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Kruzes Kanhoto

Ainda que todos, eu não!

Inevitabilidades

por Kruzes Kanhoto, em 25.05.13

A propósito dopost anterior, questiona-me o único visitante que o comentou – o “Jony” -  se eu “ia”. Concluindo de imediato que “ia masera o tanas”. Referindo-se, presumo, à minha apetência paraaceitar um desses trabalhos que não há quem queira fazer. Isto seestivesse no lugar dos desempregados que não aceitam trabalhar naagricultura.
Ainda que achepreferível ganhar pouco e trabalhar muito a não ganhar nada e nadafazer, digo-lhe que, assim de repente, nem desconfio se “ia” ouficava. Isto apesar de viver numa região onde até há pouco tempo –para aí uns quarenta anos, o que praticamente foi ontem – aspessoas se deslocavam, sazonalmente, para trabalhar fora da sua zonade residência quando por cá não havia trabalho. Recordo-me defamílias inteiras – meus vizinhos, à época – que iam durantesemanas para o Ribatejo fazer a apanha do tomate. Ou em sentidoinverso, mas disso lembrar-se-à o meu pai, os beirões que vinhampara o Alentejo na altura de ceifar as searas.
Isto para dizerque esta realidade que pensávamos ultrapassada não constitui, pelomenos para muitos de nós, uma grande novidade. Convivemos com ela e,quase de certeza, vamos voltar a encontrá-la por aí um destes dias.Se fico satisfeito com esse reencontro? Obviamente que não. E quemme lê com regularidade fará a justiça de o reconhecer. Agora que éuma inevitabilidade para que nos devemos preparar, disso nem vale apena ter dúvidas.
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