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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Aquilo é uma bíblia, quase. Um corão, vá.

por Kruzes Kanhoto, em 05.08.16

Não concordo nada com as críticas em relação ao tipo de jornalismo que é praticado pelo “Correio da manhã”. Pelo menos quando feitas isoladamente e desligadas da restante realidade do país. São, por norma, feitas por criaturas com a presunção que são dotados de um intelecto superior ou que se acham iluminados por uma luz qualquer que não tocou ao comum dos mortais. Talvez as duas coisas em simultâneo, até.

Ora aquele jornal está ao nível dos políticos, ex-políticos ou pretensos famosos que alimentam as suas páginas. Daí que, sendo o nível dos protagonistas aquele que reconhecidamente é, não se possa esperar grande coisa. E depois há aquilo do mercado. Que também é o que é. Os críticos que experimentem abrir um negócio que se destine a um mercado que não exista e vão ver o tempo que aguentam até à falência. A menos que o Estado se substitua ao mercado. Coisa que não é assim tão incomum. Exemplos de criaturasa viver à conta disso existem por aí aos pontapés. Nomeadamente entre aquelas que vilipendiam o mencionado folhoso.

Por falar em “Correio da Manhã”. Alguém reparou na pança do António Costa na primeira página do dito jornal? O homem continua com barriguinha de autarca. A continuar assim um dia destes não os vê…

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"Um vintém é um vintém e um cretino é um cretino"

por Kruzes Kanhoto, em 02.05.16

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O facto de António Costa fazer apelos não terá nada de especial. E apelar aos portugueses para se mobilizarem na luta contra os baixos salários também não. Tirando, talvez, aquela coisa de ser – ainda que isso pareça estranho até a ele – primeiro-ministro. E, convenhamos, vindo de alguém que chefia o governo, que pode decidir acerca do assunto e nada faz para alterar a situação que pretende ver combatida é manifestamente parvo.

Ele que lidere o combate. Vá à luta. Dê o exemplo. Comece por aumentar o vencimento dos funcionários públicos. Que, presumo talvez a criatura saiba, são os únicos salários baixos que pode aumentar. Ah, e tal não pode aumentar a despesa...Não?! De certeza?! Não estou tão seguro disso. Se o Estado – em todas as suas componentes – deixasse de recorrer a empresas de trabalho temporário, outsourcing, avenças manhosas e esquemas esquisitos para “ajudar” amigos, conhecidos, camaradas, companheiros e palhaços diversos era capaz de a poupança chegar e sobrar para pagar ordenados dignos a quem o serve. Digo eu, que gosto muito de dizer coisas e tenho a mania de fazer contas...

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Um mau comunicador estraga sempre uma boa ideia...

por Kruzes Kanhoto, em 25.09.15

Custa-me a acreditar que António Costa e a sua trupe consigam perder as eleições. Se isso acontecer será um caso de estudo. Algo que servirá de exemplo durante muitos anos sempre que se pretenda demonstrar o que não deve fazer um politico, um partido ou uma candidatura que, de facto, pretenda ser eleito. Nomeadamente quando o adversário é daqueles a quem até o Pato Donald dava uma coça.

Aquilo é cada tiro cada melro. A começar pela tralha que gravita à volta do homem. Gente que cada vez que abre a boca convence cem eleitores a votar noutro partido. Qualquer que ele seja. Depois a maneira de comunicar. Absolutamente incapaz de transmitir uma ideia com clareza, de forma convincente e que faça os ouvintes acreditar que a proposta é séria, exequível e justa.

Veja-se, a titulo de exemplo, aquela coisa das prestações não contributivas ficarem sujeitas à condição de recurso. Uma excelente intenção e, acrescente-se, uma medida da mais elementar justiça. No entanto até mete dó a incapacidade - ou o medo, talvez - dos socialistas explicarem isto de forma a que o eleitorado perceba. Teria a sua piada se uma boa proposta, como esta é, fosse um dos principais motivos para a derrota do seu proponente. Ou, talvez, apenas revelador da qualidade do eleitorado.

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Iva da restauração. Alguém vai pagar a promessa do Costa...

por Kruzes Kanhoto, em 30.08.15

Continuo a achar que baixar a taxa de IVA na restauração é uma parvoíce. A acontecer, como o Costa anda a prometer, apenas servirá para transferir dinheiro dos bolsos dos contribuintes para os empresários sem que daí resulte qualquer beneficio. A não ser para os próprios, claro. Este sector, mesmo com isto das facturas deduzirem no IRS, continua a escapar à malha fiscal. Ou seja, anda a enganar-nos a todos. Mas isso é outra história da qual só nós temos a culpa.

Se, como ouço repetidamente afirmar, a restauração está assim tão mal é de estranhar, por exemplo, o verdadeiro “assalto” às promoções das grandes superfícies por parte dos empresários do ramo. Todo e qualquer produto da área de alimentação e bebidas desaparece das prateleiras, das peixarias e dos talhos dos supermercados cá do sitio mal estes abrem portas. É vê-los de carrinhos a transbordar de bens que, certamente, não serão para o banco alimentar. Sem, curiosamente, nunca se esquecerem de pedir factura com número de contribuinte. Para quem está em crise...

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