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Maioria silenciosa é um conceito que parece não estar a ser muito bem entendido por alguns génios auto-proclamados. Eu explico. Com o exemplo nacional, que é para não ir mais longe. Nos idos do pós-25 de Abril o PCP fazia grandes comícios. Mobilizava magotes de gente. Centenas de milhares em cada manifestação, segundo as próprias contas. Na rádio, televisão e jornais as posições amplamente dominantes eram as do partido comunista. Nem sequer havia contraditório, que isso da democracia pluralista era coisa de reaccionários e burgueses. Mesmo nas ruas poucos eram os que se atreviam – como hoje, quase – a exprimir opiniões contrárias à verdade vigente. O politicamente correcto da época, portanto. Criou-se, por causa disso, no país a sensação que as eleições dariam uma estrondosa vitória aos comunistas. Até porque, nessa altura, ainda não havia sondagens. O pior foi aquilo do voto. Tiveram doze por cento. Uma minoria esmagadora. Por mais esganiçados que tivessem sido os seus arautos.

A história é uma coisa lixada. Mostra uma preocupante tendência para se repetir, a marota. Embora, por mais que se repita, haja sempre burros que não a entendem.

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publicado às 13:12



2 comentários

De alvaro silva a 05.03.2017 às 12:19

Então na minha freguesia de naturalidade haviam 17 adeptos da marreta e foicinha, indefectíveis, jurados e arregimentados por um prócere da UEC de Coimbra, estudante de Direito. O problema é que depois de todos terem votado e no balanço final, só 13 é que foram validados no PCP. Imaginem só o ambiente pós eleitoral a chamarem traidores uns aos outros. Muito tempo depois e anos passados, mantém-se os rancores, mas o hoje advogado já foi deputado pelo partido rosa-choque, e a militância destes (hoje septuagenários ou quasi) tem vindo a decair tal como a virilidade, em progressão aritmética, afora aqueles que já prestaram contas ao Criador.

De Kruzes Kanhoto a 05.03.2017 às 14:25

Muitas histórias se podiam escrever acerca das convicções do pagode. Por aqui variam muito em função do partido que manda na Câmara. Agora os antigos "camaradas" são quase todos "independentes"...

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