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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

O relógio do chinês

por Kruzes Kanhoto, em 07.03.15

Ciclicamente recorro a lojas de chineses para comprar aquelas inutilidades de que necessitamos quando menos se espera e não nos resta outra alternativa porque todos os estabelecimentos normais já encerraram. Foi assim quando precisei de um cronómetro e a chinesa me tentou impingir um “pito” ou quando, inesperadamente, os velhos chinelos entregaram a alma ao criador e, antes que os calos iniciassem uma jornada de protesto, comprei um par de calcantes de trazer por casa que exalavam um odor capaz de fazer parecer uma suinicultura um lugar de onde se libertam agradáveis fragrâncias.

Há poucos dias voltei a um destes espaços comerciais. A velha cebola deu por terminada a sua tarefa de medir o tempo e arrisquei experimentar um relógio de baixo preço e qualidade a condizer. Como quase tudo o que os comerciantes vindos da terra que já foi do Mao têm à venda. Ainda não me arrependi da compra e acho até que fiz um bom negócio. Aparentemente a máquina apenas tem um pequeníssimo defeito. Insignificante, quase. O ponteiro dos minutos demora trinta e um minutos a percorrer a distância entre o “ e o “12”. Com certeza é de ser a subir. Felizmente a coisa não tem grande importância porque na descida, entre o “ e o “6”, demora apenas vinte nove.

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