Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Regionalizar é um disparate

por Kruzes Kanhoto, em 12.04.17

Quando o tema foi referendado, votei a favor da regionalização. Hoje, não posso ser mais contrario à ideia. Tal como, quero acreditar, o serão, de novo, a maioria dos portugueses. Seria, se a proposta de regionalizar país tivesse acolhimento, mais uma tragédia. A todos os níveis. Logo a começar pelas implicações financeiras que a criação de mais um patamar de poder iria ter no bolso dos contribuintes. Quase todos sabemos o que custa sustentar a máquina do Estado. Muitos de nós sabem, também, o que é necessário para sustentar a chusma de eleitores que os autarcas insistem em arregimentar para a folha salarial das suas autarquias. Não será, por isso, necessário um grande esforço para imaginar o que nos esperaria se essa coisa de entregar o poder regional a mais meia dúzia de caciques fosse avante. Disso já chega o que há.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:48

O Orçamento dos autarcas e reformados

por Kruzes Kanhoto, em 03.11.16

Tenho lido nos últimos dias – praticamente desde a sua apresentação oficial - que o Orçamento para 2017 é o Orçamento dos funcionários públicos e dos reformados. Será, em parte, verdade. Nomeadamente quanto aos últimos, pois a função pública, exceptuando os vinte cinco cêntimos do subsidio de refeição, não é contemplada com a distribuição de benesses, ao contrário do que acontece com os pensionistas.

Parece, no entanto, que todos se estão a esquecer dos autarcas. Esses, talvez, os maiores beneficiários da generosidade distributiva da geringonça. Para além da espécie de inimputabilidade - a ser aprovado o que é proposto – que o governo lhes pretende conceder, é ainda garantida uma torrente de dinheiro a desaguar nos cofres das autarquias como há muito se não via. E, se isso não fosse mais do que suficiente, vão dispor de inteira liberdade para endividarem as respectivas Câmaras – e, por consequência os respectivos munícipes e os portugueses em geral – em montantes que apenas conhecerão como limites a imaginação dos mais extravagantes de entre eles. O período negro, no que diz respeito aos calotes dos municípios, que terminou – salvo uma ou outra miserável excepção – em 2012, não constituiu uma lição suficiente. Continua-se, por isso, a dar fósforos aos incendiários.

Não me surpreende. Os governantes de agora são os mesmos que rebentaram o país e, na sua maioria, os autarcas que esturraram dinheiro à tripa-forra também. Já vimos este filme e sabemos como acaba. Só um tolinho pode esperar que, desta vez, tenhamos um final feliz.

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:35

Academias de voto

por Kruzes Kanhoto, em 09.06.16

 

can-stock-photo_csp10531148.jpg

 

Não deve existir terra, terrinha ou terriola que não tenha a sua “academia sénior”, "universidade senior" ou outro nome qualquer mais ou menos inspirado. Uma invenção - interessante, diga-se - que serve para manter os reformados entretidos, garantir votos ao autarca local e que, por norma, funciona à conta das autarquias respectivas. De nós todos, portanto, que subsidiamos com os nossos impostos gente que de necessitada pouco terá.

Que não paguem propinas, tenham aulas, festas de abertura ou de encerramento de ano lectivo, visitas de estudo, passeatas diversas, bolinhos, champanhe e festas de índole variada – no corpo todo ou das outras – tudo à pala, não são coisas que me causem particular inquietação. Deve ser pela força do hábito. O que me deixa ligeiramente preocupado – mas não muito, confesso – é que não me lembro de ouvir falar de finalistas nestas academias. Será que ninguém conclui o curso? Ou não fazem festas alusivas a esta parte? Ou, sendo mesmo bera, pode substituir-se aquilo do “fazer tijolo” por “tirar o doutoramento”?!

Compartilhar no WhatsApp

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:18



Mais sobre mim

foto do autor






Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2011
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2010
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2009
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2008
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2007
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D