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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Da série ainda bem que acabou a austeridade (III)

por Kruzes Kanhoto, em 21.09.16

Talvez levados pelo entusiasmo – não confundir com populismo, que isso é coisa exclusiva dos gajos da direita – uns quantos deputados e apoiantes da maioria governativa, garantiam que o novo imposto permitiria reduzir o irs da classe média, aumentar as reformas dos velhinhos mais pobres e fazer crescer as prestações sociais dos mais desfavorecidos. Hoje parece que apenas vai contribuir para aumentar as reformas. Generosidade que, diz a mentora deste novo tributo, custará aos cofres públicos duzentos milhões de euros. Isto que dizer que, face aos números apresentados, cada um dos tais oito mil ricaços pagará, em média, vinte cinco mil euros de imposto por ano. Não é que isso me incomode. Podiam, até, pagar mais que não me causava grande aborrecimento. Mas, o que é que querem, não acredito. Nem no montante a pagar por cada um nem, ainda menos, no número de pagantes.

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E o vento, camaradas?! Esqueceram-se do vento!

por Kruzes Kanhoto, em 02.08.16

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Sejamos claros. A popularidade do governo deve-se, quase em exclusivo, a três grupos sociais. Funcionários públicos, reformados e pessoal da restauração. A uns restituiu os cortes, aumentou reformas nalguns cêntimos a outros e aos últimos deu mais dinheiro por via da baixa do iva. Obviamente que ficaram todos contentinhos. Mas não ficariam, se soubessem fazer contas. Nomeadamente a quanto dessa reversão, de vencimentos e pensões, perderam com os impostos entretanto agravados. Mas reconheça-se a manha dos geringonços em jogar com a iliteracia financeira da generalidade dos portugueses. Enquanto assim for, por mais que nos esmifrem, tudo lhes será perdoado.

Hoje, depois de semana passada anunciarem o truque do euro milhões, inventaram outro esquema manhoso para nos roubarem mais dinheiro. O dinheiro que precisam para, satisfazendo as clientelas, se aguentarem no poder. Vamos passar a pagar o sol que nos entra casa dentro e as vistas que alcançamos das nossas janelas. Desta nem o governo mais ultra-liberal, que mais roubou os portugueses em toda a história do país, se lembrou. Sim, porque caso semelhante ideia tivesse ocorrido ao Parvus Coelho nem todo o stock de tampões auriculares nos protegeria das esganiçadas, dos Galambas, dos Jerónimos e de outros políticos preocupados com o ataque aos rendimentos e o bem-estar dos portugueses levado a cabo pela troika, o pacto de agressão e as outras balelas a que nos habituámos.

Face à tragédia orçamental que se avizinha tenho até medo de imaginar o que se segue. Que mais irá esta gente inventar? Um imposto sobre os pockemons capturados pela rapaziada que se entretém nessas caçadas esquisitas? A cobrança de uma taxa aos peões para manutenção da calçada dos passeios? Um imposto de circulação sobre bicicletas, skates e trotinetas? A sorte é que já acabou a austeridade...Olha se não tem acabado!

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Olha se a austeridade não tivesse acabado, a página virada e a esperança devolvida...

por Kruzes Kanhoto, em 07.05.16

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Acabar com a austeridade. Virar a página. Devolver a esperança. Disto e muito mais nos têm falado os geringonços. Promessas em que apenas os tontinhos e os apoiantes – passe o pleonasmo – da coligação esquerdelha acreditam.

Continuo a ver a mesma austeridade – chamem o que quiserem ao brutal aumento de impostos que a geringonça promoveu – e a única página que vi virar foi a do regresso a um livro já lido. Quanto à devolução da esperança, só se foi devolvida ao lobi do betão ou às empresas de crédito fácil e rápido. Quem tiver dúvidas que veja as tabelas de retenção de IRS para 2016. E surpreenda-se...ou não!

Garantia um destes dias um insuspeito e entusiástico apoiante do governo em funções, que estávamos numa espécie de bonança que antecede a tempestade. Não sei se concorde com a parte da bonança, mas que a borrasca vai bater forte lá isso vai...

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Como é que se chama agora aquilo que ficou no lugar da austeridade?!

por Kruzes Kanhoto, em 03.02.16

Parece que foi decretado o fim da austeridade. Não noto nada de diferente, mas pronto se eles dizem que sim não sou eu que os vou contrariar. Para mim está tudo rigorosamente na mesma. Há, vá lá, aquela coisa manhosa da sobretaxa de IRS. Uns quantos – poucos - euros a mais no vencimento liquido. Estou a guardá-los. Dão jeito para pagar o aumento do imposto sobre a gasolina e da taxa do áudio-visual, ou lá o que é.

Onde estou convencido que vou poupar a sério é nas despesas com os serviços de restauração. Dez por cento a menos no IVA já dá para constituir um pecúlio apreciável. Capaz, até, de me fazer cometer uma pequena loucura. Comprar um carro novo, ou assim. Isto se chegar para o aumento do imposto automóvel, claro. Não posso é pagar o popó com cartão de crédito ou multibanco, senão lá se vai a poupança para o imposto de selo que, diz, irá incidir sobre os pagamentos com dinheiro de plástico. Ainda bem que a austeridade acabou, ufa!

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