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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

No passa nada

por Kruzes Kanhoto, em 30.06.17

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Uma quantidade bastante simpática de armamento levou sumiço de um quartel. Nada de novo. Já aconteceu noutras ocasiões. Nem, pelos vistos, é coisa que constitua motivo para preocupação de maior. Só falta aparecer aí um marmanjo qualquer, como da outra vez, a garantir que as armas estão em boas mãos. E ainda há quem insista em afiançar que a história não se repete...  

 

Diz o Jornal de Noticias de hoje que metade dos portugueses toleram a existência de corrupção autárquica. Fico, confesso, basbaque perante tão surpreendente revelação. De queixo caído, como dizemos por cá. Achava eu, na minha santa ignorância, que essa taxa de tolerância rondaria para aí os noventa e cinco por cento. Ou mesmo mais. A ser verdade, este número apenas vem revelar que a outra metade dos tugas são uns ingratos. Não valorizam o esforço hercúleo que os autarcas desenvolvem em prol da criação de emprego, da dinamização da economia e da simplificação de procedimentos ao nível da decisão. Uma falta de reconhecimento perante tanta eficiência, é o que é… 

 

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Dediquem-se aos estudos. A sério.

por Kruzes Kanhoto, em 05.08.16

Um estudo qualquer concluiu que os funcionários das autarquias gozam mais dias de férias do que aqueles que a lei determina. Um escândalo, portanto. O estudo, presumo, terá sido aturado. Como convém a todos os estudos. Pena é ter de aturar as conclusões. Parvas, diga-se. É que o estudioso – e se calhar até lhe pagaram para estudar o assunto – resolveu incluir, entre os dias que os funcionários autárquicos gozam em número superior ao legal, a véspera de Natal e a terça-feira de carnaval. Dias que, como se sabe, mais ninguém goza em Portugal. Nem são tolerância de ponto, nem nada.

Temos a tendência de fazer comparações. Tudo serve para comparar. Fazê-lo entre ordenados, regalias diversas e quantidade ou qualidade de trabalho na função pública e privado é quase tão velho como o mundo. A mim é coisa que me desagrada profundamente. Por norma mando quem as faz para uns quantos sítios cabeludos que me ocorram na ocasião. E faço-o desde que, já lá vão quase trinta e seis anos e era eu um jovem “administrativo” que ganhava dez contos por mês, um “camarada” me apontava a condição de burguês. Enquanto, garantia, um outro jovem servente de pedreiro, que por acaso levava vinte contos livres de impostos para casa todos os meses, não passava de um pobre proletário. Mandei-o, então, ir ter com a camarada meretriz que o pariu. Não deve ter ido. Ou, se foi, não interrompeu nada. Pelo menos a julgar pelos estudiosos que por aí andam a publicar baboseiras.

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