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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Multiplicai-vos e pagareis menos impostos...

por Kruzes Kanhoto, em 23.07.14
Muito se tem falado e escrito ultimamente sobre a reforma do IRS. Nomeadamente acerca daquela coisa da natalidade e de como é urgente e necessário estimular os portugueses a procriar. Admito que a via fiscal possa constituir um incentivo a que os portugueses se reproduzam. Mas, por si só, não chega. Não passa de preliminares. Isto se, em simultâneo, não criar um sistema de fiscalidade ainda mais injusto do que o existente.
Se beneficiar fiscalmente quem tem filhos parece consensual, já não se afigura tão merecedor de concordância tratar, em sede de IRS, por igual um contribuinte que nunca teve descendentes e outro que, tendo tido porventura até uma extensa prole, já não inclui a descendência na sua declaração fiscal. A menos que se pretenda pôr o pessoal a fazer filhos durante toda a vida. Mas isso já depende, chamemos-lhe assim, do incentivo...
Embora acredite nas bondosas intenções de quem teve as ideias agora em discussão, creio – para não dizer que tenho a certeza – que nada disto contribuirá para os portugueses se reproduzirem em número razoável. As pessoas têm, actualmente, outros valores – se é que se podem chamar isso - de que não abdicam. São opções que, mais cedo do que tarde, vão pagar. E muito mais caras do que hoje podemos supor. 
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