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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Haja respeito pelos bombistas!

por Kruzes Kanhoto, em 24.05.17

Está difícil a vida – e a morte, também - de terrorista. Devem estar que nem podem. Coitados. Por mais que se esforcem raramente as suas acções são reconhecidas atempadamente como resultantes da sua indómita vontade de aterrorizar. São sempre incidentes, ocorrências ou, na melhor das hipóteses, actos tresloucados.

Há, depois, aquilo da fé. Verdade que cada um tem a sua. Eles, com toda a legitimidade, têm a deles. Mas, desgraçados, por mais que insistam em se rebentarem por causa e em nome dela – da fé – outros ainda mais desgraçados esfalfam-se por demonstrar o contrário. Que não, que não têm fé nenhuma e mesmo que tenham não foi nada em nome da dita fé que se fizeram em fanicos. São, portanto, considerados uns mentirosos. Tese que, desconfio, pode ser considerada discriminatória por se tratar de um julgamento preconceituoso contra a classe dos bombistas suicidas.

Pior ainda é o que se segue aos rebentamentos. Não para os rebentados, que esses já foram ter com as virgens, mas para os candidatos a rebentar. Os infelizes têm de aturar os papalvos das flores, das rezas, das velas e dos facebook’s amaricados. Uma chatice. De tal ordem que até os que ainda não foram acometidos da vontade de se explodir ficam mortinhos por o fazer. E costumam fazê-lo.

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O livro que urge oferecer aos jihadistas

por Kruzes Kanhoto, em 15.11.15

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A teoria que por estes dias tenho visto replicada até à exaustão, segundo a qual o auto proclamado “Estado islâmico” é uma criação dos Estados Unidos, do Ocidente e do capitalismo em geral tem o seu quê de curioso. Esta tese, sendo defendida acerrimamente pela malta de esquerda faz dela, como é óbvio, uma verdade absoluta. Irrebatível, mesmo. Como tudo o que brota da reconhecida sabedoria e superior inteligência daquele pagode. Nisto a única coisa que me faz espécie é que – tratando-se de uma criação americana - eles, os comunistas, não estejam especialmente preocupados com as suas acções e que, sendo conhecida a aversão ianque aos comunas, não se sintam, sei lá, um bocadinhos ameaçados. Eu, se fosse comunista e acreditasse nessa teoria, ficaria assim ligeiramente preocupado por saber que andava por aí um bando de gajos, financiado pelos anti-comunistas, a matar gente. Mas isso sou eu, que não percebo nada disto.

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Hoje não "sou francês"...

por Kruzes Kanhoto, em 14.11.15

Hoje é mais um daqueles dias, cada vez mais frequentes, em que os idiotas do costume serão “Charlie's”, “franceses”, “parisienses” ou outra coisa qualquer que lhes pareça adaptada ás circunstâncias. Cantarão a Marselhesa, enaltecerão os valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Provavelmente darão as mãos a gente de outras culturas e não se cansarão de se manifestar em defesa de “valores” como o multiculturalismo ou a solidariedade. Quase de certeza não faltarão as referências à maldade do homem branco, causadora de todo o mal.

Mas é igualmente o dia de pedir contas. De responsabilizar os governos e todos os que têm permitido a invasão islâmica do ocidente ao longo das últimas dezenas de anos. Todos são culpados. Desde os políticos que lhes abrem as fronteiras aos que os acolhem. E não, não excluo os gajos que os vão lá buscar nem, sequer, quem lhes dá donativos. Todos têm sangue nas mãos.

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