13:46

Remate kruzado

por Kruzes Kanhoto, em 26.03.17

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Haverá na comunicação social muita gente séria e honesta. Na prateleira, provavelmente. É que, a julgar por aquilo que diariamente vamos lendo, entre os que reúnem pelo menos uma daquelas qualidades não serão muitos os que estão no activo. Vejamos dois casos ilustrativos. Só, que não me apetece ser exaustivo.

 

“Pontuar na Luz costuma dar título ao dragão” garante hoje, em plena primeira página, um pasquim que se publica na cidade do Porto. Costuma pois. Ora se costuma. Basta ver o exemplo do ano passado. Ou, se não chegar, o do ano anterior. Estamos, portanto, conversados em termos de qualidade informativa.


Por seu lado “A Bola”, logo na capa, recorda aos seus leitores que “Maxi nunca perdeu contra o Benfica”. Grande feito. Ao alcance de poucos, convenhamos. Principalmente por causa dessa coisa do nunca. Seria, de facto, uma proeza assinalável não se desse o caso desse nunca corresponder a três jogos. Já agora - e até nem custava muito - poderiam ter acrescentado que o uruguaio caceteiro, desde que deixou o Glorioso nunca mais foi campeão. Mas isso, enfim, sou eu que tenho algum apreço pelo rigor terminológico. Coisa que, obviamente, não se pode esperar dos lambe-cús da actual comunicação social tuga.

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publicado às 13:23

Já se calavam com a briga dos fedelhos...

por Kruzes Kanhoto, em 25.08.16

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Isto dos alinhamentos dos telejornais e dos conteúdos noticiosos em geral ficarem a cargo dos jornalistas é uma chatice. Já dizia Ferreira Leite quando era líder do PSD. Basta ver a última semana. Não têm falado de outra coisa que não da briga de uns gaiatos. Como se, para além dos que lhes são próximos, isso importasse a alguém.

Podiam falar, se a ideia é manter a temática criminal na ordem do dia para roubar audiências à CMTV, dos muitos doentes mentais que andam pelas ruas europeias a tentar matar pessoas. Isto enquanto gritam “Allah akbar”. Que, parece, é o que as criaturas com problemas do foro psiquiátrico agora fazem enquanto tentam limpar o sebo a quem lhes está mais próximo e não tem, em comum com maluquinho, o mesmo amigo imaginário.

Para minha grande desilusão – e do Bruno de Carvalho, também – nem a profunda crise que o tricampeão está a atravessar, como comprova o recente empate altamente comprometedor, tem sido noticia. Nem entrevistas de rua aos habitantes de Setúbal a indagá-los quanto à forte possibilidade do seu Vitória chegar à liga dos campeões. Há cerca de um ano Arouca, após a derrota do bicampeão aos pés do clube local, foi invadida por repórteres convencidos que estavam na terra onde se festejaria, meses mais tarde, a conquista do título. E agora não saem da Ponte de Sôr... Desiludem-me, estes jornaleiros.



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publicado às 08:59

Fala como deve ser, pá!

por Kruzes Kanhoto, em 15.08.16

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Não sei quanto ganham os indivíduos que vão às televisões dizer umas alarvidades sobre futebol. Nomeadamente, digo eu, os seus clubes. Não sei mas gostava de saber. É que se é para dizer parvoíces, como as que eles bolçam durante horas a fio, sou gajo para o fazer por metade do preço.

Algumas das criaturas nem sequer sabem falar português. O ser que aparece na imagem, por exemplo. Cuidava eu - mas ninguém me manda andar mal informado - que era adepto do Sporting. Pelos vistos não é. Leva o tempo todo a falar do Benfica. E a dizer bacoradas. Iniciou a sua intervenção no programa de ontem, como não podia deixar de ser, a debitar parvoíces acerca do Glorioso. Referiu-se a uma “vestoria” que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional terá realizado ao estádio onde no Sábado jogou e ganhou o Glorioso. “VESTORIA”!!!! Sim, ele disse “VESTORIA”. Convinha, digo eu, que quem vai para a televisão participar neste ou noutro tipo de programas tivesse um conhecimento mínimo da língua portuguesa. E, de preferência, que a soubesse falar.

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publicado às 22:15

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Terei sido dos poucos benfiquistas a exultar com a saída do anterior treinador. Não sou mal-agradecido pelos títulos que deu ao clube mas não esqueço tudo o que, ingloriamente, perdeu. E foi muita coisa. Nem olvido as humilhações por que fez o Glorioso passar. E foram muitas. Isto quando teve ao seu dispor plantéis com os quais nem os Lopeteguis desta vida conseguiriam perder. É por tudo isso que não concordo com o autor desta mensagem dirigida ao actual treinador do clube do Lumiar, afixada nas imediações do local onde joga a agremiação agora treinada pelo antigo técnico do Benfica. Não tem, obviamente, mérito nenhum na conquista do 35. Nem por aquilo que disse ao longo da época e que, segundo alguns, motivaram os jogadores do Enorme. Nada disso. Também no futebol as vozes de burro não chegam ao céu.

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publicado às 14:19

Eu também "acradito"!

por Kruzes Kanhoto, em 22.02.16

Garantia um benfiquista, visivelmente desanimado com o comportamento da equipa sempre que defronta os rivais, que não se é campeão perdendo os derbis. Ora aí está um adepto ciente das limitações da equipa e que já se está a preparar psicologicamente para a perda do campeonato. Pensava eu, na mesa ao lado, enquanto beberricava um dos últimos cafés com vinte e três por cento de iva. Nada disso, retorquiu de imediato o cidadão – nem sei se benfiquista - a quem o adepto do Enorme tinha manifestado o receio de não ver o Glorioso atingir o tri. Então, prosseguiu, por que raio não há-de o Benfica ser campeão, ainda que não ganhando ao porto e ao sporting, se o Costa mesmo perdendo as eleições para o PSD e CDS chegou a primeiro-ministro?! Faz sentido. Mas futebol e politica não são bem a mesma coisa. Em comum apenas têm o facto de, ambos, estarem repletos de gajos cheios de sentido de oportunidade.

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publicado às 19:38

"Zovens" com espírito de iniciativa...

por Kruzes Kanhoto, em 22.01.16

Não conhecia o funcionamento do Placard, o mais recente jogo de apostas desportivas da Santa Casa. Foram as noticias acerca da miudagem que, alegadamente, anda a apostar naquilo como se não houvesse amanhã, que me motivaram a curiosidade de ver como se joga. Nomeadamente preço, valor dos prémios e a forma de apostar. E, sinceramente, não estou a ver razões para tanta indignaçãozinha. Nem, a bem-dizer, para indignação de espécie nenhuma. Acho, até, bastante razoável que os putos “invistam” no Placard. É barato, não é preciso estar à espera uma semana pelo resultado, não depende exclusivamente da sorte e, não sendo ganancioso, é relativamente fácil ir ganhando “algum”. Ao contrário dos outros jogos não dá prémios “fabulásticos” mas, sem muito azar, é possível multiplicar o valor da aposta mínima – um euro – por dois ou três.

Não quero com isto dizer que o jogo deva ser permitido a menores mas, que diabo, há coisas muito piores a que todos fechamos os olhos diariamente. Este caso, ao contrário de outros, revela até que os miúdos terão um louvável espírito de iniciativa. Apostam num jogo onde as probabilidades de ganhar, ainda que pouco dinheiro, são bem maiores do que aqueles onde os adultos apostam fortunas sem que daí tenham o mais pequeno retorno.

Também eu vou jogar nesta coisa. Irei apostar um euro na vitória do Benfica. Se o Glorioso não me desiludir recebo um euro e doze cêntimos...

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publicado às 19:11

Não previsões para 2016.

por Kruzes Kanhoto, em 01.01.16

Não sou de me armar em vidente e desatar a tentar adivinhar o que vai acontecer nos tempos mais próximos. Nem, sequer, de elaborar listas de desejos. Ou de objectivos, uma coisa modernaça a que dantes chamávamos planos. Há-de ser o que for. Logo se vê. As expectativas, à partida, são baixas. Nada deve ser muito diferente. O governo vai fazer a merda do costume, o Benfica vai continuar a jogar mal, o Jorge Jesus a perder o que está quase ganho e os terroristas a fazerem-se explodir enquanto os parvos do costume vão garantir que a culpa é do ocidente, dos EUA ou do aquecimento global. Que, por sua vez, também é culpa dos ocidentais e americanos. Nada de novo, portanto.

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publicado às 12:32

O Benfica não foi campeão a época passada!

por Kruzes Kanhoto, em 10.10.15

Afinal, também nisto do futebol, temos andado todos a ser enganados. O Benfica não é o maior clube português. Nem, sequer, é o actual campeão do pontapé na bola. Porto e Sporting juntos têm mais sócios, mais títulos e na última época os pontos dos dois somados ultrapassam em muito os conquistados pelo Glorioso. Que, visto assim, até já não é tão glorioso quanto isso.

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publicado às 16:58

O ovo nem sempre está no cú da galinha

por Kruzes Kanhoto, em 11.07.15

As SAD's de Porto, Sporting e Benfica lançaram recentemente no mercado – esse malvado – mais um empréstimo obrigacionista com juros bastante simpáticos. A ideia, a julgar por aquilo que se tem lido e ouvido neste defeso futebolístico, é comprar jogadores e treinadores para as suas principais equipas. Ou seja, investir e promover uma politica de “crescimento”. À semelhança, aliás, do que muitos defendem como essencial para o país.

Estão, portanto, os principais emblemas desportivos a trilhar o caminho certo. Aquele que sábios e, a julgar pelo que ouço e vejo por escrito por aí, a maioria da população consideram ser a alternativa a seguir.

O problema, desconfio, vai ser se a bola teimar em não entrar na baliza adversária, se o árbitro não marcar aquele penalty que toda a gente viu ou se os jogadores não renderem aquilo que se esperava deles. Sem vitórias os adeptos não vão ao estádio, os craques não se valorizam e, em suma, o investimento não gera retorno. Que é como quem diz, não há “crescimento” para ninguém.

Presumo que não sejam bancos franceses e alemães, nem os tais “fundos-abutre” a comprar toda a emissão. O mais certo é a maioria do capital emitido ficar nas mãos de aforradores que pretendem rentabilizar as suas poupanças. Se, no final, não houver graveto para reembolsar os investidores podem as SAD's fazer uma espécie de renegociação da divida. Assim do tipo só pagar cinquenta por cento do capital investido. Todos, certamente, aplaudiríamos a ideia. É, afinal, o que andamos a defender há anos.

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publicado às 12:48

Tenho manifesta dificuldade em perceber a alegria dos sportinguistas e a tristeza de alguns benfiquistas pela mudança de Jorge Jesus para o outro lado da segunda circular. Relativamente aos primeiros faz-me espécie a convicção que, com ele, vão voltar os tempos de glória a Alvalade. Nem sei o que os leva a acreditar nisso. Se o homem é treinador há trinta anos, passou por uma dúzia de clubes e não ganhou nada, por exemplo, no Belenenses, Guimarães ou Braga, porque raio é que há-de ser campeão no Sporting?! Deve ser uma questão de fé.

Quanto aos benfiquistas, mesmo reconhecendo os excelentes resultados obtidos nas duas últimas temporadas, convém não esquecer as três épocas que as antecederam. Nomeadamente quando, de forma perfeitamente inglória e incompetente, se perdeu tudo numa semana. Apesar disso a maioria dos adeptos do Glorioso estará grata a Jesus. Ganhou muita coisa, recolocou o clube no lugar que merece mas, como tudo na vida, o seu ciclo terminou. Por mim é sem saudade que o vejo partir. Até porque outras alegrias se aproximam. A começar pela diversão que, seguramente, a dupla Jesus-Bruno de Carvalho nos vai proporcionar...



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publicado às 23:12

É sobejamente conhecida a penúria financeira em que vivem os clubes portugueses. Todos. Grandes e pequenos. Por isso até eu, que não sou de intrigas, fico abismado com a repentina liquidez de tesouraria que permite a agremiações sem dinheiro para mandar cantar um ceguinho duplicar ou triplicar os prémios de jogo em caso de vitória se o adversário for o Benfica.

Recorde-se, aos mais distraídos, que os jogadores de futebol são profissionais. Ganhar faz parte do seu trabalho e uma vitória vale sempre três pontos. Seja contra o Glorioso ou outra equipa qualquer. Não me parece, por isso, que aumentar a recompensa nestas circunstâncias abone muito em favor do profissionalismo de jogadores e treinadores dessas agremiações.

E sim, estou ligeiramente indisposto com o resultado de ontem. Mas, se estivesse no lugar de quem arranjou a massa para pagar o prémio de jogo aos jogadores do Rio Ave ainda estaria muitíssimo mais. Foi dinheiro jogado fora. Para ganhar ao Benfica deste Sábado a promessa de uma bifana teria chegado como incentivo.

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publicado às 22:31

Vernissage

por Kruzes Kanhoto, em 25.10.07
Vá lá saber-se porquê, uma distinta e honorabilissima organização de caracter social e humanitário insiste em convidar-me para as suas "vernissages". Logo a mim. Um gajo sem cultura geral, que só lê "A Bola" e, mesmo assim, apenas quando o Benfica ganha.É por isso que, apesar da gentileza do convite, vou continuar a dignificar as vernissages com a minha ausência.
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publicado às 00:00

Vernissage

por Kruzes Kanhoto, em 25.10.07
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