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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Serviço público vs serviço ao público...

por Kruzes Kanhoto, em 27.12.14
A privatização da TAP tem motivado um frenesim difícil de entender para um leigo como eu nestas coisas. É que, assim de repente, não estou a ver motivos para preocupações de maior. Nem no caso da transportadora aérea nem nas restantes privatizações que desde há trinta anos os sucessivos governos têm vindo, e bem, a fazer.
Sou do tempo em que o Estado não era dono de bancos, seguradoras, empresas de transporte, imobiliárias ou estaleiros navais. E, por mais estranho que isso possa parecer a quem não viveu nesse tempo ou já se esqueceu como era, o país funcionava. Melhor até, em muitas circunstâncias, do que funciona hoje. Convém, também, não esquecer que o Estado não criou nenhuma empresa dos sectores acima referidos. Tratou-se, isso sim, num período de absoluta loucura colectiva de as roubar aos legítimos donos.
Compreendo que algumas elites hoje se sintam preocupadas com o desmantelar do sector empresarial do Estado. A empregabilidade dos desempregados da politica é capaz de, no futuro, ser substancialmente afectada. Já no que respeita ao cidadão comum não estou a ver motivo para preocupação. A não ser, num cenário pós-privatização, já não termos quem em nome da defesa dos nossos interesses não nos preste o serviço que antecipadamente pagámos. Coisa que, obviamente, nos é cara. E muito.
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