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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Salário menos minimo

por Kruzes Kanhoto, em 26.01.10
Caso os média nacionais não estivessem por estes dias mais preocupados com o Orçamento de Estado, a medida promovida pela Câmara da Vidigueira de aumentar os funcionários com mais baixos salários à custa da redução do vencimento de eleitos e respectivo staff de apoio, causaria ampla discussão e provocaria intenso debate na opinião publicada.
Ainda assim, nos blogues e nas caixas de comentários dos sites de alguns órgãos de comunicação social onde a notícia mereceu uma discreta referencia, as reacções não se fizeram esperar. Se, por um lado, uma ampla maioria concorda com o caminho que aquela autarquia alentejana se propõe seguir surgem já, aqui e ali, umas quantas vozes discordantes a revelarem um certo incómodo. Provavelmente mais preocupadas com as consequências e as ondas de choque que a decisão inevitavelmente irá provocar na sociedade portuguesa, do que com o seu conteúdo ou os efeitos que poderá causar na pequena localidade onde será posto em prática. Coisa que, como é óbvio, lhes interessará muito pouco por se situar a considerável distância do seu umbigo.
Não é preciso possuir grandes dotes adivinhatórios para prever que não assistiremos ao generalizar de decisões como esta noutras autarquias, em empresas, nem - ainda menos - no Estado. Não passa de demagogia. Argumentarão muitos. Talvez. Mas tratem de convencer disso quem, por esta via, vê o seu ordenado substancialmente melhorado.
Ah! E porque não tenho qualquer reserva mental em fazê-lo,aqui fica devidamente referido que a Câmara da Vidigueira é gerida pelo Partido Comunista Português.
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